quinta-feira, 22 de setembro de 2016

93 dias para o Natal


Estamos a 93 dias do Natal. E eu, não me tenho esquecido de aqui vir, mas entre a entrada do pequeno Zé Maria para o Jardim de infância, e os aniversários deles (um fez anos no domingo, e o outro faz anos sábado) o tempo tem sido pouco.
Mas a pergunta que se põe é: Quem é que já começou a tratar de coisas para o natal?
Por aqui já existem 10 prendas compradas e encomendadas. Mais duas que já estão decididas, mas ainda não tratei delas. 
Quanto aos cabazes, existem já imensas receitas compiladas que gostaria de fazer, mas às quais ainda tenho de fazer uma triagem e seleccionar o que realmente interessa. 
Já tenho imensos frascos para as compotas e afins, e já passei revista nas coisas que sobraram do ano passado para ver o que tenho ainda de comprar. Para já há sacos e papel de celofane que chega e sobra, há fita de sisal, mas necessito de fitinhas de tecido e de “recipientes” para os cabazes em si, que ainda não vi nem pensei numa alternativa que me agradasse. 
Ainda nem sequer pensei nas etiquetas e vou deixar isso mais para a frente.
Mas já tenho algumas compotas feitas - de melão com baunilha, de courgete, e sei que vou fazer as mais clássicas que todos gostam: a de abóbora. E também vou fazer marmelada que não tarda começa a época dos marmelos.

Ainda não há muita coisa, mas aos poucos tudo se começa a compor, porque afinal faltam poucos dias. E de Outubro até ao natal passa o tempo mesmo muito depressa.

Para quem ainda não começou mas está a pensar nisso, aconselho-vos a começarem a organizarem-se! Mesmo! Escolham receitas - há imensas receitas e ideias aqui neste blogue, basta pesquisarem nos anos anteriores, nos meses de Novembro e Dezembro. Comecem a olhar para tudo o que têm em casa com olhos de natal. Guardem os frascos todos e se têm poucos peçam à mãe, avó ou aos amigos. Guardem tudo o que possa servir para os cabazes, sejam latas de achocolatado para o leite, sejam caixas de sapatos dos miúdos que podem forrar e fechar com papel celofane, sejam até caixas de madeira de morangos e outras frutas que podem simplesmente pintar.
Comecem a comprar fitas, papeis, etiquetas....e tudo o que encontrarem e que possa servir para os cabazes. Confesso que há anos que compro em excesso, mas acabo sempre a usar no ano seguinte.

E pronto, a 93 dias do natal não há mesmo tempo a perder!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Soluções DIY: Armário duplo


Regressada a casa é hora de recomeçar com as partilhas por aqui.
Tenho recebido muitos comentários e mails, para continuar com “pequenas dicas” de como organizo as coisas na nova casa, assim como de algumas das nossas soluções DIY. O post de hoje é exatamente sobre isso.

Como todos sabem, não há casas perfeitas. Acho que nem mesmo quando se idealiza uma casa de raiz esta é perfeita, porque faltará sempre alguma coisa que poderíamos ter melhorado. No nosso caso, depois das obras e das nossas alterações feitas, a casa ficou quase perfeita para nós, tirando o pequeno grande inconveniente das escadas! A nossa casa tem vários andares e obriga a andarmos sempre para cima e para baixo. A cozinha é num piso, os quartos noutro, a lavandaria noutro e o escritório noutro. Andamos sempre para cima e para baixo porque usamos a casa na sua totalidade. Não faz sentido ter espaço e áreas e depois viver apenas numa parte da casa. No nosso caso, fazemos uma utilização total da casa, mas o que nos obriga a subir e descer escadas. É mesmo assim, não se pode ter tudo.

O que acontece é que isso nos “obrigou” a uma gestão de organização, para não termos de andar sempre a subir e descer escadas com coisas, porque precisamos dela noutros andares. É o caso da louça que existe para a churrasqueira, (assim como uma máquina da louça), para não andar com louça da cozinha para cima e para baixo de cada vez que queremos fazer um churrasco!



