sexta-feira, 15 de abril de 2016

O Jardim e a Mini-Horta


São inúmeros os projetos na nova casa. Para quem, como eu sempre morou em apartamentos, uma casa envolve muito mais tarefas, projetos e bricolages do que eu poderia pensar.
Como viemos para cá morar a meio de Julho passado, fomos de férias em Agosto e o António nasceu em Setembro, o verão praticamente passou e nós acabamos sem dar grande uso ao nosso jardim.
Temos um simpático espaço exterior, relvado e com um pequeno pátio já feito por nós, para colocar mesa e cadeiras para refeições ao ar livre. A casa já tinha também um alpendre com churrasqueira, forno a lenha e espaço de bancada e lava louças nesse mesmo alpendre, e ainda uma espécie de gaiola e uma casota para o cão.



Será finalmente este ano que vamos organizar esse espaço exterior, já que o ano passado pouco o usamos.
O espaço com a churrasqueira e o forno a lenha é para manter e necessita apenas de algumas pequenos arranjos e decorações. A antiga gaiola dos pássaro será para albergar galinhas poedeiras - sim, eu vou finalmente ter galinhas! - e o espaço onde está a casota do cão vai ser “demolido” para albergar uma zona mais lounge de apoio ao jardim e churrasqueira, e para podermos desfrutar do jardim nos meses quentes. Já temos os materiais - que vão manter-se no estilo já existente, mas estamos à espera que o tempo dê umas tréguas para conseguirmos fazer essas pequenas obras.
Temos também umas melhorias a fazer na zona da churrasqueira, como ligar uma máquina da louça para apoio - porque a cozinha da casa fica no primeiro andar e andar com louça para cima e para baixo não é uma opção, mas estamos também a adiar o projeto para quando o tempo melhorar.


O que entretanto avançamos, foi a pequena mini-horta no jardim. O cantinho das aromáticas ficou pronto ainda o ano passado, como podem ver neste post aqui, mas com mais de 22 metros de canteiro a toda o comprimento do jardim, a ideia da horta não podia ser posta de parte.
Com uma parte desse canteiro, com 40cm de largura e com 15 metros de comprimento fizemos uma mini-horta. Com réguas de pinho nórdico tratado de 240mx14,5cm (compradas no Leroy Merlin a 5,90€/cada), uns parafusos e berbequim e um marido habilidoso, aproveitamos então o canteiro para fazermos umas caixas de madeira para separar a relva da horta e poder dar mais altura aos canteiros. Depois de feita a caixa de madeira enchemos com substrato universal e finalmente cobrimos com plástico. 
Na véspera desta empreitada, tinha ido à Feira e comprado uns 20 pés de morangueiros, tomateiros variados, rucula, espinafres, beringelas, pimentos, courgetes e alfaces. Com um plantador furei diretamente o plástico e coloquei os pés das plantas na terra. Cobrimos tudo com casca de pinheiro. Ajuda a manter a terra limpa de ervas daninhas e, segundo me explicaram a manter a humidade da terra. No caso dos morangueiros é uma das melhores maneiras de os ter.
A ideia das caixas de madeira tem também outra utilidade, porque torna mais fácil a tarefa de cortar a relva sem danificar as plantas, o que seria mais difícil se estas estivessem à mesma altura da relva. Portanto, apesar de algum valor gasto nas réguas de madeira, este projeto seria sempre assim feito, mesmo que não houvesse a mini-horta. Também já tínhamos o plástico e a casca de pinheiro colocada no canteiro desde o verão passado, pelo que a principal compra para a mini horta - para além das plantas que custaram todas menos de 10 euros, foi mesmo a substrato.
A nossa mini horta ficou pronta há exatamente uma semana, e mesmo assim já se notam imensas diferenças nas plantas. Os morangueiros já cresceram imenso e estão viçosos, assim como tudo o resto. Ao que parece, e para já, está tudo pegado. E a chuva dos últimos dias parece ter ajudado.
Esta parte do jardim já está. Agora falta terminar o resto das caixas de madeira para o resto do canteiro - por causa da relva e por causa de outras plantas que crescem nessas áreas, como um limoeiro, loureiro, uma roseira, uma costela de adão e jarros…. E mesmo assim ainda acho que vou conseguir mais uns metros de horta. Estou com ideias de plantar maracujás!

