sexta-feira, 28 de abril de 2017

Bebidas Saborosas para Fazer e Ter em Casa


Assim que o tempo começa a aquecer é normal que nos apeteçam bebidas mais frescas. Cá em casa (nestes últimos anos) raramente se compram sumos ou refrigerantes, tirando os dias de festas, mas mesmo assim acabo sempre por ter umas bebidas “caseiras” e mais naturais.

Das favoritas cá de casa são os sumos naturais, feitos com polpa de fruta - a fruta inteira descascada -, que faço no robot de cozinha e à qual acrescento um pouco de água para não ficar tão grosso. Evito também adoçar com açúcar, uma vez que o doce da fruta é normalmente suficiente.

O sumo de laranja é um clássico, mas as combinações são todas possíveis. Ananás e Manga, manga com laranja e cenoura, ananás com água de coco, morangos e melancia com manjericão, pêssego e hortelã, pêra... depende das frutas que tenho disponíveis e das preferências cá de casa. 

Outra das bebidas favoritas é o chá gelado. Faço de variadas maneiras, mas normalmente uso chá preto ou verde aromatizado com frutos vermelhos, limão, ananás, pêssego.... (São os chás que não gosto tanto de beber em versão quente - aí sou fiel a aromas mais tradicionais como o earl grey, o meu adorado Gorreana em qualquer uma das suas versões)

As versões aromatizadas, prefiro para fazer o “ice tea” caseiro. Faço a infusão a quente - como se faz qualquer chá, mas também a frio - demora mais tempo, mas também resulta. Posso juntar depois ervas aromáticas como hortela ou manjericão, pau de canela, casca de limão ou laranja. 
Depois guardo em garrafas de vidro, que fechem hermeticamente no frigorífico. Aguentam alguns dias, sendo que o sumo de fruta natural não deve estar muito tempo sem ser consumido porque vai perdendo alguns nutrientes...

E de vez em quando, também faço o refresco de café e limão da minha avó!
Que bebidas frescas se fazem por aí?

Algumas Receitas e Sugestões:



quarta-feira, 26 de abril de 2017

Refeições de Aproveitamento (croquetes de churrasco e pica pau de frango)


Um dos lema cá em casa é, como sabem, desperdício zero. Tenho horror em deitar comida fora. Tento sempre aproveitar tudo, seja simplesmente reaquecer e comer em outra refeição, seja transformar numa refeição nova. E mesmo o que pequenas coisas que já não dá para aproveitar são as nossas galinhas que acabam a comer as sobras dos pratos do miúdos e todas as aparas de legumes e frutas...

Neste ultimo mês o tempo esteve muito agradável, e começamos a usar a nossa churrasqueira e a fazer uns almoços e jantares com os amigos. E foi inevitável ficar com sobras. Ainda que nestas refeições se comprem os ingredientes e se divida por todos, quando há sobras de carne grelhada, por exemplo, nunca ninguém quer levar nada e lá acabo eu com as sobras todas. Pois aqui em casa não se deita fora. Se há algumas coisas que são mais fáceis de reaproveitar, a carne de churrasco não é das refeições reaquecidas mais saborosas... O que faço muitas vezes é cortar tudo em pedacinhos, temperar bem com alho picadinho, coentros frescos picados, azeite, vinagre e um pouco de pimenta e envolver bem. Dá um petisco simpático. Mas desta vez apetecia-me algo diferente.

Lembrei-me de aproveitar a carne (entremeada, costeletas e até um restinho de picanha) e os enchidos que sobraram (chouriço, salsicha fresca e até alheira) nuns croquetes. Piquei toda a carne no robot de cozinha. Refoguei uma cebola picada em azeite, juntei a carne e envolvi bem. Juntei 1 ovo batido e umas 2 colheres de sopa de  farinha de mandioca (ou pão ralado) até obter uma massa moldável. Depois de arrefecidos moldei os croquetes e passei por mais farinha de mandioca (ou pão ralado). Ainda fiz 20 croquetes não muito pequenos, que congelei logo, dividindo em 2 sacos de congelação.
Depois, para os cozinhar é só fritar em óleo quente ou, como acabei por fazer, colocar no forno quente até ficarem cozinhados. Houve quem os provasse e dissesse que eram os melhores croquetes que comia em muito tempo! Portanto nada se desperdiçou e ainda fiquei com croquetes para 2 refeições ou jantares de petiscos.



Outra das coisas que também deu um excelente petisco foi um pica pau de frango, com sobras de peito de frango de churrasco... Por aqui o peito de frango tem menos adeptos, e quando sobra acaba em recheio de crepes, lasanha de frango, frango à brás, empadas, quiches, fritatas.... Mas desta vez, cortei o peito de frango que sobrou em cubos. Levei uma frigideira ao lume com dentes de alho laminados, azeite e uma folha de louro. Juntei depois o frango e temperei com um pouco de pimenta, um pouco de vinho branco e molho inglês. Deixei cozinhar em lume brando até o molho estar apurado. Juntei depois azeitonas, pickles picadinhos e um pouco de salsa picada. Mais um petisco que ficou saboroso e uma outra maneira de aproveitar as sobras do frango.

Eu sei que não sou a única que faço isto, E mais pessoas têm estes princípios e esta consciência de não desperdiçar comida boa, que custou dinheiro, e que está em perfeitas condições.

Como aproveitam as “sobras” menos convencionais? Algum truque ou dica para sobras?

