segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Cantinhos de Arrumação dos Utensílios de Limpeza


Numa casa com vários andares, uma das coisas mais práticas prende-se com a questão da organização dos produtos e equipamentos de limpeza.
Claro que idealmente - e o grosso das coisas - estão guardadas na nossa lavandaria. Mas há depois duas outras questões: a primeira é ter de andar sempre com o aspirador para cima e para baixo, sendo que o andar da lavandaria e garagem não é aspirado, e outra que é o facto de não usar a esfregona da parte de baixo da casa na cozinha, casas de banho e afins. Ter de subir com tudo sempre que é necessário podia ser um plano, mas não é prático.

Portanto, não é a primeira vez que falo aqui deste nosso cantinho de arrumação, e de como transformamos um armário junto à nossa casa de banho de serviço, num espaço de arrumação de produtos e equipamentos a ter à mão, e de como, ao mesmo tempo esse espaço serve, na sua outra metade, de cabide e arrumação de casacos das “visitas”.

A ideia até foi do Miguel, de dividirmos o armário, e foi um trabalho dele. Na parte do cantinho de limpeza acabamos também a montar um prateleira para arrumar os produtos de limpeza longe dos miúdos, bem como o aspirador, vassoura, pá e a esfregona de casa, panos e afins.

Num armário da lavandaria (no andar de baixo) temos depois uma outra esfregona, e outros produtos de limpeza e panos que servem o andar de baixo (onde além da garagem e lavandaria há um corredor de acesso com garrafeira e uma casa de banho).
No andar dos quartos, e para facilitar a limpeza mais regular das casas de banho - nossa e dos miúdos, optamos por numa das gavetas dos armários ter uns panos de limpeza e toalhitas, e um detergente de uso diário, para passar nas louças com maior regularidade. E aqui sim, “subimos” quando necessário com o aspirador, mopa ou esfregona... mas já é só um andar.


Para quem tem uma casa “em altura”, digam-me lá se fazem ou não o mesmo. E que outras dicas importantes têm?

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

65 Dias para o Natal



Já passaram uns dias deste a última “contagem decrescente” para o Natal. 
Entretanto actualizei a minha lista de presentes: acrescentei os nomes que tinham de ser acrescentados - dos miúdos que nasceram  neste ano! E retifiquei o orçamento para ser o mais realista possível, e me “preparar” para o valor a gastar.
Já comprei mais algumas prendas de Natal, e já reuni todo o material que tenho dos outros anos e fiz a lista das coisas a comprar - fitas, saquinhos, etiquetas, “decorações”.
Já tenho uma pequena lista de tudo o que vai compor os meus cabazes “maiores”, mas ainda não descobri o que quero fazer para os mini-cabazes, que geralmente são apenas uma coisa (o ano passado foram as bolachas em frasco: um sucesso, mas este ano quero uma coisa diferente!)

Continuo a reduzir a minha lista de receitas a fazer para os cabazes mais pequenos, e a começar a lista de compras - que passa a andar sempre comigo, no caso de encontrar certas promoções de produtos nos supermercados que possa aproveitar (coisas como açúcar, pro exemplo!)

Fui ao Jumbo, ver as “promoções” de brinquedos até 70%, mas não vi nada que me atraísse para os miúdos. Estou inclinada para outras coisas mais didáticas, ainda tenho de ver bem o quê!

Decidi que as prendas para a família - cunhados - vai ser dada em conjunto para o casal, mas estou indecisa entre algumas opções. Gosto de dar recordações pessoais para a casa. O ano passado encomendei uns quadros maravilhosos que representam a família de cada um deles, com uma espécie de “bonequinhos”, à Maria Mariquitas (através do facebook) e ficaram lindos e eles adoraram... Este ano não sei se consigo ser tão “original”, mas gostava de algo desse tipo!

Aproveitei uma ida a Lisboa para passar no IKEA, e fiquei surpreendida por já terem coisas de Natal. A algumas não resisti! (Quer para complementar cabazes, quer para decoração cá de casa!). E como já tinha  minha lista feita, sabia que etiquetas, papel de embrulho e fitinhas me iam ser indispensáveis e aproveitei logo! Aconselho, pois tem coisas lindas!