Esperemos então pelo fim do mês para começar as pequenas obras no que será o nosso “lounge”, acabar o sofá de paletes (já temos um pronto, mas temos paletes para outro e ainda uma mesa) e ver se pomos a zona de churrasqueira em funcionamento. E a ver se as galinhas finalmente vêm habitar para a sua nova casa.

Só falta depois o bom tempo para podermos usufruir de tudo isto…..

E os restantes sortudos com espaços exteriores? Como rentabilizaram o vosso espaço? Como o aproveitam?

sexta-feira, 4 de março de 2016

Aos Poucos: Bricolages e afins!


Apesar de já termos mudados e casa em Julho passado, só agora alguns pormenores começam a ganhar forma.
Viemos para aqui morar comigo já muito grávida e prestes ir de férias. Com a mudança deixamos os móveis exatamente onde os queríamos, o quarto dos miúdos mais ou menos compostos organizados. De uma maneira geral estava tudo composto, mas sem grandes pormenores decorativos. A casa esteve sempre composta, mas com muitos projetos pendentes e ideias para se irem fazendo, como deve ser numa casa.
Entretanto com um novo livro para terminar, um António para nascer, e as coisas prioritárias da casa feitas, os projetos foram sempre ficando para segundo plano.
O António nasceu e fico maiorzinho, o livro entregue e a sair e eu comecei a voltar a focar-me na minha casa. Finalmente.




E foi assim que os quartos dos miúdos começaram a ganhar vida. Fiz os quadrinhos do António com a primeira roupa, com as ilustrações do anjo da guarda que a querida Rita Duque (Asas de Peixe) ofereceu aos pequenos, e outros pequenos mimos que andavam cá por casa. 
O quarto do Zé Maria finalmente ganhou o papel de parede que tinha idealizado desde o início e começa a ter um quarto de rapazinho em vez e bebé. Os quadros foram finalmente colocados no local certo e o quartos.
Para isso molduras e quadros do IKEA, alguma imaginação e paciência e recordações únicas no quarto de cada um deles. O papel de parede do Zé Maria veio de Leroy Merlin, aplicado por eles, e ficou realmente muito bonito.
Tudo o resto eram as coisas que já existiam no quarto deles, mas que ainda estavam à espera de serem colocadas no local certo.




Também no meu quarto houve alterações. Trocamos as mesas de cabeceiras escuras por umas brancas da Zara Home, e foi na verdade a única coisa que compramos. Aproveitamos depois uma prateleira preta do IKEA que estava na nossa sala antiga, que pintamos de branco e colocamos no nosso quarto. Há ainda um projeto em andamento para a cabeceira na nossa cama e uma mesa de apoio que era da avó, e que estamos a pintar de branco para colocar no meu escritório do sotão.
Até o nosso sótão levou uma enorme reorganização e está muito mais funcional.
Decidi fazer uma pequena lista, divisão por divisão, das coisas que ainda quero alterar/mudar/comprar, para as ir fazendo aos poucos e poucos. Porque há ainda muito por fazer: há cortinados em falta na sala e no nosso quarto, a parede de fotos de família por organizar, a churrasqueira e zona de “chill out” do jardim por preparar (que vai levar um sofá de paletes!), a lavandaria que além da roupa é armazém de bricolage e esta um bocado caótica, coisas por pintar…. 
Aos poucos e poucos a nossa casa vai realmente tomando forma, com imensos projectos de DIY que nos têm dado imenso gozo a fazer.