Mas ainda mais importante que isso, é a questão do aspirador, balde, vassouras e esfregonas, Guardar tudo isto no piso da lavandaria onde temos enormes armários era a solução mais indicada, mas obrigava-nos a subir com tudo todos os andares da casa. Assim arranjamos outra solução. Além de termos baldes, vassoura, esfregona para o andar de baixo - lavandaria e zona exterior - temos em duplicado para usar em casa. O problema era onde arrumar, uma vez que na cozinha não há despensa. 
Ao lado da nossa casa de banho social, entre a cozinha e a sala, temos um pequeno armário. Serve para colocar os nossos casacos ou de quem nos visita, e tem gavetas onde arrumo algumas toalhas de mesa e individuais para a sala e cozinha, além de espaço para as mantas do sofá, que usamos durante o inverno. Mas o armário tinha tamanho suficiente para outra coisa, pelo que engenhoso do meu marido, numa ida ao Leroy Merlin resolveu o assunto. Compramos madeira e dividimos o armário ao meio. De um lado os casacos, do outro arrumação para o aspirador, vassoura, esfregona e afins. À mão para usar na cozinha ou na sala e a apenas um andar dos quartos.



Não tendo uma pequena despensa na zona da cozinha e querendo as coisas à mão, sem ser dentro da casa de banho, a solução serve bem para nós, e é uma maneira de usar um armário (que fica resguardado ao lado da porta da casa de banho) que tinha pouca utilidade.
Uma solução simples, barata e que se fez em pouco mais de uma hora, e que nos permitiu um espaço de arrumação duplo.


Têm alguma coisa do género em vossas casas?

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Fazer Malas


Estou em véspera de ir de férias, de rumar a sul para uns dias de praia.
E chegou a altura de fazer as malas!! Não sei se sabem mas eu A-D-O-R-O fazer malas. A sério! Mesmo tendo de fazer a minha mala e a dos miúdos é uma tarefa que gosto bastante e faço de forma bastante rápida, usando alguns pequenos truques que facilitam muito esta tarefa!
Em primeiro lugar, cada um dos miúdos tem uma mala, e nós (eu e o Miguel) partilhamos uma mala. Pessoalmente acho mais fácil - no caso dos miúdos - não andar a olhar para os calções e as t-shirts a pensar de quem são. Sendo assim cada um tem a sua mala onde são arrumadas as suas coisas respetivas.

Outra coisa que me simplifica muito o trabalho - e isto é valido para cada um de nós - é termos sempre uma bolsinha de produtos de higiene pronta a levar para qualquer lado com tudo o que precisamos, e que eu guardo dentro da mala de cada um de nós. Ou seja, dentro da mala de cada um dos miúdos já existe uma bolsinha onde está a escova e a pasta de dentes, o gel de duche, o hidratante, a água micelar, a escova, lima e tesoura de unhas, soro fisiológico (e no caso do pequeno António ainda há bebegel) Dentro de uma das bolsa há também um termómetro para qualquer necessidade. As embalagens são todas das pequenas de viagem, e dão perfeitamente para 15 dias de férias. Logo à partida isto está sempre arrumado dentro das malas deles - nas tais bolsinhas - e na hora de fazer a mala é só colocar as roupas lá para dentro.

A nossa bolsa necessaire  é mais composta, mas também está sempre pronta a sair. Escovas e pasta de dentes, desodorizante, champoo, gel de duche, hidratante, elásticos para o cabelo, pinça e corta-unhas, gel para lavar o rosto, hidratante facial, coisas das minhas lentes de contacto, coisas para fazer a barba para o Miguel (e sim temos tudo em versão de viagem, mesmo o gel de barbear), perfumes, escova de cabelo.. Está sempre pronto a usar até porque de cada vez que vimos de qualquer lado, a primeira coisa que faço é repor o stock de modo a que esteja pronta para a próxima saída.
Sim, isto obriga-nos a ter sempre mais do que uma escova/pasta de dentes/ desodorizante/.... a uso. (Mas é muito prático e posso dizer que faço assim as malas para os 4 em pouco mais de 15 minutos!)
Uma coisa que anda sempre - não na mala, mas na minha carteira  - é um carregador extra para o telemóvel, assim como os meus óculos, o que facilita também na hora de sair para férias ou para uns dias fora!
Também facilita levar sacos para a roupa suja - para vir logo pronta a colocar na máquina, já separada. Assim também facilita no hora de desfazer a mala.