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Organização da despensa: Frascos e Etiquetas


Por aqui, organizar e arrumar continuam a ser algumas das tarefas preferidas. Não sei se é da chegada do calor mas, mesmo depois de ter organizado a minha despensa há uns tempos, com caixas de arrumação e prateleiras do IKEA, que tornou tudo muito mais funcional e prático - nunca mais voltou o caos ao armário dispenseiro - agora foi altura de tornar tudo mais bonito. (Podem saber mais aqui: http://economiacadecasa.blogspot.pt/2016/12/cozinha-organizada-e-pronta-receber-o.html)

Depois de ter estado a arrumar um armário onde vou guardando os frascos de vidro para depois reutilizar, reparei que tinha vários frascos todos iguais e com as tampas brancas. Não era coincidência... são os frascos que a minha amiga Cláudia me costuma dar (aqui em casa os amigos também nos ajudam a acumular frascos).
Os frascos tinham o tamanho certo para caberem 6 em cada uma das caixas de organização mais pequenas, e eram ideias para pequenas coisas como coco ralado, cacau em pó, sementes, ... que estavam já em frascos reutilizados, mas frascos todos diferentes, tudo muito menos bonito.
Depois de encher os frascos com os ingredientes, ficaram a faltar as etiquetas. Fui ver o que tinha lá em casa e existiam ainda umas etiquetas pretas para escrever com giz, que tinha comprado há uns largos meses na Tiger. Com uma máquina de corte - daquelas de craft - recortei várias etiquetas mais pequenas (os originais eram enormes para os frascos em questão) e em vez de escrever a giz, que com o uso acabaria por desaparecer, peguei numa caneta corretora e escrevi o conteúdo de cada um dos frascos nas etiquetas. No final ficou tudo bem mais bonito, e tudo com coisas que tinha lá em casa, reutilizando frascos e etiquetas e tendo apenas um pouco de imaginação.

Eu gosto bastante do resultado final. Ainda há outras coisas, para as quais gostaria de ter uns frascos maiores, que ainda não estão exatamente como eu quero, mas ainda não sei bem se vou optar por comprar uns quantos frascos para isso, ou de reutilizo mais alguns que tenha lá em casa. 
Quero só também dizer que é sempre uma vantagem usar frascos de vidro. Apesar de já ter tido muitas coisas guardadas em caixas plásticas, acho que em vidro fica melhor, não ficam cheiros, nem sabores e basta lavar na máquina para ficarem sempre perfeitos.
Mesmo que não tenham frascos todos exatamente iguais, esta é uma boa solução para tornarem a vossa despensa mais bonita, em vez de um amontoado de caixas e embalagens meias abertas e meias gastas, que tornam tudo mais difícil de manter arrumado e mais difícil de limpar - para além de não ficar tão bonitinho....

E como está a vossa despensa? A precisar de uma arrumação?

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Eu, viciada em louças me confesso....


Muito me perguntam acerca das louças que utilizo, e que vêm nas minhas fotografias. Eu adoro louça, e confesso que tenho imensas coisas e arranjo sempre desculpas para comprar mais...
Gosto essencialmente de travessas, pratos de bolos, taças grande e pequenas em vez de pratos de refeição... Uso habitualmente pratos brancos lisos que combinam com tudo. Por isso a minha preferência é sempre a chamada louça de servir.

Tenho um carinho especial pela louça da Bordallo Pinheiro. Tenho imensas peças, umas compradas por mim e quase outro tanto oferecidas. São lindíssimas (na minha opinião, claro!) e animam qualquer mesa simples. Para mim fazem a diferença. A maioria das peças que compro, compro essencialmente na loja da fábrica, nas Caldas da Rainha. E maioritariamente, desde que existe, no outlet da loja, onde se encontram peças com pequenos defeitos e muito mais baratas. Na maioria das vezes os defeitos mal se vêm, e se gostam de ter variedade como eu, vale imenso a pena. Não há viagem para aqueles lados que não mereça uma passagem por lá  - o marido já sabe!! - e também já aconteceu ir de Coimbra às Caldas de propósito para ir à loja, e claro que aproveitamos o passeio para outras coisas também.

Mas compro em todo o lado. No Continente da marca KASA há coisas muito giras e tenho também imensas travessas de ir ao forno, e de servir e até comprei recentemente uns copos que de tão giros até os uso como taças em algumas sobremesas. No Continente também algumas vezes compro louça a peso, ou de refugo, também a preços simpáticos e muitas vezes peças muito giras. O mesmo no DeBorla, onde comprei recentemente uma travessa branca que adoro e onde se encontra muitas vezes louça avulso engraçada. Dou sempre uma vista de olhos para ver se há alguma coisa que goste!
Nos últimos anos, tenho também comprado algumas coisas num atrelado/roulote que costuma estar em Vila Real de Santo António, na praça central, e que tem imensa variedade e coisas também em conta e muito engraçadas....
Basicamente compro em quase todo o lado onde vejo coisas que goste. Com um carinho especial para as coisas da Bordallo Pinheiro.


(Também tenho algumas peças mais clássicas da Vista Alegre e da Atlantis, a maioria prendas de casamento ou outras peças que me ofereçam em ocasiões especiais... E muitas coisas herdadas das minhas avós, pela qual tenho um enorme carinho e um cuidado muito especial!)

terça-feira, 18 de abril de 2017

A panela de cozedura lenta (slowcooker)


Há uns anos atrás, a minha mãe “descobriu”, perdida na despensa, uma panela de cozedura lenta que lhe tinham dado quando se casou. Não juro, mas tenho quase a certeza que a minha mãe me disse que a panela nunca tinha sido usada...
Entretanto usei-a na altura para fazer uma carne de porco - esta receita do blogue: http://paracozinhar.blogspot.pt/2010/01/carne-de-porco-estufada-com-cogumelos.html - e depois disso deixei-a esquecida na despensa. Mudei de casa, e a panela veio também. Mais algum tempo sem lhe pegar.
Entretanto, em conversa com umas amigas, surge o tema - slowcooker. Uma que comprou a panela no Aldi, por cerca de 25€, e outra que tem mesmo a verdadeira slowcooker que mandou vir da amazon...  E o que cozinhar na slowcooker. E como é pratica, e como é saudável, e como gasta pouco.
Senti-me inspirada. Procurei informação - e o google é uma excelente ferramenta para saber mais acerca de muitos assuntos - e tenho usado, com alguma regularidade a minha slowcooker.
Em primeiro lugar, deixem que vos diga que, apesar de muitas e muitas horas ligadas - pode estar cerca de 12 horas a “fazer o almoço ou o jantar”, a slowcooker gasta muito pouco. Depois, é um método de cozinhar os alimentos a temperaturas mais baixas, o que a torna muito saudável, não só na forma como mantém as propriedades dos alimentos, mas também porque estes cozinham nos seus proprios sucos, não sendo necessário adicionar líquidos. E depois porque não precisa de vigilancia... basta colocar tudo lá para dentro, ligarem a panela, ir trabalhar, e quando chegarem têm um cheiro delicioso pela casa e o jantar pronto a ser servido...

