quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Snacks para Levar


Levar o lanche ou snack na carteira de cada vez que saio é um hábito que tem quase tantos anos quanto eu. Sempre fui habituada assim desde miúda, e sempre mas sempre levei o lanche para a escola. Lembro-me do pão dentro dos sacos de pano - que também serviam para guardar os guardanapos. As vezes levava também fruta e havia leite na escola, distribuído ao intervalo (não sei se ainda há). Depois crescemos e passamos pela fase da parvoeira em que não é fixe levar o lanche na mochila e queremos ir ao bar. Os meus pais não iam muito nisso, e se queria comer no bar esse dinheiro teria que sair da semana. Era obviamente um luxo para de vez em quando…. 

A variedade de lanches que podemos “levar” são muitas. Ou de compra ou feito em casa. Barrinhas de cereais, bolachas, iogurtes, um pão, um wrap, uma peça de fruta, uma fatia de bolo, queques doces ou salgados… são muitas as opções que podemos preparar ao fim de semana e ter sempre disponíveis para colocar na lancheira - ou na carteira, durante a semana.
No entanto há coisas mais difíceis de comer em modo “snack” fora de casa. Um dos meus lanches favoritos é iogurte natural com granola caseira e um pouco de banana às rodelas ou frutos vermelhos. E não gosto de comer a granola empapada. E como tornar este lanche mais caseiro em algo que se possa comer no trabalho, ou que se possa levar para qualquer lado?
Apesar de não ser o lanche mais simples de “levar”, é possível.
Um frasquinho com a dose de granola. Um iogurte natural. A fruta que se quer juntar. Para comer basta abrir o frasco da granola e colocar o iogurte lá dentro, assim como a fruta escolhida em pedaços e misturar tudo dentro do frasco que deve ter tamanho suficiente para albergar tudo. E comer à colherada. Não, continua a não ser o lanche mais simples de levar. Mas é outra sugestão. 
E espero que agrade à querida leitora que me fez este pedido e a outros que possam ter o mesmo dilema. Eu confesso que já testei para comer fora de casa. E é possível!

No entanto deixo aqui alguns links de receitas perfeitas para snacks que se pode fazer durante o fim de semana e que é só colocar no saco e ir.










segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

37 dias para o Natal - Licor de Chocolate para Oferecer


A pouco mais de um mês para o Natal, os preparativos começam a aquecer aqui por casa. Já há fitas, receitas todas escolhidas, e caixas cheias de coisas para utilizar. Já descobri e editei as etiquetas lindas que quero usar este ano, e aos poucos vejo os cabazes a ganharem forma na minha cabeça.
Entretanto os mails com pedidos de ajuda e dúvidas acerca dos cabazes não param de surgir e apesar dos meus esforços de compilar tudo direitinho aqui no blogue há quem não consiga encontrar as respostas que procura ou que tenha ainda outras dúvidas. Tudo o que necessitarem terei todo o gosto de vos responder.
E todos me continuam a pedir sugestões. Depois dos pickles de rabanetes, que agradaram mais a uns do que a outros, a sugestão que vos trago hoje é de um delicioso licor de chocolate.
As meninas que foram ao workshop de Coimbra tiveram direito à receita em primeira mão, e também a decidi publicar por aqui, bem como prepará-la para os meus cabazes de Natal.
Fiz com chocolate negro, mas creio que também deve ficar bem com chocolate branco - ainda não experimentei, mas vou também fazer essa versão.
Podem fazer desde já o licor que este aguenta imenso tempo e não necessita de ser guardado no frigorífico.
Espero que gostem desta sugestão e que seja uma nova ideia para os vossos cabazes de Natal.

Ingredientes para cerca de 3 garrafinhas de 200ml:

200g de chocolate negro
150g de açúcar
200ml de água
1 lata de leite condensado
300ml de Whisky (ou Rum ou Brandy)

Preparação:

Coloque a água e o açúcar num tacho e leve ao lume até dissolver bem, deixando levantar fervura. Acrescente depois o chocolate partido em pedaços deixando-o responsar e derreter.
Misture depois o leite condensado com a mistura de chocolate batendo com a ajuda da varinha mágica e junte, por fim o whisky até que tudo fique bem incorporado.
Coloque em garrafinhas previamente esterilizadas, decore-as a gosto e ofereça.
Antes de servir agite bem a garrafa.