Como as nossas férias são muito simples - pouco mais que casa-praia - casa e uma ou outra saída para jantar ou tomar café muito ocasional, as roupas que levamos são muito simples: fatos de banho, t-shirts e tops, calções, túnicas para levar para a praia, roupa interior, chinelos e sandálias rasas  e eu levo dois ou três vestidos e o Miguel alguns pólos e uma ou duas camisas. Para os miúdos pouco mais que calções e t-shirts (muitas) e um agasalho. Tudo roupa que se coloca na mala em poucos minutos, mais umas crocks para a praia, umas sapatilhas e umas alpercatas. Sem nos esquecermos dos chapéus que, como estão sempre no carro, estão sempre disponíveis!

No nosso caso, e como fazemos férias na praia, há sempre um outro saco que vai já preparado com as toalhas e os chinelos de praia, a bolsa com os protetores solares. Nunca coloco nada disto na mala e levo direto no saco de praia. Basta pegar e levar para a praia! Como estas coisas são lavadas e passadas no fim do verão e colocadas numa caixa de arrumação, basta depois abrir a caixa e colocar direto no saco. Nem dois minutos demora a preparar!

O que depois é chato é andar a arrumar as restantes tralhas que temos de levar, desde as fraldas do António, ao leite, aos brinquedos, ao livros e máquina fotográfica e computador, e as tralhas alimentares dos meninos...


Alguma outra sugestão ou ideia para facilitar a hora de fazer malas?

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Organização da Despensa




Perguntam-me muitas vezes como é que, desde que mudei de casa, passei a organizar a nossa “despensa”. Ora bem, tal como na outra casa, quando pensamos e desenhamos a nossa cozinha, optamos por manter o armário despenseiro. Pessoalmente acho mais prático ter tudo assim perto e arrumado dentro do armário. Claro que na cozinha só guardo os bens alimentares.
Tudo o que seja detergentes, papel higiénico, e outros volumes maiores - e como temos espaço - são guardados na lavandaria.
Acabo a ter duas portas para o armário despenseiro - uma do lado direito do forno e do microondas, e outra do lado esquerdo. De um dos lados, guardo as coisas que ainda não estão abertas. As embalagens novas de farinha, açúcar, massa, café, arroz, sal, o atum, o tomate pelado.... a água das pedras, os rolos de papel de cozinha, os guardanapos de papel, o azeite,  e as caixas onde tenho algumas coisas mais dedicadas à doçaria, como folhas de gelatina, chocolate de culinária, pepitas de chocolate ou pasta de baunilha.
Do outro lado é que há mais “movimento”, e onde guardo as coisas que utilizo quase diariamente: as farinhas diversas (de alfarroba, de trigo, trigo sarraceno, centeio) de , as massas que estão abertas e a uso, os vários tipo de arroz, as leguminosas secas, os frutos secos, os fermentos e as muitas caixinhas e frascos com tudo o mais alguma coisa: açúcar (branco, demerara, amarelo, em pó, mascavado), coco ralado, e em lascas, sementes de girassol, de abóbora, de linhaça, Passas e chips de banana seco. Cacau em pó. A aveia.
Há também caixas de arrumação onde coloco sacos de plásticos para arrumação vária, e as restantes prateleiras servem para arrumar pequenos eletrodomésticos ou outras coisas que se usem menos vezes. (Normalmente nas prateleiras de baixo)
Na verdade são ainda algumas coisas, mas uma variedade de produtos que me permite cozinhar o habitual aqui por casa.
Apesar de haver sempre uma ou duas tabletes de chocolate por aqui, dificilmente encontrarão bolachas, batatas fritas de pacote, ou alimentos mais processados, que raramente entram na lista de compras e consequentemente na despensa cá de casa.
Para nós o espaço é mais do que suficiente para as mercearias.