Um delicioso estufado de carne de vaca e legumes na panela de cozedura lenta

Da minha slowcooker já saíram umas deliciosas almôndegas com molho de tomate, numa daquelas refeições mesmo preguiçosas. Almôndegas caseiras feitas e congeladas, assim como molho de tomate e vegetais pronto e congelado, como já vos falei aqui. Tudo diretamente do congelador para dentro da panela de cozedura lenta. Liguei no high às 8 horas da manhã,  (a minha panela só tem 2 modos: low e high, sendo que o high sozinha em metade do tempo do low....) e às 13h tinha prontas umas deliciosas e muito suculentas almôndegas.
Tenho feito estufados maravilhosos: legumes variados e cortados em cubinhos pequenos para dentro da penal juntamente com aromáticos a gosto, sal e pimenta e carne em pedaços pequenos. No modo low durante 12 horas e uma textura e sabor completamente diferente do habitual.
Já cozinhei também bolonhesas normais, chillis, e tenho uma receita de peito de peru com mostarda para experimentar. Tudo o que sejam as tradicionais receitas de “um tacho só” tÊm tudo para resultar numa panela de cozedura lenta.
Há mesmo que ter em atenção alguns pormenores, como não juntar álcool - como vinho ou cerveja - porque não evaporam bem, e de não juntar líquidos juntamente com os ingredientes, uma vez que o líquido que libertam é suficiente para cozinhar os alimentos.
A minha amiga Joana cozinha lombo de porco e até polvo na panela dela, mas eu confesso que ainda não me aventurei por esses lados. 
Há blogues, páginas e sites totalmente dedicados a receitas para panelas de cozedura lenta. E até já vi uma receita de papas de aveia que se colocam a fazer à noite para estarem prontas logo de manhã...
Eu ainda só estou a aprender a usar a minha, mas do que tenho experimentado estou rendida.
Quanto a marcas, é como vos disse. A minha panela tem perto de 40 anos e é impossível ser mais vintage.. E se estão interessadas numa e não querem gastar muito dinheiro, todas as pessoas que conheci que compraram a do Aldi estão muito satisfeitas.
Se usam deixem aqui as vossas sugestões de receitas, de truques ou de dicas. é tudo muito bem vindo!


(E deixo-vos um link para saberem mais: http://www.e-konomista.pt/artigo/panela-de-cozedura-lenta/)

terça-feira, 28 de março de 2017

Uma ementa para evitar o desperdício!


Quem me segue por aqui, sabe que eu não gosto mesmo nada de desperdiçar comida. Por todos os motivos e mais alguns.
Um exercício que faço há muitos anos - os mesmo desde que faço ementas semanais - é antes de começar a cozinhar, ou ao fazer a ementa semanal, dar sempre uma vista de olhos pelo que se está eventualmente a acumular no frigorífico e no congelador. Já aqui falei várias vezes nisso. 
Isso determina não só a nossa ementa e os acompanhamentos, mas mesmo a lista de compras para a semana. E sim, é um excelente exercício de organização, planeamento e poupança.

Em suma, as ementas semanais cá em casa têm sempre como objetivo minimizarem o desperdício e aproveitar ao máximo o que já existe. Mas esta semana foi um pouco diferente. Planeio a ementa semanal e faço a lista de compras normalmente à quinta feira, e faço as compras à sexta. Congelo a carne ou o peixe e, na segunda, como já vos contei, tempero, cozinho ou adianto consoante a ementa que planeie. 
Mas esta semana, fiquei com mais sobra do que contava do fim de semana. E quando chegou ao domingo à noite, naquela altura de deixar a descongelar o que necessito para preparar e adiantar as refeições da semana - sabia que o meu frigorífico estava mais cheio que o habitual, e que antes de descongelar fosse o que fosse era preciso acabar com aquelas sobras todas... E, portanto não descongelei nada e no dia seguinte cozinhei com o que tinha disponível.
Segunda de manhã, lá abri o frigorífico e com mais calma analisei tudo o que lá havia. Sobras de peixe. Sobras de almôndegas de carne com molho de tomate e vegetais. Sobras de carne assada, E panados de frango já feitos que davam para outra refeição. Assim de repente tinha 4 refeições.

Perdi uns minutos a repensar toda a minha ementa semanal. E a tentar rentabilizar tudo o que tinha. Os legumes que tinham vindo no cabaz da semana mais os pouco que tinham sobrado da semana anterior e tinham de ser consumidos. Fiz nova ementa - e ainda mantive uma ou duas das que tinha inicialmente pensado e tinha uma ementa adaptada a tudo o que tinha em casa, ficando com quase tudo o que tinha comprado - carne e peixe principalmente - sem necessidade de usar esta semana. Ao evitar “desperdiçar” o que já tinha, e não usando o que tinha comprado, na próxima semana vou gastar um pouco menos nas compras. E sim, isto também é uma forma de poupar, porque “ganhei” 4 refeições que inicialmente não estava a contar.

Novamente, em cerca de 1h30 organizei todas as refeições da semana. E como sei que gostam destas dicas, vou partilhar como o fiz.