Tenho mesmo (mas mesmo) de ir comprar os saquinhos de celofane que são indispensáveis para os cabazes, e esperar que a temática do Halloween passe para ver se a Flying Tiger, De Borla e outras lojas do género começam com a decoração de Natal.


E este é o meu Christmas Report. Por aí? Ainda longe de pensar no natal?

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

#8 Planeamento das Refeições da Semana


Mais uma semana que se passou, e outra que se iniciou. E mais uma vez as minhas ementas, organização e planeamento, a mim, permitem-me dias mais calmos, horas do final do dia sozinha com dois miúdos mais tranquilas e cheias de brincadeira (e birras e choros e tudo aquilo que uma mãe de dois miúdos pequenos tem direito!). Principalmente com a terceira criança a chegar dentro em breve, cada vez que convenço mais que este meu hábito de planear e de me organizar, me vai ajudar mais do que nunca.
E apesar de uma ementa pensada e planeada, não quer dizer que não haja alterações. Por exemplo, em relação à ementa da semana passada, acabei por fazer outra coisa para o jantar de sexta feira, em vez das petingas, acabei a descongelar bacalhau e acabei por fazer um delicioso bacalhau grelhado com batatas a murro. As petingas, essas, passam para a ementa desta semana.
Aqui fica ela!

Ementa Semanal:

2ª feira: Bifinhos de frango com Molho de tomate, queijo e pesto caseiro + massa + brócolos
3ª feira: Tachinho de Feijão estufado com cebola e ovos escalfados + arroz
4ª Feira: Canelones de Pescada + salada verde variada
Petinga “frita” + Migas de couve e feijão frade
5ª feira: Rissoto de Cogumelos no forno + couve salteada
6ª feira: “Prego” no Prato (carne de vaca grelhada + ovo+ salada + arroz + batata )

Esta semana a sopa estava feita, pois tinha-a preparado no domingo ao final da tarde, que os meus miúdos raramente ficam sem sopa e era necessária para o jantar de domingo.
Dei uma dar volta ao frigorífico porque tinha algumas coisas que tinha necessidade de gastar - porque estavam abertas - e porque não gosto de desperdiçar nada. Vi que tinha uma lata de tomate pelado meio aberta, meio pacote de queijo ralado e um resto de pesto caseiro (e porque tinha peitos de frango para preparar), decidi juntar tudo para o jantar desse mesmo dia.
Comecei por preparar um molho de tomate rápido: cebola picada, alho picado e louro a refogar com um pouco de azeite e depois juntei o tomate pelado picado. Temperei com sal, pimenta e manjericão seco e deixei ferver para apurar. Entretanto preparei os peitos de frango em bifinhos e temperei com sal, pimenta e meio limão que estava aberto no frigorífico. Coloquei.os no fundo de um tabuleiro de ir ao forno e à mesa.

Enquanto o molho de tomate apurava, descasquei mais duas cebolas e cortei-as em rodelas não muito grossas. Levei-as ao lume num tacho com azeite, alho e louro e deixei refogar até a cebola estar murcha. Juntei depois feijão vermelho cozido, temperei e deixei cozinhar tudo em lume brando.
Quando o meu molho de tomate ficou pronto, coloquei-o sobre os bifes e frango. Por cima coloquei o resto do queijo mozarella e por cima deste o pesto. Mais próximo da hora de jantar é só levar ao forno para cozinhar e tostar.

Enquanto o feijão estufava, limpei/lavei cogumelos  e cortei-os em pedaços. Levei-os a saltear com azeite, alho laminado e temperei com um pouco de sal e pimenta. Juntei vinho branco e cebolinho picado (que também estava a necessitar de ser gasto) e depois de pronto guardei numa caixa hermética. Depois é só juntar ao rissoto para o rissoto de cogumelos de quinta-feira.
Preparei depois um tacho de arroz e juntei os ovos ao estufado de feijão para que cozinhassem.
Depois de pronto guardei tudo em caixas de vidro herméticas no frigorífico.