E deixo no ar a pergunta. Que outro tipo de sugestões para os cabazes gostariam de ver publicadas?


segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

44 dias para o Natal- Pickles Caseiros para Oferecer


Assusto-me de cada vez que vejo esta contagem decrescente até ao Natal. Penso que se calhar não vou ter tempo para tudo, mas pelo menos já  defini tudo aquilo que quero preparar para os meus cabazes. Este ano quero fazer algumas coisas diferentes.
Apesar de as compotas e a marmelada já serem um clássico por aqui, e estarem já prontas para os cabazes, e de dificilmente poderem faltar umas bolachinhas, quero “inovar” um bocadinho nas restantes coisas.
E hoje, a 44 dias do Natal sai a minha primeira sugestão para este ano. Comprometida pelos excessos da minha horta, e pela quantidade de rabanetes que tive, mas que podem adaptar a outro legume ou mistura de legumes, como cenoura, cebolinhas, pimento ou pepinos, que tal preparar uns pickles caseiros?
São ideais para acompanhar charcutaria numa entrada, carnes assadas, colocar nas sandes e até para misturar em saladas, para lhe dar o toque avinagrado.
Por aqui já se começa. E por ai?

Pickles de Rabanetes:

1 kg de rabanetes bem lavados e cortados em rodelas finas
1 colher de sobremesa de sal
1 colher de chá de açúcar
1 colher de sobremesa de tomilho seco
1 colher de sobremesa de sementes de mostarda
1 colher de chá de pimenta preta em grão
250ml de vinagre de vinho branco
500ml de água

Preparação:

Encha bem cerca de 4 frascos previamente esterilizados com as rodelas de rabanetes.
Numa taça misture a água com o vinagre, o açúcar, o sal, o tomilho, as sementes de mostarda e a pimenta. 
Verta este preparado sobre  os rabanetes até encher os frascos. Feche bem e deixe a “curar” durante pelo menos 2 semanas antes de usar.



sexta-feira, 7 de Novembro de 2014

O Natal está a Chegar!


Esta semana ouvi pela primeira vez uma música de natal na rádio.
Esta semana fui a uma loja comprar coisas de natal para preprar os meus cabazes - e os workshops -  e ouvi o meu querido Michael Bublé a cantar as minhas músicas de natal.
Mesmo que não queira, acho que estou a entrar no espírito, este ano, por força das circunstâncias, um pouco mais rápido que o habitual.
Cá a casa já chegou um presente para o Zé Maria, da madrinha, com a indicação que deve ser aberto dia 1 de Dezembro.
Na minha mesa da sala há bolas de natal, uns guizos maravilhosos para a árvore, o ornamento deste ano para o Zé Maria colocará na árvore e os saquinhos de celofane para os cabazes que já fui comprar ontem.
Na cozinha vou acomodando os frascos de compota, as marmeladas e geleias e os pickles de rabanetes.
Tenho uma caixa cheia de coisas de natal arrumada a um canto da cozinha e umas quantas folhas cheias de ideias e receitas e sugestões de coisas para os cabazes.
No meu quarto há já umas quantas coisas para serem embrulhadas a seu tempo e colocadas debaixo da árvore. 
Eu sei que ainda falta. A arvore de natal e o presépio nunca são feitos antes de dia 1 de Dezembro, e é também nessa altura que o Michael Bublé começa a cantar aqui por casa, a ponto de levar o meu “Michael” quase à loucura de tanto o ouvir.
Mas até dia 1 de Dezembro, todos os presentes que há para comprar estarão comprados para depois, e só depois poder viver em pleno esta época que tanto gosto longe de shoppings apinhados, de compras de natal desprovidas de sentido e vontade e quase feitas por obrigação.
Depois de dia 1, quando a maioria começa a correr as lojas todos os fins de semana, cá em casa há toalha de natal na mesa, fita cola, açúcar, farinha e muitos mimos pensados e preparados com muito amor e carinho para oferecer aos meus amigos e familiares.
Tenho pena que haja quem não encare assim o Natal. Que torça a cara a presentes feitos em casa - os meus favoritos - e que ache que o Natal é o 24 e 25 de Dezembro, e quem nem vale a pena fazer árvore e presépio e isto é tudo um consumismo.
Respeito obviamente a opinião de todos. Mas o Natal é a época do ano que mais gosto e que sempre anseio como se ainda fosse criança. Não pelas presentes. Mas pelas pessoas, pelo cheiro, pelos doces, pela família, pela consoada, pelas músicas, pelo ar das pessoas verdadeiramente felizes, pela ânsia das crianças, pelo presépio e o cheiro a musgo, pelas luzes da árvore de natal, pela lareira acesa, pelo chocolate quente bebido na manhã de natal.
Já falta pouco para o Natal. Já falta pouco para o dia 1 de Dezembro.