Descasquei batatas e cenoura.
Coloquei os legumes para sopa na bimby e ao mesmo tempo cozi a vapor (na varoma) couve flor, batata doce e cenoura para uma espécie de empadão para fazer com as sobras de almôndegas de carne e do molho de tomate e vegetais (almoço de quinta-feira). Enquanto isso, levei também a cozer a vapor no microondas mais uma batata doce para umas almôndegas de peixe, aproveitamento das sobras de peixe, como um gadjet novo (a micro gourmet) que cozinha a vapor muito rapidamente e que estou a adorar! (jantar de segunda feira)
Desfiei o peixe de peles e espinhas. (jantar de segunda feira)
Ralei cenoura e cortei couve coração em juliana fina. Juntei tudo numa caixa de vidro e será um dos acompanhamentos para os panados que já estão feitos. No dia é só juntar maçã ralada. (acompanhamento dos panados para jantar de terça feira)
Entretanto as batatas acabaram de cozer a vapor. Retirei e triturei/esmaguei com um utensílio próprio as batatas juntei o peixe e temperei. Piquei alho francês e levei a alourar num pouco de azeite. Juntei à mistura de batata doce e peixe. Envolvi bem e deixei a arrefecer. (jantar de segunda feira)
Cortei as almôndegas ao meio e coloquei num pirex juntamente com o restante molho de tomate. (almoço de quinta feira)
Entretanto a sopa ficou feita. Foi triturar e guardar num recipiente de vidro. 
Triturei depois os legumes que cozeram a vapor na varoma da bimby e retifiquei de sal e pimenta e juntei um pouco de noz moscada e 2 colheres de sopa de iogurte grego. Juntei às almôndegas e ao molho de tomate. Terminei com um pouco de queijo mozarella ralado e pão ralado. Levei ao congelador. (almoço de quinta-feira)
Triturei mais couve flor com cenoura. Fiz um refogado com cebola e deixei a saltear para uma espécie de “couscous” de couve flor. Deixei cozinhar, temperei e juntei coentros picados e azeitonas. (Acompanhamento do jantar de quarta feira, com as sobras de carne assada).
Enquanto o “couscous” de couve flor cozinhava, fiz uma maionese caseira de alho, azeite e salsa e guardei num frasco de vidro no frigorífico, para acompanhar as almôndegas de peixe e batata (jantar de segunda feira), mas também para temperar a salada de couve, cenoura e maçã (jantar de terça feira).
Moldei as almôndegas de peixe, batata e alho francês e coloquei num tabuleiro forrado com papel vegetal e guardei no frigorífico. Antes de jantar é só colocar no forno para tostarem um pouco. (jantar de segunda feira)
Preparei os legumes para o estufado na slowcooker ( jantar de sexta). A carne fica depois a descongelar de quinta para sexta, e na sexta de manhã é só colocar na panela.
Descasquei batatas que guardei em água no frigorífico para acompanhar as douradas assadas  (jantar de quinta feira). Na quarta à noite é deixar a descongelar as douradas para colocar no forno apenas com azeite, alho, sal e coentros, e juntar as batatas, bem como descongelar o “empadão de almôndegas” para o almoço de quinta feira que é só terminar no forno.
Entretanto fiz arroz. (jantar de terça feira) Enquanto o arroz cozinhava lavei a alface, preparei-a, juntei-lhe um pouco de espinafres baby que tinham sobrado do fim de semana e guadei na caixa hermética a vácuo, de onde só é preciso tirar diretamente para a saladeira, e temos a salada pronta. Arroz feito e guardado numa caixa hermética no frigorífico
Depois foi lavar louça, limpar e arrumar tudo.
Semana preparada!

Ementa da Semana:

2ª feira - Almôndegas de peixe com batata doce e alho francês, maionese de azeite, alho e salsa e salada

3ª feira -   Sobras de panados (já feitos) com salada de couve, cenoura e maçã e maionese de azeite com alho e salsa, salada verde e arroz branco.

4ª feira - “couscous” de couve flor, cenoura, coentros e azeitonas com carne assada (as sobras de carne assada vão à frigideira com um pouco de azeite e alho e um pouco de vinagre - fica delicioso!)

5ª feira - “Empadão de almôndegas” - congelado e descongelar de véspera - e salada (almoço) e douradas no forno com batatinhas (descongelar e preparar no dia) com salada ou bócolos ao vapor


6ª feira . Estufado de carne de vaca e legumes na slowcooker . descongelar carne de véspera

sexta-feira, 24 de março de 2017

Preparar a Páscoa de 2017


A Páscoa está a chegar! E começa a ser altura de começar os preparativos. 
Todos os anos faço os tradicionais folares de Páscoa, que ofereço aos nossos afilhados e aos cunhados e sobrinhos e, além disso faço sempre uns miminhos para os miúdos, como umas bolachinhas ou uns ovinhos de salame de chocolate!
Os afilhados costumam receber mais qualquer coisa, mas para os restantes os presentes são apenas mimos saídos da cozinha.
Depois há que embalar as coisas de forma amorosa e engraçada! Este ano tinha visto um tuturial para fazer uns saquinhos em forma de coelhinho para colocar as guloseimas - que até partilhei no meu facebook - e era minha ideia replicar essa ideia.
Mas entretanto fui à Tiger e encontrei essa mesma ideia “pronta a usar”. 10 saquinhos em forma de coelhinhos por 1€, bem como um conjunto de 10 ovinhos coloridos decorativos - que vou usar para fechar os saquinhos - também por 1€ o conjunto. Não vale a pena o trabalho de os fazer.
E só para fechar as contas, uns guardanapos com pintainhos - também por 1€ - para a minha mesa de Páscoa ou do almoço de padrinhos e afilhados.
Ainda não defini a receita a fazer para os saquinhos - mas acho que vou voltar aos ovinhos de salame de chocolate em formato mini. Depois logo vos mostro o resultado.
Gostam da dica? Eu comprei ontem, e olhem que estas coisas desaparecem num instante!


Sou só eu que faço estes mimos na Páscoa? Outras ideias ou sugestões?

quinta-feira, 16 de março de 2017

#1 Planeamento das Refeições da Semana


Há umas semanas expliquei por aqui todo o meu planeamente e organização nas refeições da semana, que faço habitualmente à segunda feira - e que faço para todas as refeições da semana, de segunda a sexta-feira (para a maioria das pessoas, o dia ideal para isto será ao domingo ao final do dia...) Sei que gostaram das ideias e das dicas e recebi imensos mails para fazer isto todas as semanas. Não vos quero aborrecer com este tema, mas percebi que pode ser importante para muitas pessoas. Por isso, decidi partilhar novamente o meu planeamento da semana que agora termina, e, ocasionalmente voltar a fazê-lo para que, quem quer organizar-se assim, se oriente melhor.  Depois das compras feitas à sexta feira e do cabaz recebido - e os legumes preparados e já orientados, como a salada lavada e pronta a usar numa caixa hermética própria para saladas e que fecha a vácuo, o alho francês cortado em rodelas e lavado, os brocolos separados em raminhos, a couve flor também lavada e cortada em raminhos, a couve lavada e pronta e pronta a usar... Na segunda feira de manhã, foi então altura de colocar a mão na massa. (No domingo à noite deixei a descongelar no frigorífico tudo o que necessitava para cozinhar - e que tinha comprado e congelado na sexta feira!)
(Não fiz sopa porque tinha feito no dia anterior, e voltei a fazer quarta feira, enquanto fazia o almoço!) 