E vocês? Como organizam a vossa despensa? Onde arrumam as vossas mercearias. Há caos ou há ordem?

quarta-feira, 27 de julho de 2016

150 dias para o Natal


Não sei se já olharam para o calendário. Mas eu, que anseio pelo natal o ano todo, e mesmo sem ir ainda ter ido de férias já penso no natal, fiz as contas e sei que faltam 150 dias! Estamos quase. E depois das férias de verão e do início do ano escolar é um instante até chegarmos a dezembro.
Apesar de saber que a cabeça da maioria das pessoas está longe de estar a pensar no natal, quem como eu gosta de preparar cabazes e presentes saborosos, ou até outro género de coisas handmade - seja comida ou não, sabe que 150 dias não é assim tanto tempo.
Há que começar a fazer algum planeamento.
Se fazem cabazes - não importa o tamanho - é altura de começar a ver o que tem aí por casa. Começar a guardar - e a pedir aos amigos e família para guardarem - frascos de vidro de vários tamanhos, que servem não só para colocar as compotas, mas também para embalar bolachas, granolas, molhos de caramelo salgado ou até azeites aromatizados e licores.
Começar a procurar etiquetas, ou a fazer as próprias etiquetas com a ajuda dos miúdos que ainda estão de férias e com mais disponibilidade para estes projetos - sendo que é outra atividade para os manter ocupados nestes dias.
Aproveitar para ir ver algumas das lojas que já estão em saldos e ver o que podem comprar quer para decorar e utilizar nos cabazes, quer para oferecer. Acabo sempre por aproveitar os saldos para algumas prendas e nunca me arrependi. (O Continente por exemplo está com Feira do Livro com descontos de 40% e 50% em alguns livros, e é óptimo para aproveitar para comprar livros para os miúdos!) É muitas vezes nestas alturas que encontro algumas embalagens, fitas, cestas e afins que depois utilizo nos cabazes de natal. 

Se gostam de encomendar prendas diferentes, personalizadas, há imensas pessoas talentosas que facilmente descobrem no facebook, seja a fazerem peças únicas para a casa,  peças decorativas, bijuteria, ou até cestas, artigos para os quartos do miúdos, ilustrações personalizadas... Esta é a altura certa para fazerem as vossas encomendas. Eu já fiz algumas das minhas, porque cada vez mais gosto de oferecer coisas diferentes e que ficam para sempre. Há alguns artesãos que já estão a receber encomendas para o Natal desde Maio. Se querem algo diferente é melhor começarem a pensar nisso!

E agora, que estamos no verão, e que há alguma abundância de produtos, é de apoveitar os dias maiores e começar a fazer algumas compotas. Por aqui, com a courgete de 3,3 quilos que o meu amigo Nuno me ofereceu, vão sair os primeiros frascos de compota, já a pensar no natal.


Chamem-me louca, mas o natal está quase a chegar, e em algumas coisas não faz mal nenhum começar a pensar com antecedência!!!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

“Orçamento” para as Férias


Estamos definitivamente na altura em que as férias ocupam a nossa mente. Alguns já tiveram direito a uns dias de descanso, outros devem estar a goza-los nestes dias, e outros ainda vão suspirando por eles.
Mesmo que já tenham ido de férias, ou que ainda se estejam a preparar para ir - se têm a oportunidade e ir para outro local, fora das vossas casas e da vossa cidade - certamente que têm um orçamento, ou se preocupam com o valor a gostar durante as férias.
Não vou aqui entrar pela questão do valor que gastam na casa que alugam, na diária do parque de campismo ou do alojamento em que ficam. Alguns até podem ter a sorte de ter uma casa de férias, ou algum amigo ou familiar com uma casa de férias.
Falo do orçamento que estipulam gastar durante o tempo que vão de férias? Não fazem orçamento? Eu faço, e acho que todos devíamos fazer.
Mesmo que recebam subsídio de férias, não devem gastar tudo sem algum controle. O ideal é mesmo poderem canalizar uma parte desse dinheiro para outras eventualidades ou gastos, como seguros anuais, uma poupança, a compra de algo necessário, a revisão do carro, ....
Como fazer um orçamento para as férias? Vou tentar explicar como faço - pode ser que seja útil para alguém!
(É obvio que este “esquema” não se aplica a quem vai todos os dias comer fora, ou está num regime de pensão completa num hotel!)