Digam-me lá, partilham comigo este gosto pelo Natal? Ou são daqueles que não gostam desta época do ano? Porque?

segunda-feira, 3 de Novembro de 2014

51 dias para o Natal


A 51 dias no Natal e ainda tanto para fazer…
Já comprei mais algumas prendas e já decidi outras quantas, pelo que já só me falta mesmo saber o que vou oferecer aos meus pais. Do mal o menos.
Quanto aos cabazes já tenho quase tudo organizado. Já comprei fitinhas e falta-me apenas comprar os saquinhos de celofane e acho que de resto tenho tudo aqui por casa.
Mas ainda faltam muitas coisas. Definir definitivamente o que vou colocar nos cabazes e as etiquetas. Tenho algumas ideias escritas, mas nada ainda de concreto. E a ajudar tudo isto ainda tenho 2 workshops de cabazes de natal para preparar, para os quais também queria levar ideias novas e diferentes. Portanto é caso para dizer que aqui já entrei definitivamente em modo Natal.

Para quem ainda está, como eu, a pensar no que vai fazer e como o vai fazer, deixo links de sugestões de anos anteriores, de cabazes, etiquetas, onde comprar os saquinhos, de presentes “comestíveis” que fiz em anos anteriores, como inspiração e ponto de partida.

Questões Básicas sobre Cabazes de Natal - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2012/11/faq-sobre-cabazes-de-natal.html

Limoncello Caseiro - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2013/11/vamos-preparar-os-cabazes-de-natal_13.html

Bolachas para fazer e Congelar - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2013/11/vamos-preparar-os-cabazes-de-natal_18.html

Granola - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2013/11/vamos-preparar-os-cabazes-de-natal_25.html

Chocolate Quente- http://economiacadecasa.blogspot.pt/2013/12/vamos-preparar-os-cabazes-de-natal.html

Patê de Figado e Bolachas Salgadas - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2013/12/vamos-preparar-os-cabazes-de-natal_10.html

Tabletes de Chocolate de Natal -  http://economiacadecasa.blogspot.pt/2013/12/vamos-preparar-os-cabazes-de-natal_19.html

Cabazes em Sacos - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2013/12/vamos-preparar-os-cabazes-de-natal_23.html

Mini-Bolos de Natal - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2012/12/sugestoes-para-os-cabazes-de-natal-6_21.html

Lata com Sortido de Bolachas - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2012/12/sugestoes-para-os-cabazes-de-natal-6.html

Brittle de Amendoim - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2012/12/sugestoes-para-os-cabazes-de-natal-5.html

Kit Massas - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2012/12/sugestoes-para-os-cabazes-de-natal-4.html

Bolo no Frasco - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2012/11/sugestao-para-os-cabazes-de-natal-3.html

Fudge - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2012/11/sugestao-para-os-cabazes-de-natal-2.html

Compotas com Receitas - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2012/11/sugestao-para-os-cabazes-de-natal-1.html

Faça Você Mesmo Scones - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2011/12/presente-feito-em-casa-para.html

