quinta-feira, 16 de março de 2017

#1 Planeamento das Refeições da Semana


Há umas semanas expliquei por aqui todo o meu planeamente e organização nas refeições da semana, que faço habitualmente à segunda feira - e que faço para todas as refeições da semana, de segunda a sexta-feira (para a maioria das pessoas, o dia ideal para isto será ao domingo ao final do dia...) Sei que gostaram das ideias e das dicas e recebi imensos mails para fazer isto todas as semanas. Não vos quero aborrecer com este tema, mas percebi que pode ser importante para muitas pessoas. Por isso, decidi partilhar novamente o meu planeamento da semana que agora termina, e, ocasionalmente voltar a fazê-lo para que, quem quer organizar-se assim, se oriente melhor.  Depois das compras feitas à sexta feira e do cabaz recebido - e os legumes preparados e já orientados, como a salada lavada e pronta a usar numa caixa hermética própria para saladas e que fecha a vácuo, o alho francês cortado em rodelas e lavado, os brocolos separados em raminhos, a couve flor também lavada e cortada em raminhos, a couve lavada e pronta e pronta a usar... Na segunda feira de manhã, foi então altura de colocar a mão na massa. (No domingo à noite deixei a descongelar no frigorífico tudo o que necessitava para cozinhar - e que tinha comprado e congelado na sexta feira!)
(Não fiz sopa porque tinha feito no dia anterior, e voltei a fazer quarta feira, enquanto fazia o almoço!) 

Lavei tomate cereja e coloquei numa caixa hermética. Descasquei alhos e guardei-os num frasco com azeite para estarem prontos a usar. Descasquei batatas e cenouras e cebolas.
Depois piquei as cebolas grosseiramente no robot de cozinha juntamente com alho. Dividi por duas panelas: numa comecei a cozinhar o peixe estufado com ervilhas para o jantar (2ª feira), e noutra a fazer uma cebolada clássica para bacalhau (5ª feira). Ao mesmo tempo cozi a vapor a couve flor, cenoura e 1 batata doce para fazer um puré. 
Enquanto isto, temperei coxas de frango com as especiarias, cebola às rodelas e um pouco de azeite (3ª feira) cobri o pirex com película aderente e coloquei no frigorífico - no dia seguinte foi só retirar a película e colocar no forno a assar ao final do dia, para o jantar. Aproveite e temperei também a carne de porco (4ª feira almoço) e guardei numa caixa hermética no frigorífico, e cortei também o pimento e a cebola em tirinhas, que guardei também numa caixa hermética no frigorífico, prontos para entrar na cataplana. No dia, é só colocar a carne temperada, a cebola e o pimento e os restantes temperos e ingredientes na cataplana e deixar cozinhar, assim como fazer o arroz de acompanhamento.
Os legumes do puré ficaram prontos e triturei e temperei. Uma parte foi para uma caixa hermética mais pequena, para acompanhar o peixe estufado com ervilhas que entretanto também ficou pronto e também foi colocado numa caixa hermética, e coloquei tudo no frigorífico.
Ao restante puré misturei e cebolada de bacalhau (5ª feira) e coloquei num pirex de ir ao forno (tenho daqueles com tampas herméticas). Por cima coloquei um pouco de pão ralado e de queijo parmesão. Tapei e congelei. Quarta à noite retiro do congelador para o frigorífico para descongelar durante a noite, e quinta ao jantar vai ao forno apenas para gratinar e aquecer.
Cozi depois mais batata (4ª feira ao jantar) e enquanto as batatas coziam preparei a couve de acompanhamento (3ª feira) e ralei a cenoura e juntei tudo - a maçã só ralo no dia e na hora porque oxida. Preparei também a batata - ralada para o rosti (3º feira) - que guardei em água numa caixa hermética no frigorífico. No dia, enquanto as coxas de frango assam, termino a salada e faço o rosti.
Preparei também o pimento para a cataplana (4ª feira almoço)
Depois das batatas cozidas triturei e juntei atum e os restantes ingredientes (4ª feira jantar) e fiz a mistura para os fishcakes. Guardei numa caixa hermética no frigorífico. No dia é só moldar em forma de hamburguer, passar por ovo e pão ralado e “fritar” num fio de azeite.
Enquanto fazia a mistura e arrumava a cozinha coloquei uns brócolos a cozer a vapor, que também guardei numa caixa hermética depois de prontos. Ainda fiz mais uma dose do “iogurte” de coco e framboesa que o meu miúdo mais velho adora.
Na quinta à noite retiro a carne para o jantar de sexta, e na sexta à noite preparo tudo: cozinho os bifes, salteio a couve e faço a farofa. O arroz é só aquecer as sobras que propositadamente fiz a mais para o almoço de quarta feira.