No congelador ainda tinha uma tupperware de recheio de pescada e legumes. Deixei descongelar e aproveitei para rechear um resto de “tubos” de canelones que ainda tinha em casa. Coloquei os canelones já recheados num pirex com tampa próprio para ir ao forno e à mesa. Na quarta feira ao almoço, basta cobrir com molho de tomate caseiro (que tenho pronto em frascos pasteurizados prontos a consumir) ou natas ou ainda molho bechamel e levar ao forno a cozinhar.

Coloquei os brócolos a cozinhar a vapor no microondas com a minha microgourmet da tupperware, e lavei as uvas que guardei numa caixa de vidro e os tomates cereja. Descasquei cenouras que guardei num saquinho do IKEA na gaveta do frigorífico, e cortei uma couve lombarda pequena em juliana que lavei e também coloquei num saquinho do IKEA. Pronta a usar para saltear ou para sopa. Lavei e arranjei a salada que guardei na minha saladeira Borner a vácuo e cortei em rodelas finas dois alhos franceses que guardei também já depois de lavados.

Depois dos brócolos cozidos, guardei-os numa caixa de vidro hermética no frigorífico.
Para quarta feira ao jantar, basta deixar a petinga a descongelar de véspera e enquanto “frita” no forno, preparar as migas (tenho broa picada no congelador e feijão frade cozido - basta cozer a couve migada que veio no cabaz da semana e preparar rapidamente as migas).

Para sexta, deixo a carne a descongelar de véspera no frigorífico e preparo rapidamente o arroz e as batatas (que provavelmente descascarei enquanto acabo o jantar na quinta feira!)
Depois de tudo a pior tarefa de todas: lavar e arrumar a cozinha.


E por aí? A semana ficou preparada ou fazem-no dia a dia a partir (ou não) de uma ementa semanal?

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Fazer em Casa é Bom


Hoje comemora-se o dia mundial de alimentação.
Numa altura em que temos à nossa disposição tantos alimentos, tanta variedade de produtos, e tantas coisas diferentes, torna-se difícil saber fazer escolhas. Escolhas acertadas.
Muitas vezes compramos alimentos sem nos darmos conta do que compramos. Colocamos no carrinho por habito, por preguiça, porque sim... Tudo muda quando aprendemos e começamos a ler rótulos. Aos poucos começamos a querer fazer outras e melhores escolhas, a querer menos corantes, menos conservantes e menos aditivos. 

Confesso que cada vez tenho mais cuidado com isso. E sim, cá em casa compra-se cada vez menos produtos processados, menos produtos refinados, e opta-se por melhor escolha na qualidade dos produtos. É uma opção nossa e em consciência. Aos poucos fomos deixando de comprar algumas coisas, que naturalmente começamos a substituir por outros. E, com o passar do tempo já nem nos lembramos que eles existem!

Melhor do que comprar carne, peixe, ovos e leite de melhor qualidade. Melhor do que comprar sempre que possível coisas biológicas e coisas nacionais e locais, melhor do que ler rótulos e fazer melhor opções, é cozinhar em casa! Tantas coisas que tantas vezes compramos e que podem ser de muito melhor qualidade quando fazemos em casa.
Pão, iogurtes, bolos, bolachas e sobremesas, cozer as nossas próprias leguminosas, fazer leites vegetais, as manteigas de frutos secos, a granola, as barras de cereais, as papas dos miúdos, a papa de fruta e até queijo creme de kefir.

E sei que isto vem tudo dar a outra questão! O tempo. Sim, é preciso algum tempo para fazer estas coisas em casa, em vez de comprar já feito. Mas um dia uma coisa, outro dia outra, aproveitar o forno quente para o pão ou cereais....nada é impossível. E no fim, acho que quem desfruta de melhores escolhas alimentares agradece. Nós agradecemos.

E para vos inspirar, uns links das minhas “receitas” favoritas de coisas que podemos fazer nós mesmos em vez de comprar!