E vocês? Também fazem projetos caseiros nas vossas casas?

quarta-feira, 2 de março de 2016

Presentes Simples. Pessoas Felizes



Como sabem adoro dar presentes. Principalmente pequenos mimos preparados por mim.
Quando alguém de quem gostamos nos elogia muito as bolachinhas que lhes oferecemos no natal, e nos pede a receita, o que podemos fazer?
Oferecer-lhe uma nova fornada no aniversário, juntamente com uma lata bonita, que tanto serve como embalagem oferta, como para as guardar e a receita das ditas bolachinhas.
E foi assim que com uma lata bonita - da KASA do continente - e esta receita de bolachas, uma fita e umas etiquetas, saiu uma prenda de aniversário que sei que deixou alguém muito feliz.
Muitas vezes os presentes mais simples são aqueles que deixam as pessoas mais felizes.
E a certeza de que os nossos mimos caseiros de natal foram mesmo apreciados.

Mais alguém oferece mimos caseiros fora da época natalícia? 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Caixas de arrumação no escritório


Na casa antiga os artigos de escritório, as etiquetas, fitas, lápis, sacos de celofane e afins andavam espalhados por várias caixas grandes empilhadas atrás da “biblioteca escondida” no nosso quarto, ou dentro do armário no quarto do Zé Maria. 
De cada vez que era preciso alguma dessas coisas, apesar de a procura se resumir a dois locais, nem sempre era fácil de descobrir o que precisava, porque na mesma caixa viviam vários itens, arrumados mas ao mesmo tempo baralhados. Não havia mais espaço para mais caixas e para separar melhor as coisas. Era a caixa das coisas dos cabazes de natal onde etiquetas conviviam com sacos de celofane, fitas variadas, naperons de papel, furadores e agarradores e onde era preciso retirar quase tudo para se descobrir o que era preciso bem no fundo da caixa.

Uma das primeiras resoluções ao sabermos que íamos mudar de casa, foi ir organizando todos esses itens separadamente em caixas iguais (usei umas do IKEA - transparentes e com tampa) para que cada coisa tivesse o seu sítio. Já sabíamos que íamos ter espaço, e uma estante grande, e eu poderia assim ter finalmente as minhas coisas organizadas e à mão para quando necessitasse.
Foi também muito mais simples fazer tudo isso ainda na casa antiga. Comprei as caixas, organizei tudo a meu gosto e como mais me convinha, e etiquetei cada uma das caixas. Foram depois assim, já organizadas e preparadas para a nova casa, onde apenas foi necessário colocá-las no sítio certo.
Posso dizer que no natal, no meio da azáfama dos cabazes de natal e de embrulhar os presentes, foi sempre muito fácil descobrir tudo aquilo que necessitava. Porque uma caixa só tinha os sacos de celofane. Outra só tinha as fitas e outra ainda as muitas etiquetas que antes estavam espalhadas por várias caixas. Consegui perceber que tinha muito mais coisas do que pensava - mal de ter tudo espalhado - e este ano quase que não comprei nada para complementar os meus cabazes.
Com a vida na nova casa percebo como este sistema é mesmo muito mais prático. Se preciso de um envelope, sei que está na caixa que diz material de escritório, assim como o agarrador ou o furador. Se preciso de um saco para colocar uma prenda, sei que está na caixa que diz sacos de prendas. Nada está ao monte. Apenas caixas alinhadas e arrumadas com todas as pequenas coisas que vou precisando. (Utilizei também, tal como já vos tinha contado, o mesmo método na cozinha, onde tudo está agora arrumado no local certo e onde agora e por agora, descubro sempre tudo o que preciso!)



Tudo é mais fácil quando há um local certo para cada coisa. E eu sou uma sortida porque agora tenho espaço para conseguir organizar tudo como gosto.

Mais alguém tem soluções de arrumação que queira partilhar,  que sirvam tanto para casas grandes como pra espaços mais pequenos?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O escritório