Aqui fica mais uma vez o planeamento das minhas refeições da semana. Mais uma vez, espero ter ajudado.

Ementa da semana:

2ª feira: Peixe estufado com ervilhas com Puré (couve flor, batata doce e cenoura) e brócolos cozidos

3ª feira: Coxas de frango Assadas com especiarias, rosti de batata doce e salada de couve, cenoura e maçã

4ª feira: Cataplana de porco com arroz e brócolos cozidos (almoço) e Fishcakes de batata e atum com salada verde (jantar)

5ª feira: Empadão de Bacalhau (usei o mesmo puré de couve flor, batata doce e cenoura de segunda feira) com brócolos - congelei depois de pronto na segunda feira, e na quarta à noite coloquei a descongelar no frigorífico para fazer na quinta à noite.


6ª feira: Bifinhos na Frigideira com alho, couve mineira, arroz branco, laranja e farofa

terça-feira, 14 de março de 2017

Molho de tomate com (5) vegetais, pronto a usar e congelar


No fim de semana passado, houve tempo para preparar algumas coisas para congelar. Como entretanto já não tinha almôndegas, e encontrei carne de vaca de boa qualidade, nacional e a um preço mais simpático, resolvi colocar as mão na carne, e voltar a fazer a mistura habitual: carne picada, cebola picada, sal e pimenta. Misturar bem, fazer bolinhas. Congelar no tabuleiro e depois passar para sacos de congelação nas doses para uma refeição.

Aproveitei também para fazer molho de tomate - com vegetais - para as almôndegas. Usei uma parte e congelei o restante. A enorme vantagem? Almôndegas e molho de tomate e vegetais prontos a usar e perfeitos para desenrascar uma refeição em qualquer dia apertado, indo diretos do congelador para o tacho.
E o molho de tomate feito também com outros vegetais, é uma excelente forma de comer e dar a comer mais legumes, além de ficar um molho mais espesso que casa lindamente com as almôndegas, simples com massa, por exemplo e até numa simples bolonhesa.
Desta vez, o molho de tomate levou, além de tomate e cebola, alho francês, abóbora e cenoura. Noutras vezes leva ainda aipo, couve flor ou courgete... Mas basicamente é feito com o que tenho no momento em casa.

O processo é simples. Fazer um refogado com cebola, alho azeite e louro. Juntar depois o alho francês. Deixar refogar mais um pouco. Acrescentar a cenoura em pedaços, assim como a abóbora e os restantes legumes que usarem. Deixar suar um pouco, Acrescento depois o tomate. Nesta altura do ano, acrescento tomate pelado de lata ou congelado, se tiver - ou uma mistura dos  dois - no verão uso tomate maduro. Tempere com  um pouco de sal, pimenta e oregãos e deixar estufar até todos os legumes estarem macios. Depois é retirar a folha de louro e triturar bem todos os legumes no robot de cozinha ou com a varinha mágica. Se estiver muito grosso, juntar um pouco mais de água e retificar temperos, deixando voltar a ferver.
Fiz um tacho grande, com molho para duas vezes. Coloquei metade do molho a arrefecer um pouco e ao restante juntei as almôndegas, que podem estar congeladas ou frescas. E deixei cozinhar.
O restante molho, depois de frio, coloquei num saco de congelação - mas podia ser numa caixa plástica hermética - e congelei.



Quando quiser usar basta retirar do saco e colocar diretamente na panela e deixar descongelar e ferver. E depois juntar as almôndegas (ou não). Pode servir apenas para juntar a uma massa, para cobrir a base de uma pizza ou para estufar outra carne, almôndegas ou apenas carne picada para uma bolonhesa....


Também fazem o molho de tomate com os legumes “escondidos”? (Cá em casa faço as duas versões!) E também fazem a mais para congelar ou para refeições de emergência?

sexta-feira, 3 de março de 2017

Ainda da Arca Congeladora..



Há sempre imensa discussão e diferença de opiniões quando o tema da conversa é comida congelada. Há imensas pessoas que não gostam, que acham que a comida não sabe ao mesmo, que não gostam de comer coisas que não foram acabadas de fazer. 

Realmente pode não ser bem a mesma coisa, mas também não acho que seja assim um “drama” tão grande. Cá em casa congelo poucas comida já pronta. Congelo essencialmente coisas que sobram e que prefiro congelar a guardar no frigorífico, pois não sei se vamos consumir em tempo de vida útil, e congelo eventualmente uma ou outra refeição já pronta - ou sopa - para alguma eventualidade, como ir de férias e deixar sopa pronta no congelador...