Pão da Titá (o meu favorito de sempre!) - http://paracozinhar.blogspot.pt/2015/04/pao-da-tita.html

























Pesto Caseiro - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2016/11/presentes-de-comer-pesto-e-chilli-oil.html

(E tantas outras coisas como compotas, marmeladas, rissois, empadas, hamburgueres, almôndegas, douradinhos......)

E vocês? Como são as vossas escolhas? O que é que preferem fazer em casa do que comprar feito?

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Feijão de Molho


Há uns tempos atrás a minha mãe, depois de umas arrumações em casa do meu avô, encontrou quilos de feijão seco, ainda do tempo em que os meus avós cultivavam a horta e o quintal. 
Claro que me enviou para aqui um saco cheio que arrumei em frascos de vidro da despensa. De vez em quando lá vou eu dar uma volta pela despensa e olho sempre para o feijão a pensar que o tenho de demolhar e cozer (não todo de uma vez, mas uma parte dele!)

Confesso que, apesar de comprar leguminosas secas, de as demolhar e cozer, por questões essencialmente práticas, tenho comprado as leguminosas já cozinhadas e prontas a usar. Preparar as refeições é mais rápido assim, mas se eu planeio tudo com antecedência, porque razão me deixo levar pela preguiça, e não aproveito para demolhar as leguminosas? Até porque não é uma novidade para mim, apenas me tenho desleixado com este ponto...

Voltei ao feijão do avô - e já a pensar na ementa da próxima semana - e lá coloquei uma parte de molho para depois cozer.
E depois de cozido vou guardar em caixinhas ou frascos de vidro e congelar, para ir usando conforme as necessidades - como já expliquei num post antigo deste blogue: aqui: https://economiacadecasa.blogspot.pt/2010/01/economia-domestica-feijoes-e-caixas-de.html

Pode não parecer tão prático, mas é mais económico, principalmente se usarem a panela de pressão - e assim é também mais rápido - além de ao terem leguminosas congeladas estão no congelador sempre à mão, até porque descongelam em pouco tempo no microondas.

Basicamente são cerca de 24 a 48 a demolhar. Depois retiram-se os que bóiam e que estão ao de cima, e escorre-se a água de demolhar. Coloca-se água, louro e um dente de alho ou cebola numa panela e junta-se o feijão. Na panela de pressão cerca de 30 costumam ser suficientes, no fogão talvez uma hora e meia. O sal, normalmente junta-se quase no fim da cozedura, porque me ensinaram que faz as leguminosas ficarem mais rijas e que demoram mais a cozer... Além disso podemos sempre corrigir o sal quando fizermos as receitas em que usamos as leguminosas previamente cozinhadas.


Quem é que ainda tem o hábito de demolhar e cozer as leguminosas em casa? Ou quem prefere comprar as latas prontas a usar?

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Outubro: Mês de Poupança


Não sei se sabem que o mês de Outubro é considerado o mês da Poupança, e que o dia 31 de Outubro é o dia da Poupança.
E cada um de nós terá, ou não, algumas estratégias de poupança - seja uma poupança no verdadeiro sentido da palavra, seja uma melhor gestão de gastos, ou apenas uma gestão muito controlada de um orçamento mensal mais apertado.

Quando se fala em “poupança” acho que de uma maneira geral se depreende que estamos a falar de “colocar dinheiro de lado”. Mas a poupança não é apenas isso. 
Muitas pessoas fazem um esforço enorme por fazer esticar o dinheiro até ao final do mês, quanto mais sobrar dinheiro para colocar de lado... Mas haverá outras que o conseguirão fazer. Cada caso é um caso...

Mas há imensas formas de “poupar”. Seja aproveitar os saldos para repor roupa e calçado ou até comprar alguns presentes, seja tendo muita atenção a todas as promoções e descontos seja nas compras lá para casa ou nos combustíveis. 
E depois há outras formas de poupar que me dizem imenso - como por exemplo evitando o desperdício alimentar. E confesso que conheço imensas pessoas que me dizem que gastam imenso dinheiro em alimentação e no entanto nem se apercebem na quantidade de dinheiro que deitam ao caixote do lixo em alimentos que deixam estragar ou que não aproveitam.