Mistura de Especiarias para Assados - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2011/11/presente-feito-em-casa-para_30.html

Licor de Canela - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2011/11/presente-feito-em-casa-para_23.html

Bombons Rústicos - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2011/11/presente-feito-em-casa-para_17.html

Açúcar Aromatizado - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2011/11/presente-feito-em-casa-para.html

Gomas Caseiras - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2011/04/latinhas-decoradas-para-oferta.html

Mais Ideias para cabazes de Natal - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2011/11/ideias-e-sugestoes-de-cabazes-de-natal.html

Capuccino Caseiro - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2010/12/sugestoes-de-ofertas-caseiras-para-este_16.html

Bolo da Lata - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2010/12/sugestoes-de-ofertas-caseiras-para-este_09.html

Bolachinhas Decoradas - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2010/12/sugestoes-de-ofertas-caseiras-para-este.html

Azeite Aromatizado - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2009/12/uma-ideia-para-presentes-de-natal.html

Kit Panquecas - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2009/11/uma-ideia-para-presentes-de-natal_19.html

Bailyes Caseiro - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2009/11/uma-ideia-para-presentes-de-natal_09.html

Essência de Baunilha - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2009/11/uma-ideia-para-presentes-de-natal.html


Etiquetas para o Natal - http://economiacadecasa.blogspot.pt/2011/12/etiquetas-para-o-natal.html

E para bolachas de Natal e outras  e bolos e afins há sempre imensas sugestões no As Minhas Receitas. (http://paracozinhar.blogspot.com)

(E para quem estiver interessado em participar, poso já dizer que vou fazer workshops de Cabazes de Natal em Coimbra e no Porto. Em Coimbra será já dia 15 de Novembro, pelas 15h30 e poderão inscrever-se ou informar-se através de workshopquintaribeiro@outlook.com

No Porto será dia 29 ou 30 de Novembro, pelas 15h e poderão inscrever-se ou informar-se através de info@workshops-popup.com)

sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Dia da Poupança - Afinal o que é Poupar!

A romã é simbolo de riqueza e abundância.

Hoje é o dia da poupança. Apesar de estes não ser um clássico blogue de poupança, ou de ensinar a poupar, de promoções ou de descontos, a poupança - ou a economia doméstica que me parece um título mais apropriado - está presente em muito do que aqui escrevo.
Poupar é mais do que aproveitar promoções, fazer compras com vales e acumulações. Poupar é mais do que renegociar contratos de telecomunicações ou seguros. Poupar é mas do que guardar o que pudermos no banco ou num mealheiro para juntar um pé de meia. Poupar não é apenas comprar o mais barato.
É por isso que às vezes, toda esta conversa acerca da poupança me parece, a mim, desviar-se um pouco do ponto central.