Lavei tomate cereja e coloquei numa caixa hermética. Descasquei alhos e guardei-os num frasco com azeite para estarem prontos a usar. Descasquei batatas e cenouras e cebolas.
Depois piquei as cebolas grosseiramente no robot de cozinha juntamente com alho. Dividi por duas panelas: numa comecei a cozinhar o peixe estufado com ervilhas para o jantar (2ª feira), e noutra a fazer uma cebolada clássica para bacalhau (5ª feira). Ao mesmo tempo cozi a vapor a couve flor, cenoura e 1 batata doce para fazer um puré. 
Enquanto isto, temperei coxas de frango com as especiarias, cebola às rodelas e um pouco de azeite (3ª feira) cobri o pirex com película aderente e coloquei no frigorífico - no dia seguinte foi só retirar a película e colocar no forno a assar ao final do dia, para o jantar. Aproveite e temperei também a carne de porco (4ª feira almoço) e guardei numa caixa hermética no frigorífico, e cortei também o pimento e a cebola em tirinhas, que guardei também numa caixa hermética no frigorífico, prontos para entrar na cataplana. No dia, é só colocar a carne temperada, a cebola e o pimento e os restantes temperos e ingredientes na cataplana e deixar cozinhar, assim como fazer o arroz de acompanhamento.
Os legumes do puré ficaram prontos e triturei e temperei. Uma parte foi para uma caixa hermética mais pequena, para acompanhar o peixe estufado com ervilhas que entretanto também ficou pronto e também foi colocado numa caixa hermética, e coloquei tudo no frigorífico.
Ao restante puré misturei e cebolada de bacalhau (5ª feira) e coloquei num pirex de ir ao forno (tenho daqueles com tampas herméticas). Por cima coloquei um pouco de pão ralado e de queijo parmesão. Tapei e congelei. Quarta à noite retiro do congelador para o frigorífico para descongelar durante a noite, e quinta ao jantar vai ao forno apenas para gratinar e aquecer.
Cozi depois mais batata (4ª feira ao jantar) e enquanto as batatas coziam preparei a couve de acompanhamento (3ª feira) e ralei a cenoura e juntei tudo - a maçã só ralo no dia e na hora porque oxida. Preparei também a batata - ralada para o rosti (3º feira) - que guardei em água numa caixa hermética no frigorífico. No dia, enquanto as coxas de frango assam, termino a salada e faço o rosti.
Preparei também o pimento para a cataplana (4ª feira almoço)
Depois das batatas cozidas triturei e juntei atum e os restantes ingredientes (4ª feira jantar) e fiz a mistura para os fishcakes. Guardei numa caixa hermética no frigorífico. No dia é só moldar em forma de hamburguer, passar por ovo e pão ralado e “fritar” num fio de azeite.
Enquanto fazia a mistura e arrumava a cozinha coloquei uns brócolos a cozer a vapor, que também guardei numa caixa hermética depois de prontos. Ainda fiz mais uma dose do “iogurte” de coco e framboesa que o meu miúdo mais velho adora.
Na quinta à noite retiro a carne para o jantar de sexta, e na sexta à noite preparo tudo: cozinho os bifes, salteio a couve e faço a farofa. O arroz é só aquecer as sobras que propositadamente fiz a mais para o almoço de quarta feira.

Aqui fica mais uma vez o planeamento das minhas refeições da semana. Mais uma vez, espero ter ajudado.

Ementa da semana:

2ª feira: Peixe estufado com ervilhas com Puré (couve flor, batata doce e cenoura) e brócolos cozidos

3ª feira: Coxas de frango Assadas com especiarias, rosti de batata doce e salada de couve, cenoura e maçã

4ª feira: Cataplana de porco com arroz e brócolos cozidos (almoço) e Fishcakes de batata e atum com salada verde (jantar)

5ª feira: Empadão de Bacalhau (usei o mesmo puré de couve flor, batata doce e cenoura de segunda feira) com brócolos - congelei depois de pronto na segunda feira, e na quarta à noite coloquei a descongelar no frigorífico para fazer na quinta à noite.


6ª feira: Bifinhos na Frigideira com alho, couve mineira, arroz branco, laranja e farofa

terça-feira, 14 de março de 2017

Molho de tomate com (5) vegetais, pronto a usar e congelar


No fim de semana passado, houve tempo para preparar algumas coisas para congelar. Como entretanto já não tinha almôndegas, e encontrei carne de vaca de boa qualidade, nacional e a um preço mais simpático, resolvi colocar as mão na carne, e voltar a fazer a mistura habitual: carne picada, cebola picada, sal e pimenta. Misturar bem, fazer bolinhas. Congelar no tabuleiro e depois passar para sacos de congelação nas doses para uma refeição.

Aproveitei também para fazer molho de tomate - com vegetais - para as almôndegas. Usei uma parte e congelei o restante. A enorme vantagem? Almôndegas e molho de tomate e vegetais prontos a usar e perfeitos para desenrascar uma refeição em qualquer dia apertado, indo diretos do congelador para o tacho.
E o molho de tomate feito também com outros vegetais, é uma excelente forma de comer e dar a comer mais legumes, além de ficar um molho mais espesso que casa lindamente com as almôndegas, simples com massa, por exemplo e até numa simples bolonhesa.
Desta vez, o molho de tomate levou, além de tomate e cebola, alho francês, abóbora e cenoura. Noutras vezes leva ainda aipo, couve flor ou courgete... Mas basicamente é feito com o que tenho no momento em casa.

O processo é simples. Fazer um refogado com cebola, alho azeite e louro. Juntar depois o alho francês. Deixar refogar mais um pouco. Acrescentar a cenoura em pedaços, assim como a abóbora e os restantes legumes que usarem. Deixar suar um pouco, Acrescento depois o tomate. Nesta altura do ano, acrescento tomate pelado de lata ou congelado, se tiver - ou uma mistura dos  dois - no verão uso tomate maduro. Tempere com  um pouco de sal, pimenta e oregãos e deixar estufar até todos os legumes estarem macios. Depois é retirar a folha de louro e triturar bem todos os legumes no robot de cozinha ou com a varinha mágica. Se estiver muito grosso, juntar um pouco mais de água e retificar temperos, deixando voltar a ferver.
Fiz um tacho grande, com molho para duas vezes. Coloquei metade do molho a arrefecer um pouco e ao restante juntei as almôndegas, que podem estar congeladas ou frescas. E deixei cozinhar.
O restante molho, depois de frio, coloquei num saco de congelação - mas podia ser numa caixa plástica hermética - e congelei.