Depois uso é pequenos truques. Ou seja a sopa depois de descongelada, parece que fica em farrapos... O truque é voltar a fervê-la. Se apenas deixarmos descongelar e aquecer apenas antes de comer, não fica de todo a mesma coisa. Quanto a refeições congeladas prontas, opto sempre por congelar coisas com molho, tipo um caril de frango ou frango estufado... Ou seja, tudo o que volte a ferver - fica igual a acabado de fazer - ou coisas tipo lasanha, arroz de pato, bacalhau com natas... que depois de descongeladas no frigorífico e acabadas no forno, também acho que resultam bem.

Mas, na verdade, habitualmente na minha arca existem outras coisas mais “mundanas”. As sobras de outras refeições, e os famosos restinhos que muitas vezes compõem refeições para a semana, e coisas pré preparadas como almôndegas caseiras, molho de tomate caseiro pronto a usar, hamburgueres. Tudo isto além de legumes para sopa, frutos vermelhos, ervilhas, pão e afins....

E é por causa dessas “sobras” que este post surgiu. Há umas semanas atrás fizemos um jantar de pizzas caseiras. Fizemos várias - porque éramos muitos - e sobrou o equivalente a 1 pizza e meia. Em vez de guardar apenas no frigorífico, congelei em caixas próprias a pizza já cozinhada e cortada em pedaços. Foi o nosso jantar num destes domingos preguiçosos. Bastou descongelar e aquecer um pouco no forno ou microondas antes de servir. Mesmo que não seja exatamente a mesma coisa que pizza acabada de fazer,  não houve desperdício, foi uma refeição que não tive que cozinhar pois já estava pronta e, além disso é muito melhor do que qualquer pizza de compra congelada...
Numa outra ocasião fizemos um churrasco e sobrou alguma carne. Acabei por picar a carne que sobrou - já cozinhada - e congelei. Umas semanas mais tarde surgiu um empadão em que acabei por usar estas sobras de carne que estavam no congelador.
O mesmo quando sobra, por exemplo frango. Se sei que não vou consumir nos próximos dias, em nenhuma forma, portanto prefiro sempre congelar.

O que faço é nunca me esquecer desses restinhos e incluí-los assim que possível nas próximas refeições.
Para mim esta é uma enorme vantagem da arca congeladora, e uma dos motivos pela qual a acho uma enorme aliada contra o desperdício alimentar.

E vocês? Usam ou não? Gostam? 

quarta-feira, 1 de março de 2017

Almôndegas prontas a usar


Cá em casa a arca congeladora é uma enorme aliada desde sempre. Quando os avós ainda cultivavam e tinham muitos legumes, tinha sempre stock de tomate, courgete, abóbora, pimento... Agora continua a haver muito amigos que nos vão oferecendo umas coisas, e continua a haver, pelo menos abóbora congelada em cubos para as sopas, caldos caseiros de frango, camarão ou peixe para risotos, massadas e até canjas rápidas, frutos vermelhos congelados (ainda estou a utilizar os mirtilos do verão!), e há sempre queijo da serra e alguns enchidos prontos a usar, assim como as habituais ervilhas e outras coisas que todos temos quase sempre no congelador.
Além destes produtos, também gosto de ter outras coisas congeladas. Uma delas são hamburgueres caseiros e almôndegas congeladas, prontas para qualquer refeição.

Os hamburgueres peço no talho para os fazerem com a carne que escolho, tal como já vos tinha contado. Compro também mais carne picada que aproveito para fazer bolonhesa e congelar, e outra parte para umas almôndegas.
Como faço as almôndegas? À carne (neste caso era só carne de vaca, mas podem fazer com porco ou uma mistura) junto sal, pimenta e um pouco de cebola picada  (ou spring onions que costumam vir agora no meu cabaz de legumes biológico) e amasso bem. Nos últimos tempos não tenho juntado ovo ou pão ralado. As almôndegas desde que bem amassadas mantêm a sua forma e temos preferido assim, pois ficam mais saborosas.



Depois de as moldar, coloco-as num tabuleiro forrado com papel vegetal (ou tapete de silicone) e congelo-as assim. Quando estão congeladas, retiro-as do tabuleiro e coloco-as em doses para uma refeição, em sacos de congelação e voltam para o congelador.
Quando é para usar, basta retirar um saquinho e colocar diretamente no molho de tomate, no tacho ou no forno e em poucos minutos temos uma refeição.
Também fazem o mesmo?


Eu acho super prático ter duas ou três coisas no congelador meio adiantadas para as refeições da semana. E vocês, que refeições costumam congelar?