Quando penso no que é realmente poupar penso sempre, e em primeiro lugar, numa gestão do nosso dinheiro. É por isso que poupar não é igual para todos, e claro que depende dos rendimentos de cada um de nós. Todas as pessoas “podem” e devem poupar. Independentemente de terem rendimentos baixos e isso ser uma obrigação e não uma “opção”, ou de terem rendimentos mais elevados e mesmo assim serem consciente na forma como gastam o seu dinheiro.
Poupar é saber para onde vai cada cêntimo que gastamos. É saber exatamente quanto gastamos em alimentação, em despesas da casa, com os filhos, ou em transportes. E poder fazer uma análise e, quem sabe, pequenos ajustes tentando “equilibrar” as coisas da melhor forma e de acordo com o nosso rendimento.
Poupar é saber fazer compras alimentares. Comprar o que necessitamos de modo a não ter excedentes que acabam muitas vezes no lixo. Planear refeições e fazer listas de compras é poupar. Aproveitar as sobras de umas refeições para as outras é poupar, assim como saber a melhor forma de rentabilizar aquilo que podemos ter em excesso: congelar, fazer compotas, conservas e afins.
Poupar é aproveitar saldos para fazer compras de prendas de aniversário ou até de natal. Mas poupar é perguntar às pessoas o que elas realmente necessitam em vez de comprarmos coisas completamente desnecessárias. Porque 10€ gastos numa coisa sem utilidade esquecida no fundo de uma gaveta são 10€ perdidos.
Poupar é aproveitar frascos de vidro, caixinhas e latas para guardar pequenas coisas em casa.
Poupar é pensar bem antes de fazer uma compra - realmente necessito de um novo telemóvel? Realmente necessito de mais um par de sapatos? Realmente necessito destas bolachas que não costumo comprar mas até estão em promoção?
Poupar é fazer opções - eu até podia comprar isto, mas não compro. Ou pensar que provavelmente é melhor gastar um pouco mais e comprar uma coisa melhor, que vai durar mais tempo ou porque é de melhor qualidade.
Poupar é não querer ter tudo. Se não tenho condições de trocar de televisão não troco apenas porque quero ter um modelo mais recente. E poupar é educar os filhos para que compreendam que por vezes os pais não lhes podem dar tudo o que eles querem, porque é há prioridades e comida na mesa, uma casa, água luz e gás, são mais importantes do que terem as sapatilhas que custam metade do orçamento mensal para comida.
Poupar é perceber que mais vale ir juntando dinheiro, aos poucos e poucos, para comprar aquele bem que até não é muito necessário, do que compra-lo a crédito e tê-lo de imediato. Às vezes, saber o tempo que demoramos a juntar aquele dinheiro ensina-nos a dar um valor diferente aquilo que compramos.

É por isso que eu acho que, quando reduzimos a palavra “poupar” ao significado “gastar menos”, não estamos realmente a “poupar”. E para poupar é por vezes necessário mudar a nossa mentalidade e a nossa maneira de lidar com o dinheiro, com o consumo e com o consumismo. E é também por isso que eu não gosto muito da palavra “poupar” e prefiro “economia doméstica”. Mas esta é apenas a minha opinião acerca do que deve ser a poupança, já que hoje, dizem, é do dia da poupança.


E para vocês, o que é poupar? Concordam? Não concordam? Está aberta a discussão a diferentes ou iguais opiniões!

quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

A minha Horta - Terra Fresca


Acho que é mais do que tempo do que vos falar da minha horta!
Como sabem, e podem ver pelo histórico aqui deste blogue, a ideia de ter uma horta não é nova. Começou com uma horta na varanda que foi um grande sucesso no primeiro ano, mas que no segundo, e com a gravidez do Zé Maria - que teve de ser muito cautelosa  - a coisa ficou pelo caminho. Depois veio o Zé Maria e o tempo passa de outra forma e com outras obrigações e a horta da varanda teve um fim.

Até que me deram a conhecer o projeto Terra Fresca (www.terrafresca.pt) Eu, que ando sempre a dizer que na minha cidade nunca há projetos interessantes tive de engolir em seco. Foi com todo o gosto que fui conhecer esta ideia, que me foi apresentada por uma amiga e já era “parceira” do projeto.(Tenho de referir que os parceiros são todas as pessoas que têm as suas hortas neste projeto.)


Bem me dizia a Paula que esta horta era “a minha cara”! E é. Foi amor à primeira. Decidi logo no dia em que fui conhecer o projeto que queria ficar com os meus 50 m2 de terra divididos pelos 3 “canteiros”. E tive a sorte de herdar “canteiros” que já estavam semeados e plantados, e portanto comecei a colher logo desde o primeiro dia.
A  minha horta é uma horta comunitária. E biológica. Assente em compromissos económicos, sociais, ambientais e institucionais. É mais do que apenas um pedaço de terra que várias pessoas cultivam. É uma proposta criativa, capaz promover a produção e o consumo local e que integra a cidadania ativa, a proteção da biodiversidade e a responsabilidade social.