Quando quiser usar basta retirar do saco e colocar diretamente na panela e deixar descongelar e ferver. E depois juntar as almôndegas (ou não). Pode servir apenas para juntar a uma massa, para cobrir a base de uma pizza ou para estufar outra carne, almôndegas ou apenas carne picada para uma bolonhesa....


Também fazem o molho de tomate com os legumes “escondidos”? (Cá em casa faço as duas versões!) E também fazem a mais para congelar ou para refeições de emergência?

sexta-feira, 3 de março de 2017

Ainda da Arca Congeladora..



Há sempre imensa discussão e diferença de opiniões quando o tema da conversa é comida congelada. Há imensas pessoas que não gostam, que acham que a comida não sabe ao mesmo, que não gostam de comer coisas que não foram acabadas de fazer. 

Realmente pode não ser bem a mesma coisa, mas também não acho que seja assim um “drama” tão grande. Cá em casa congelo poucas comida já pronta. Congelo essencialmente coisas que sobram e que prefiro congelar a guardar no frigorífico, pois não sei se vamos consumir em tempo de vida útil, e congelo eventualmente uma ou outra refeição já pronta - ou sopa - para alguma eventualidade, como ir de férias e deixar sopa pronta no congelador...

Depois uso é pequenos truques. Ou seja a sopa depois de descongelada, parece que fica em farrapos... O truque é voltar a fervê-la. Se apenas deixarmos descongelar e aquecer apenas antes de comer, não fica de todo a mesma coisa. Quanto a refeições congeladas prontas, opto sempre por congelar coisas com molho, tipo um caril de frango ou frango estufado... Ou seja, tudo o que volte a ferver - fica igual a acabado de fazer - ou coisas tipo lasanha, arroz de pato, bacalhau com natas... que depois de descongeladas no frigorífico e acabadas no forno, também acho que resultam bem.

Mas, na verdade, habitualmente na minha arca existem outras coisas mais “mundanas”. As sobras de outras refeições, e os famosos restinhos que muitas vezes compõem refeições para a semana, e coisas pré preparadas como almôndegas caseiras, molho de tomate caseiro pronto a usar, hamburgueres. Tudo isto além de legumes para sopa, frutos vermelhos, ervilhas, pão e afins....

E é por causa dessas “sobras” que este post surgiu. Há umas semanas atrás fizemos um jantar de pizzas caseiras. Fizemos várias - porque éramos muitos - e sobrou o equivalente a 1 pizza e meia. Em vez de guardar apenas no frigorífico, congelei em caixas próprias a pizza já cozinhada e cortada em pedaços. Foi o nosso jantar num destes domingos preguiçosos. Bastou descongelar e aquecer um pouco no forno ou microondas antes de servir. Mesmo que não seja exatamente a mesma coisa que pizza acabada de fazer,  não houve desperdício, foi uma refeição que não tive que cozinhar pois já estava pronta e, além disso é muito melhor do que qualquer pizza de compra congelada...
Numa outra ocasião fizemos um churrasco e sobrou alguma carne. Acabei por picar a carne que sobrou - já cozinhada - e congelei. Umas semanas mais tarde surgiu um empadão em que acabei por usar estas sobras de carne que estavam no congelador.
O mesmo quando sobra, por exemplo frango. Se sei que não vou consumir nos próximos dias, em nenhuma forma, portanto prefiro sempre congelar.

O que faço é nunca me esquecer desses restinhos e incluí-los assim que possível nas próximas refeições.
Para mim esta é uma enorme vantagem da arca congeladora, e uma dos motivos pela qual a acho uma enorme aliada contra o desperdício alimentar.

E vocês? Usam ou não? Gostam? 

quarta-feira, 1 de março de 2017

Almôndegas prontas a usar


Cá em casa a arca congeladora é uma enorme aliada desde sempre. Quando os avós ainda cultivavam e tinham muitos legumes, tinha sempre stock de tomate, courgete, abóbora, pimento... Agora continua a haver muito amigos que nos vão oferecendo umas coisas, e continua a haver, pelo menos abóbora congelada em cubos para as sopas, caldos caseiros de frango, camarão ou peixe para risotos, massadas e até canjas rápidas, frutos vermelhos congelados (ainda estou a utilizar os mirtilos do verão!), e há sempre queijo da serra e alguns enchidos prontos a usar, assim como as habituais ervilhas e outras coisas que todos temos quase sempre no congelador.
Além destes produtos, também gosto de ter outras coisas congeladas. Uma delas são hamburgueres caseiros e almôndegas congeladas, prontas para qualquer refeição.

Os hamburgueres peço no talho para os fazerem com a carne que escolho, tal como já vos tinha contado. Compro também mais carne picada que aproveito para fazer bolonhesa e congelar, e outra parte para umas almôndegas.
Como faço as almôndegas? À carne (neste caso era só carne de vaca, mas podem fazer com porco ou uma mistura) junto sal, pimenta e um pouco de cebola picada  (ou spring onions que costumam vir agora no meu cabaz de legumes biológico) e amasso bem. Nos últimos tempos não tenho juntado ovo ou pão ralado. As almôndegas desde que bem amassadas mantêm a sua forma e temos preferido assim, pois ficam mais saborosas.



Depois de as moldar, coloco-as num tabuleiro forrado com papel vegetal (ou tapete de silicone) e congelo-as assim. Quando estão congeladas, retiro-as do tabuleiro e coloco-as em doses para uma refeição, em sacos de congelação e voltam para o congelador.
Quando é para usar, basta retirar um saquinho e colocar diretamente no molho de tomate, no tacho ou no forno e em poucos minutos temos uma refeição.
Também fazem o mesmo?