Sendo este o mês da poupança, entre outras formas de poupar, poderemos (quem não tem esse cuidado) passar a olhar melhor para o que compramos de forma a não deitar nada fora - seja os restos das embalagens/alimentos que deixamos estragar e passar do prazo, seja os “restinhos” de comida que vão tantas vezes para o caixote do lixo quando na verdade se podiam reutilizar em novas refeições.

Há algumas dicas - que já aqui repeti várias vezes - para gerirmos melhor este recurso. Tudo que compramos - e mesmo os alimentos que nos dão - têm um valor. Imaginem que tudo o que não aproveitam são trocos a ir para o lixo... Todos esses trocos somados podem perfazer uma boa quantia no final... Há que pensar em aproveitar tudo ao máximo e, quando sabemos que não vamos consumir tudo em tempo útil, cozinhar ou arranjar para congelar ou usar noutra refeição.

É importante que todas as semanas, antes de pensarmos nas refeições da semana, mas principalmente antes de irmos às compras, passarmos uma revista ao nosso frigorífico. Ver o que ainda temos na gaveta dos legumes, abrir todas as  caixinhas. Muitas das vezes já não nos lembramos daquele resto de peixe cozido que sobrou e que agora se podem transformar em pataniscas, ou daqueles tomates já muito maduros que ainda fazem um molho de tomate para uma massa, ou das cenouras murchas que dão um belíssimo creme de cenoura... De repente temos ali duas ou três refeições que não estávamos a contar e que já vão encurtar as necessidades das compras da próxima semana. E quantas vezes não acabam no lixo um ou dois dias depois....

E o mesmo se passa com a despensa - quem nunca deixou passar prazos de validade de coisas que comprou?, ou até com coisas que nos esquecemos que congelamos...
Passar revista à despensa pelo menos 1 vez por mês e tentar pensar em refeições com coisas que lá andam há imenso tempo, e ir esvaziando a arca frigorífica em vez de só a sabermos encher, são também maneiras de não deixar estragar nada...
Também é importante, duas ou três vezes por ano, tentar consumir tudo (a maioria) do que temos na arca congeladora e na despensa, em vez de acumularmos stocks desnecessários de 10 quilos de arroz e de 12 latas de atum quando vamos todas as semanas ao supermercado, e quase todas as semanas há promoções desse tipo de produtos.

Aqui fica apenas uma sugestão de “poupança” para este mês, mas principalmente para mudar alguns hábitos, para melhor e para sempre.

Que outros hábitos de poupança têm?

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

#7 Planeamento das Refeições da Semana


As últimas semanas foram um bocadinho atípicas aqui por casa, e a minha ementa semanal não foi feita como eu gosto. Por causa das festas dos miúdos, e do feriado da semana passada, a ementa teve muitas “sobras” e aproveitamentos.  Resultado: houve alguns dias mais complicados. Quando nos habituamos a fazer as coisas de uma determinada maneira, e quando essa passa a ser a nossa rotina, quando fugimos a essa norma estranhamos! Mas esta semana voltamos a entrar nos eixos!
Voltamos às sugestões.

Ementa Semanal:

2ª feira: Arroz de Congro e Limão + brócolos ao vapor
3ª feira: Espetadas de Cubinhos de Porco com Cebola e Pimento + Puré de Couve Flor
4ª Feira: Pimento Recheado com Carne Picada à Bolonhesa + salada de agrião
  Crepes de Pescada Cremosa
5ª feira: Tabuleiro de Frango desfiado, batata doce e molho cremoso no forno + brócolos ao vapor
6ª feira: Petinga Frita com Feijão Frade “Ensalsado”

Comecei por fazer um caldo aromático com cebola, alho, rama de alho francês, ervas aromáticas e cenoura, sal e pimenta. Assim que levantou fervura juntei o peixe e deixei cozinhar.
Entretanto piquei cebola e alho, e levei a refogar num tacho com um pouco de azeite para fazer a carne à bolonhesa, Juntei a carne, tomate pelado e temperos e deixei cozinhar em lume brando.
Temperei a carne de porco para o jantar de terça feira e guardei numa caixa hermética no frigorífico.
Descasquei legumes para fazer sopa e aproveitei a varoma da Bimby para cozer couve flor e noutro nível para cozer brócolos.