E além disso tudo é a minha horta. Onde há uma engenheira agrónoma que nos ajuda e apoia qualquer que seja a modalidade de parceria escolhida. Uma horta que tem rega gota a gota - e que portanto não temos de estar preocupados com essa componente. Um horta onde todos os meses nos é enviado um mail a dizer quais as hortícolas disponíveis para semear/plantar durante aquele mês e que, nos disponibiliza sem custos adicionais as hortícolas escolhidas. Uma horta onde mesmo os leigos como eu podem contar com alguém que nos diz como cavar, colher, arrancar ervas daninhas, semear e plantar.
E, se não tiverem tempo, vontade, disponibilidade ou gosto por andar com as mãos na terra, e serem vocês a semear e colher, podem deixar tudo nas mãos deles e apenas receberem um telefonema ou email a dizer que podem ir buscar os vossos produtos hortícolas. (Claro que a modalidade mais simples - de ser cada um de nós a tomar conta da nossa horta custa 25€ por mês, e as outras modalidades podem ir até aos 60€ mês.)
E depois não há nada melhor do que sabermos de onde vem aquilo que comemos. De saberos que fomos nós que semeamos, plantamos e cuidamos. E, se tiverem a modalidade mais simples, a que eu tenho porque apesar da canseira adoro andar a plantar e colher - não tanto de cavar, mas faz parte!, estão realmente a ter um estilo de vida mais saudável, porque além de saberem o que comem, fazem exercício físico ao mesmo tempo!
Nestes quase 3 meses que levo de Terra Fresca, o meu balanço não podia ser mais positivo. Adoro o projeto. Adoro que me tenham dado a conhecer esta ideia e adoro o meu pedaço de terra que trato com muito amor e carinho e do qual já colhi imensas coisas, e onde consigo ter alguns ingredientes mais difíceis de comprar por aqui, como o caso dos “spring onions”.


Na Terra Fresca cada pequena horta tem um nome. Cada parceiro dá um nome à sua horta e há uma placa a identificar todas as hortinhas. A minha é a “Alecrim aos Molhos”.
Na Terra Fresca há iniciativas, como a sardinhada no verão ou a cerimónia onde foram colocadas as placas com o nome das hortinhas, onde todos os parceiros são convidados a participar. 
Na Horta Terra Fresca, os parceiros trocam entre si, os excessos da sua produção.
Falo na Terra Fresca porque sim. Porque acho que vale a pena. Porque gosto muito e acredito que aqui por Coimbra possam existir mais pessoas interessadas em ter uma pequena horta e que desconhecem por completo a existência desta horta comunitária. E para inspirar mais alguém a criar projetos semelhantes, porque há muitas pessoas que como eu vivem em apartamentos no meio da cidade e que também gostariam de ter uma horta.



Numa altura em que a debilidade dos meus avós já não lhes permite tratarem da sua horta a opção por ter a minha propria horta acabou por fazer mais sentido do que nunca. Posso agora já não ter a abundância de fruta e legumes de outrora, mas tenho ganho muitas outras coisa com a minha pequena horta e estou sempre a aprender coisas novas.
Adoro ir à horta, de ceira na mão apanhar o que está disponível - e apanhar também as ervas daninhas que crescem quase mais do que as hortícolas. E depois vir para casa e magicar o que cozinhar com tudo aquilo. Tenho descoberto receitas novas e blogues novos e estou sempre a aprender.


Com a abundância de rabanetes apanhados no final do verão - e já semeados por mim - fiz uns pickles para oferecer nos meus cabazes de natal!
Neste momento, na minha pequena horta há semeados e a crescer acelgas, alhos, cebolas, alfaces, cenouras, alho francês, brócolos, couve flor, couve coração, couve chinesa, couve de bruxelas, beterrabas, chicória, salsa, coentros, espinafres, pimentos, pimentos de padron, couve galega, manjericão, segurelha, tomilho, rúcula selvagem, aipo e spring onions.
Parece pouco mas é um orgulho ver tudo a crescer de dia para dia.
Pronto, já vos contei tudo acerca da minha horta. Se quiserem saber mais nada como passarem por lá.


E por aí? Quem tem hortas? Comunitárias ou não.

(Nota: estas fotos foram tiradas a 13 de Setembro e a horta está neste momento um pouco diferente. Já não há tomates, nem canas de feijão verde. Entramos em época de couves e por enquanto está tudo mais "rasteiro" e a crescer!)