Eu acho super prático ter duas ou três coisas no congelador meio adiantadas para as refeições da semana. E vocês, que refeições costumam congelar?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Do sotão e da organização de roupas de casa


Já aqui referi várias vezes que, uma das melhores coisas da nova casa é a possibilidade de termos mais espaço, e de finalmente cada coisa poder ter um lugar próprio. Como sabem, eu gosto de tudo organizado, uma coisa em cada lugar e portanto, ter espaço e possibilidade de ter as coisas como realmente gosto é algo para me deixar feliz.
No sotão da nossa casa - que é mais um andar da casa - temos 3 divisões distintas. O “meu” escritório que é também uma outra sala e onde guardo a minha biblioteca culinária, o escritório do Miguel que é também a nossa biblioteca, a divisão “desarrumada” e onde vão parar as coisas que não combinam com mais nada, e o quarto de hóspedes (muito ocasionais),e que é principalmente a divisão com mais e melhor arrumação de toda a casa.
Além de um quarto montado com uma cama de ferro antiga, mesas de cabeceira, uma antiga arca de viagem e uma cómoda, tudo herdado de casa dos avós, e que acabaram a combinar na perfeição com o ar mais rústico desta divisão, que está toda forrada a madeira pelos anteriores proprietários e que nós acabamos por deixar assim, há também uma parede cheia de cómodas onde toda a roupa de casa e outras coisas estão devidamente arrumadas.
Essa parede é a parte mais esconsa do nosso sotão, que mesmo assim até tem uma altura simpática, e um comprimento de mais de 6 metros. Aos poucos fomos comprando as cómodas Malm de 3 gavetas do IKEA (só recentemente compramos a última de 8!) até preenchermos a totalidade desse espaço.

Fizemos algumas contas. Arranjar um carpinteiro para nos fazer um armário com gavetas à medida para todo aquele comprimento e altura, ficaria muito mais caro do que utilizar as cómodas para o mesmo efeito. Além da possibilidade de, se nos apetecer, as cómodas poderem ser mudadas de local e terem outras utilidades, o que não aconteceria com um móvel fixo.
Temos então 8 cómodas colocadas lado a lado a todo o comprimento do nosso sotão. São 24 gavetas onde está arrumada toda a roupa de  casa: lençóis, toalhas de wc, colchas, cobertores, mantas, almofadas, capas de almofadas e tudo o mais que se lembrarem. E ainda há espaço para algumas coisas de bebé, como mantas e lençóis de berço que eles já não usam. E ainda há cómodas vazias, a aguardarem pelo dia em que seja necessário arrumar mais alguma coisa.



Nesse mesmo quarto há também um armário embutido - herdado dos anteriores proprietários - onde guardamos vestidos e fatos de cerimónia, roupas que só vestimos ocasionalmente, e que evitam estar a roubar espaço no nosso closet. Essas roupas estão devidamente acondicionadas dentro de porta fatos de plástico, exatamente porque só muito ocasionalmente são usadas.
É também nesse divisão que convivem caixas de arrumação cheias de legos e playmobils e um enorme tapete. E onde pai e filho mais velho se divertem com brincadeiras, a montar e desmontar, e onde tudo pode ficar (mais) desarrumado....
É uma enorme vantagem ter assim um espaço e arrumação para poder ter toda a roupa de casa organizada. Há as cómodas dos lencois. As das toalhas. As das colchas e cobertores. Das coisas de bebé dos miúdos. Dos tapetes... Cada coisa no seu lugar.
E além disso gosto do ar com que o espaço ficou, preenchido na totalidade pelas cómodas e que ao mesmo tempo, apesar da arrumação, parece que mal nos “roubou” espaço físico. (Ficamos apenas com um pequeno espaço “livre” de 30 cm em toda a parede, mas onde cabe uma mala de viagem e que mal se nota...)

Eu sei que nem todos têm o espaço para uma parede assim, mas poderá ser uma ideia para quem não saiba o que fazer com espaços de sotão mais esconsos e necessite de arrumação.

Alguma outra sugestão? A partilha de ideias é sempre bem vinda!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Ainda sobre a minha organização culinária semanal


É engraçado como algumas fotografias geram tantos mails e perguntas. Mesmo depois de ter escrito este post a explicar como me organizo, depois de mostrar no instagram - ainda não me seguem? Façam-nos aqui! (https://www.instagram.com/joanaroque78/)
 - as fotos do meu frigorífico num antes e depois de segunda, quando tenho o frigorífico completamente organizado com tudo preparado para a semana e o depois, à sexta feira, quando já está quase vazio, percebi que tinha mesmo de voltar a este assunto, porque as dúvidas, perguntas e esclarecimentos têm sido mais que muitos. E eu quero é tentar ajudar-vos, inspirar-vos ou orientar-vos para serem - se ainda não o são - mais organizados e fazer-vos poupar tempo e também dinheiro, acreditem, na cozinha e na hora das refeições.

E não há melhor forma de vos explica, do que com um “caso prático”.  Portanto vou explicar-vos tudo o que fiz para me organizar nas refeições desta semana, sendo que assim acho mais fácil que fiquem com uma ideia.
Tudo isto parte de uma outra condição: uma ementa semanal já definida. Sem isso não vale sequer a pena pensarem neste tipo de planeamento e organização. E partimos do principio que vamos fazer isto tudo já depois de termos ido às compras. O dia é aquele que vos der mais jeito, sendo que acho que o que resulta melhor é domingo ao final do dia. Eu pessoalmente faço-o à segunda feira de manhã, mas tenho provavelmente uma disponibilidade diferente da maioria das pessoas.
Então: como orientei eu toda esta semana de refeições?

Apesar de fazer a maioria das coisa à segunda feira, há uma que faço na sexta, porque é nesse dia que me entregam o meu cabaz de legumes semanal. Portanto na sexta -feira à noite oriento todos os legumes. O que fiz eu esta semana? Arranjei um molho de grelos, lavei-os e coloquei-os num saco de congelação prontos a irem para a panela. Arranjei os brócolos - lavei-os e coloquei-os em dois sacos de congelação prontos a serem cozinhados e assim sei que tenho acompanhamento para duas refeições. Descasquei as cenouras e coloquei-as inteiras num saco de congelação prontas depois a usar nas sopas, nas saladas ou noutra coisa qualquer. Cortei e lavei os alhos franceses e guardei-os prontos no saco de congelação. Lavei e guardei os espigos de couve, nos sacos de congelação. Atenção que eu não congelo os legumes. Guardo-os apenas naqueles sacos de congelação do IKEA, com fecho, e guardo-os na gaveta dos legumes do frigorífico. Eu sei assim quais serão os acompanhamentos que tenho para a semana, e está tudo pronto a usar.