Entretanto retirei o peixe que já estava cozinhado, coei o caldo para o arroz - que reservei no frigorífico até ao jantar, e desfiei o peixe também para o arroz (que também guardei numa caixinha de vidro no frigorífico).

Entretanto a sopa ficou pronta e os legumes a vapor cozinhados. Triturei a sopa e guardei no frigorífico num recipiente de vidro hermético. Guardei os brócolos já cozinhados para acompanhamentos num recipiente de vidro hermético e triturei a couve flor com um pouco de leite de coco, sal e pimenta para acompanhamento de terça feira das espetadas de carne de porco.

Descasquei cenouras para guardar, cortei, preparei alho francês para guardar em sacos herméticas na gaveta do frigorífico. Lavei tomate cereja e guardei também num recipiente hermético.
Cortei o pimento ao meio no sentido longitudinal (para rechear com a carne picada para o almoço de quarta feira), e cortei o restante em cubos para as espetadas que guardei num saquinho do IKEA no frigorífico.

Coloquei os pimentos para rechear num pirex que vai ao frono e temperei com um pouco de sal, pimenta e azeite e levei ao forno previamente aquecido (para que cozinhem cerca de 15 minutos antes de rechear com a carne.) Aproveitei o forno para ao mesmo tempo assar abóbora cortada às fatias.
Enquanto isso, coloquei a demolhar um resto de tâmaras, passas e figos para fazer uma pasta (que gosto de usar para barrar em crepes e panquecas). E desfiei as sobras do frango do assado de domingo (para o jantar de quinta feira), que guardei numa tupperware no congelador.

Entretanto a carne à bolonhesa ficou pronta e recheie com ela os pimentos que retirei do forno. Cobri depois com um pouco de queijo, e tapei o pirex que guardei no frigorífico - na quarta feira bastará levar ao forno para gratinar. Com a restante carne picada, coloquei numa tupperware e congelei para uma refeição nas próximas semanas.

Aproveitei o forno ainda quente para tostar amêndoas para fazer manteiga de amêndoa.
Enquanto a abóbora acabava de assar fiz os crepes para o jantar de quarta feira (o recheio já tenho pronto e congelado, e bastará tirar de véspera para depois montar os crepes e levar ao forno).
Preparei os agriões, arranjando-os, lavando-os e secando-os e guardei na saldeira a vácuo própria.
Escorri as tâmaras, figos e passar e triturei de modo a formar uma pasta. Coloquei num frasco de vidro e guardei no frigorífico.

Com amêndoas já torradas e ligeiramente arrefecidas  - coloquei na bimby e fiz a manteiga de amêndoa que guardei também num frasco de vidro no frigorífico.
Com a abóbora já assada, juntei especiarias, mel e ovos e preparei o recheio de uma tarte, colocando a mistura num recipiente de vidro no frigorífico para fazer a tarte amanhã ou depois.

Para o jantar de segunda - o arroz de peixe - foi apenas necessário fazer um pequeno refogado, juntar o caldo de peixe, o arroz e o peixe desfiado e deixar cozinhar.
Na terça, basta montar e cozinhar as espetadas e acompanhar com o puré já feito.
Quarta ao almoço basta colocar o tabuleiro com os pimentos recheados no forno e acompanhar com a salda já pronta, e ao jantar montar os crepes - cujo recheio tenho de retirar do congelador de véspera.
Na quarta retiro também  o frango desfiado e preparo o tabuleiro de frango para o jantar de quinta (uma espécie de bacalhau com natas, versão frango), e na quinta tiro o peixe para “fritar” no forno na sexta para o jantar.

Entre tudo isto e arrumar a cozinha e lavar a louça, devo ter demorado cerca de 2h30.


E por aí? Já começaram com uma organização semelhante?