Com a mudança de casa voltei a ter um “escritório”. Ou melhor dois “escritórios”. Ou melhor ainda 2 divisões, uma para mim e outra para o Miguel, onde cada um pode arrumar as suas coisas. Na minha sala/escritório pude finalmente arrumar convenientemente todos os meus livros e revistas de culinária, as minhas caixinhas com as fitas, etiquetas, material de escritório, canetas e lápis, sacos e tralhas que guardo para tudo e para nada. Há ainda uma antiga mesa de cozinha que recuperamos e pintámos para servir de minha secretária, um sofá antigo dos anos 60 que veio de casa da avó e a nossa televisão antiga. É uma segunda sala de estar e o espaço das minhas coisas ao mesmo tempo.
Uma dica de arrumação ou organização muito simples de colocar em prática é arrumar tudo separadamente em pequenas caixas transparentes - uma para as etiquetas, outra para papel, outra para canetas e lápis, outra para material de escritório.. identificar as caixas e colocar num local visível e onde estejam sempre à mão.
Nesta sala/escritório, a única coisa nova são as estantes para os livros (Billy - IKEA) que forram uma parede inteira e tudo o resto foi adaptado da nossa outra casa (a televisão e o móvel da televisão) ou herdei da casa da avó (como a secretária, a mesa de apoio ou o sofá).
No espaço do Miguel é quase a mesma coisa. O antigo estirador que tem quase 20 anos serve agora de secretária e só foi preciso comprar uma cadeira alta. A estante estava na casa antiga e era a nossa “biblioteca”. Agora serve para guardar os dossiers e papelada da casa e do Miguel.
As poltronas antigas que vieram de casa da avó e fazem conjunto com o sofá que está na minha sala, estão no escritório do Miguel virada para a parede com estante embutida (que já existia) e onde é agora a nova “biblioteca”. A mesinha de apoio era da casa antiga, bem como um antigo aparador e camiseiro que servem para arrumação e não ficam mal naquele escritório.
Conseguimos encaixar quase todos os nossos móveis da outra casa na nova casa e tivemos a sorte de poder aproveitar muitos móveis antigos de casa da avó que acabaram a ficar muito bem com coisas mais modernas. 
Mesmo móveis que à partida não encaixariam tão bem numa divisão (temos um camiseiro e um aparador num escritório) no local certo e com o complemento certo acabam por se adaptar e ganhamos muito em termos de arrumação.
Não há nada como organizar tudo devidamente e ter um local para cada coisa, para sabermos onde está tudo e não se perder tempo a procurar. Mesmo com pouco espaço é possível.

Têm alguma dica importante acerca de organização e arrumação no escritório?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Como me organizo: As Roupas e a Lavandaria