Por acaso esta semana fui às compras no sábado de manhã - apesar de habitualmente o fazer á sexta feira. E na segunda feira, sabendo o que irei cozinhar toda a semana e tendo comprado o que preciso para todas as refeições da semana, em pouco mais de duas horas orientei toda a semana.
Liguei o forno e comecei a assar uma fatia de abóbora menina que veio no cabaz desta semana para fazer puré de abóbora como acompanhamento do jantar de terça feira. Com o forno quente aproveitei e fiz pão, uma vez que já tinha feito a mistura logo de manhã.
Entretanto coloquei os legumes para a sopa na bimby e deixei-a a fazer o trabalho dela.
Tinha deixado a descongelar na noite anterior o que necessito para as refeições da semana: lombinhos de pescada, migas de bacalhau, 1 polvo, bifanas de porco.
Fiz um refogado ao qual juntei alho francês e cenoura ralada para fazer uns lombinhos de pescada estufados para o jantar de segunda feira. Enquanto isso, cozi o polvo para o jantar de quarta feira, e os grelos para o acompanhamento do jantar de segunda feira.
A sopa entretanto ficou feita. Lavei a bimby e coloquei couve flor a cozer para fazer puré de couve flor para o acompanhamento dos lombinhos de pescada estufados. 
A pescada ficou pronta, assim como os grelos cozidos, e coloquei tudo em caixas de vidro com tampas e vão para o frigorífico, assim como a sopa.
Comecei um novo refogado e fiz ervilhas com ovos escalfados para o almoço de quarta feira, porque é uma coisa que aguenta bem no frigorífico e é bom apenas aquecido.
Triturei a couve flor para o puré, e também guardei numa caixa de vidro no frigorífico. Triturei a abóbora já assada para o jantar de terça feira e guardei. 
No forno tenho o pão a fazer, e o polvo continua a cozer.
Descasquei as batatas para acompanhamento do polvo de quarta-feira ao jantar e guardei-as em água no frigorífico. 
Temperei as bifanas com sumo de limão, sal, pimenta, louro e alho picado e também guardei no frigorifico. Serão para o jantar de quinta feira.
Descasquei uma cabeça de alho e guardei-os em azeite para ir utilizando durante a semana. O polvo entretanto acabou de cozer e escorri-o e cortei-o em pedaços. Na quarta feira basta colocar o polvo num tabuleiro com azeite e alho, juntar as batatas  previamente cozidas e levar ao forno a “tostar”, numa espécie de polvo à lagareiro, que vamos acompanhar com os restantes grelos.
Ainda tive tempo para fazer um refogado com cebola, alho e azeite e cozinhar as migas de bacalhau para o jantar de sexta feira. Neste caso, optei por congelar depois de pronto. Quinta feira à noite é só retirar do congelador e preparar um empadão de bacalhau com brócolos para o jantar de sexta feira.
O pão acabou de cozer. Deixei arrefecer e cortei-o em fatias para a semana.
Arranjei e lavei os morangos, ficando prontos a usar. Lavei os tomate cereja e ficam prontos a retirar da caixinha e comer e ainda fiz um iogurte de coco com framboesas e chia que o Zé Maria e eu adoramos. E ainda fiz arroz.

A cozinha e a louça vai-se arrumando à medida que se vai cozinhando. 
E sim, esta empreitada demorou pouco mais de 2 horas (Acho que não cheguei à meta das 2h30).
Tudo no frigorífico e tudo orientado para a semana.

A ementa:

Segunda feira ao jantar: 
Lombinhos de Pescada estufados com legumes, puré de couve flor e grelos cozidos

Terça feira ao jantar:
Peito de pato com laranja e puré de abóbora, salada de rúcula (o peito de pato fica a descongelar de segunda para terça e apenas é cozinhado na hora)

Quarta-feira ao almoço:
Ervilhas com ovos escalfados e arroz

Quarta feira ao jantar:
Polvo à lagareiro com grelos cozidos

Quinta-feira ao jantar:
Bifanas de cebolada à moda da Avó Celeste (que faço de véspera enquanto jantamos), com arroz ou massa e couve salteada

Sexta-feira ao jantar:
Empadão de bacalhau com Brócolos (retiro a cebolada de bacalhau já pronta do congelador na quinta à noite, e termino depois. Como vou ligar o forno aproveito também para fazer um bolo!)

Sábado e Domingo:
A ementa está definida e é só cozinhar de acordo com o que está planeado. Normalmente também tenho orientado e muitas vezes adiantado o almoço de sábado. Neste sábado em particular não vamos almoçar em casa e temos um jantar comunitário à noite, por isso não há “ementa”. Para Domingo vou fazer um típico assado. Sei que vai sobrar e essas sobras vão fazer parte da ementa da próxima semana, ou de uma refeição mais simples para domingo à noite.

Acho que ficou tudo muito bem explicado. Resume-se no entanto em duas palavras: planeamento e organização.

Outras dicas que possam ajudar?

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Sugestões de Prendas (mais originais)


Eu sei que o Natal já passou à muito, mas ideias e sugestões para prendas, acho que são sempre bem vindas.
Este ano, recebi duas prendas de que gostei muito. 
Uma delas foi uma assinatura anual de uma das minhas revista de culinária preferidas. E é maravilhoso receber assim um presente durante 12 meses! 
A outra, apesar de parecer muito impessoal, transformei-a num presente diferente. Recebi um cartão DÁ (que funciona com as lojas do grupo Sonae) supostamente para comprar um livro a meu gosto. No entanto, em vez de isso, decidi usar o saldo do cartão para todos os meses comprar uma pequena coisa que me faça feliz (obviamente que não vai dar para todos os meses do ano, nem para grandes coisas). Uma planta ou um ramo de flores, uma vela, um baton, um caderno (eu adoro cadernos!) .... Vou tentar esticar o saldo ao máximo para me permitir pequenos mimos ao longo do máximo de tempo possível.

Apesar de não serem nada de mais, são algumas ideias que achei maravilhosas e não queria deixar de partilhar, porque podem sempre ajudar a alguém a oferecer um presente diferente.

Já agora aproveito para vos pedir que deixem outras sugestões de presentes diferentes que já tenham oferecido ou recebido. Que me dizem?