O alojamento - seja uma casa alugada, um aparthotel, um parque de campismo - e a viagem (combustível e portagens) não entra diretamente neste orçamento. Normalmente para essa contas podem usar alguma poupança que possam ter feito especificamente para as férias, ou uma parte dos vossos subsídios de férias, deixando a outra parte de lado para as eventualidades ao longo do ano, ou as despesas anuais como os seguros, revisão do carro, imi, poupança...)

Se fazem habitualmente o vosso orçamento, sabem quanto gastam por mês, em média em alimentação. O que eu faço é dividir esse valor por semana e estipular também esse valores para as férias, acrescentando mais 50%  para refeições fora, um gelado, uma bola de berlim na praia, ou uns cafés. (Ou seja imaginem que gasto 350€ por mês em alimentação. Dividindo por 4 semanas são 87,5€. Se for de férias 2 semanas o valor do orçamento para alimentação e saídas é de 175€ (87,5€ + 87,5€), mais 50% de 175€, que são mais 87,5€. Ou seja o valor estipulado do orçamento para 15 dias de férias são 262,5€. 
O que faço depois, é na véspera de ir de férias, levantar esse valor e colocar esse dinheiro na carteira e “esconder” o cartão multibanco. Vou pagando todas as despesas com este dinheiro, de modo a não ultrapassar o orçamento estipulado. 
Acontece que esse meu valor de despesas para as férias, sai diretamente do orçamento mensal, e não do valor de subsídio de férias. Porque o que gastam em alimentação vão continuar a gastar, quer estejam em casa, quer estejam noutro lado qualquer. Os 50% extras também devem sair do orçamento mensal familiar. Se não vão estar 15 dias em casa, vão gastar menos luz, menos água, menos gás, e provavelmente não vão ter outras despesas “extras” que teriam se estivessem em casa. (Por exemplo, vão gastar menos em transportes ou combustível para irem trabalhar, já não vão comprar umas roupinhas numa ida ao shopping, não pagam nessas duas semanas à senhora que vos ajuda lá em casa....) Idealmente esse valor deverá sair do vosso orçamento mensal, deixando assim o restante do subsídio de férias de lado.

Claro que isto não se aplicará a todos. É uma sugestão para quem vai de férias e não quer estoirar o orçamento, e depois “arrepender-se”. E sim, como todas as estratégias de poupança, exige alguma disciplina. Mas é simples de fazer. E a solução de terem “todo” o dinheiro para as férias na carteira, e irem-no vendo a diminuir, acreditem que vos faz pensar duas vezes antes de comerem todos os dias uma bola de berlim na praia.
Mas sei que há quem diga que férias são férias, e não se olha a despesas, ou a orçamentos, ou a contas. Tudo são opções.
Por aqui, tem-se optado por fazer assim, e os resultados são sempre bastante satisfatórios. Se tiverem orçamentos mensais um bocadinho mais folgados, e se conseguirem ser criteriosos, podem até conseguir que uma parte desse subsídio que não gastaram na totalidade vos sirva para umas outras férias fora de época. E sabe sempre bem poder ter um pequeno extra de lado para as eventualidades da vida, e de um mês mais difícil.

Sou só eu que faço isto? (Digam-me que não só sou eu que controlo o orçamento também nas férias!!!)

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Pão nosso de cada dia e sempre à mão




Já aqui falei dezenas de vezes que cá em casa são poucas as vezes que compramos pão. Não que não se coma bastante, mas porque prefiro, por vários motivos, o pão que fazemos em casa. Um dos motivos é mesmo este, de podermos saber o que leva o nosso pão. Pão é farinha, água, sal e fermento. Todos os aditivos extras que vemos habitualmente no pão (a não ser quando conseguimos comprar verdadeiro pão de fabrico artesanal) são completamente dispensáveis.
Depois porque com a receita certa, fazer pão é a coisa mais simples do mundo, e podemos ir alterando ao nosso gosto pessoal.
Cá em casa, as torradas, sempre ganharam ao pão fresco. E temos sempre preferência por pão de fatia, do que o habitual papo-seco (ou bico ou carcaça ou bijou....)
Durante alguns anos, a máquina de pão foi usada e abusada. Até que um dia descobri a receita que mudou a minha vida.
Nunca mais fiz outra receita de pão. Gostei tanto desta receita que a faço pelo menos duas vezes por semana, e vou apenas variando a segunda farinha: uma vez é com farinha de centeio, outra com farinha integral, ou trigo sarraceno ou ainda espelta, ou aveia ou germen de trigo. Pode ou não levar sementes e até já experimentei colocar nozes. Sempre com a mesma receita e sempre a variar no pão. 
Quem me ensinou esta receita foi a Titá, e é por isso que para mim será sempre o pão da Titá, e é com esse nome que aparece no blogue “As Minhas Receitas”. E sou de tal maneira fã, que tinha mesmo de colocar esta receita no último livro, já com algumas pequenas alterações e simplificações que tornam a receita ainda mais simples e rápida. (Tal como a partilho aqui)
A receita fica bastante económico, principalmente se evitarem as farinhas mais dispendiosas (como a espelta e o trigo sarraceno), e não demora mais de 2 minutos a preparar. Depois é levedar no mínimo 1h, e depois cozer em forno quente cerca de 45 minutos. Aproveito sempre o dia de fazer pão para fazer o jantar ou o almoço também no forno, ou um bolo e assim aproveitar o facto de o forno estar quente.
Depois de arrefecido corto todo o pão em fatias. Deixo algumas no saco de pão para consumir nesse dia e no seguinte, e as restantes fatias congelo porque,  não tendo aditivos nem conservantes, o pão ganha bolores com mais facilidade. Como gostamos dele torrado pela manhã, sai diretamente do congelador para a torradeira.
Quando já estamos nas ultimas fatias é sinal que é altura de fazer mais.
Cá em casa fazem-se em médio 2 por semana!
Quem mais é adepto de pão feito em casa? Como o conservam para ter sempre à mão? 
Se ainda não fazem pão em casa, desafio-vos a fazerem pão para este fim de semana! Tenho a certeza de que vão ficar fãs!

Pão da Titá
Ingredientes:

420g de farinha de trigo normal (sem fermento)
80g de ou farinha integral, ou farinha de centeio ou farinha de trigo sarraceno, ou germén de trigo ou flocos de aveia….
sementes a gosto (opcional)
420ml de água tépida
1 colher de chá de sal fino
1/2 saqueta de levedura seca (cerca de 5g)

Preparação:

Numa taça coloque as farinhas e as sementes, se usar, e misture. Abra uma cova ao centro e acrescente o sal, a levedura seca e a água. Misture tudo com uma colher de pau. - É só misturar durante uns segundos até tudo estar ligado. Não é preciso amassar. (Atenção que a massa fica mole e húmida, mas é mesmo assim). Tape com um pano limpo e deixe levedar pelo menos uma hora  - (pode ser de um dia para o outro).
Ao fim desse tempo ligue o forno a 200ºC e coloque lá dentro também a aquecer ao mesmo tempo um tacho de barro ou pirex com tampa. (Tem de ter tampa! É um pormenor importante!)
Cuidadosamente retire então o tacho quente do forno e coloque no fundo um pouco de farinha. Verta para dentro do tacho a massa, polvilhe com um pouco mais de farinha e tape o tacho com a tampa voltando-o a colocar no forno quente. Deixe cozinhar cerca de 30/35 minutos. (O facto de cozinhar num tacho previamente aquecido e tapado, vai criar a humidade necessária para formar uma crosta, não sendo necessário borrifar o forno com água para criar essa humidade extra!)
Ao fim desse tempo retire a tampa e deixe cozinhar mais uns minutos para ganhar uma crosta mais dourada.
Retire o tacho do forno, desenforme o pão e deixe arrefecer sobre uma grelha antes de cortar em fatias.