Nos últimos tempos muitos têm sido os mails a perguntarem-me como me organizo com duas crianças e a nova casa. 
Confesso que em algumas coisas ainda estou em período de adaptação…
Primeiro porque mudamos de um T2, para uma casa (moradia) para aí o triplo do espaço e, além do espaço toda a gente sabe que uma casa dá muito mais trabalho do que um apartamento.
E a adaptação a um segundo filho - ainda por cima com outro ainda tão pequeno - também não é a coisa mais fácil do mundo. É realmente muito diferente a logística de 2 filhos em relação a 1, mas não quero com isto demover ninguém de ter filhos, porque não trocava ser mãe de dois, com todo o trabalho acrescido que isso implica, por nada do mundo!
Tenho também duas vantagens: trabalho em casa, o que me permite gerir o meu tempo de outra forma, e tenho a Dona P. que vem uma vez por semana para dar uma ajuda essencialmente a passar a ferro e a limpeza mais “profunda” da casa, como vidros, chão, escadas, ….
Uma das coisas que adoro na nova casa é, além de ter mais espaço, é poder ter sítios para arrumar todas as minhas coisas sem andar a puxar caixas e caixinhas e mexer no que está atrás de tudo. O facto de tudo ter um sítio para estar, de nós sabermos esse sítio, e de assim que utilizamos podermos logo arrumar, é meio caminho andado para a casa estar sempre relativamente arrumada e organizada. 
Tenho a sorte de ter uma divisão só para tratar da roupa - uma lavandaria. Onde há espaço para passar a ferro, para a máquina de secar, de lavar, para os cestos todos da roupa, com imensos armários para arrumar detergentes e outras coisas que sejam necessárias. Há ainda um pequeno lava louças para lavar algumas peças de roupa à mão. A divisão é grande o suficiente para colocar os estendais com a roupa a secar dentro de casa, quando está a chover, porque tem janela e permite ventilar a divisão  sem que a roupa seque e fique a cheirar a mofo. Além disso da para o jardim, o que torna muito prático ter a roupa a secar na rua, mas estar atenta e assim que venha um pouco de chuva retirar a roupa para dentro de casa.
A roupa é realmente um desafio na organização da casa. Apesar de ter quem a passe, 4 pessoas em casa, sujam muita roupa, principalmente os miúdos. Por isso faço máquina de cada vez que tenho roupa suficiente para fazer uma, de modo a não acumular muita. Claro que ultimamente com esta chuva, secar a roupa é um desafio, e às vezes deixo acumular quando sei que vem aí dias de sol, mas de uma maneira geral, não gosto de acumular. Na casa antiga tínhamos tarifa bi horária, o que significava que só fazíamos máquinas à noite, depois das 21/22h. Cheguei à conclusão que, estando praticamente todo o dia me casa não compensava ter de fazer máquinas à noite e, na nova casa optamos por uma tarifa normal. É mais prático para mim, poder fazer maquinas de roupa quando tenho disponibilidade e poder assim aproveitar os dias de sol, do que esperar pela noite para fazer máquinas e esperar pelo dia seguinte para as estender. Mas convém fazer contas se compensa ou não a tarifa bi-horária. No nosso caso não valia a pena, e sinceramente prefiro não estar preocupada com horas quer para ligar a máquina da roupa, quer a da louça (o secador da roupa uso raramente e principalmente para as roupas dos miúdos…)
Portanto a roupa é lavada assim que há suficiente para encher uma máquina, sendo que lavo a dos miúdos separada da nossa, e toda a roupa de casa separada de roupa de vestir.
No dia em que faço as camas de lavado - são todas feitas no mesmo dia - aproveito e troco também as toalhas das casas de banho, e essa roupa vai direta para a máquina e é logo lavada.
Apesar de não ser eu a passar a ferro, a roupa está todo seca e organizada para passar assim que a Dona P. vem. A roupa de casa num cesto, a nossa noutro e a dos miúdos noutra.
Assim que vai sendo passada, é arrumada também em 3 cestos/tabuleiros diferentes: 1 para os miúdos, um para a nossa roupa e outro para a roupa de casa.
Ao final do dia os tabuleiros vão para as respetivas divisões e arrumo logo casa coisa no seu lugar - a roupa dos miúdos nos quartos deles, que são um ao lado do outro, a nossa no nosso quarto e a de casa para o sótão onde tenho um armário próprio para arrumar a roupa de casa.
Na lavandaria há também um suporte para cabides (este do IKEA) onde estão sempre cabides disponíveis e a roupa que é para arrumar pendurada fica logo depois de passada pronta a arrumar. É só pegar nos cabides com as camisas, vestidos, casacos e afins e colocar diretamente no armário. E depois é trazer para a lavandaria os cabides vazios do nosso armário.
Pessoalmente acho que o facto de a roupa estar toda separada antes de passar, e de ficar separada em cesto para arrumar torna o processo de a arrumar muito mais rápido e simples, assim como o facto de colocar logo em cabides as camisas e afins que depois é apenas colocar no armário.
Claro que antes de ter uma divisão só para o tratamento de roupa isto era muito mais complicado, pois era necessário andar sempre a montar de desmontar cestos e tabuleiros na cozinha, mas esta maravilhosa divisão veio fazer a diferença e tornou a tarefa de tratar das roupas muito mais simples.


E vocês, como organizam a questão das roupas em vossas casas? 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Planos de Poupança para 2016


Entretanto os dias passam a correr.
Já passou o natal, o fim de ano e até os reis. Já se arrumaram os enfeites da árvore de natal e entramos finalmente na rotina.
E então planos para o novo ano?
Bem, certamente que todos os temos. Eu lá escrevi os meus doze desejos/metas/objectivos para 2016, e espero tentar cumpri-los, ou pelo menos esforçar-me para que aconteçam.
E um dos planos foi tentar poupar mais. 
Logo no inicio de 2016, não faltaram partilhas quer no facebook, quer nos blogues mais famosos da conhecida “poupança das 52 semanas”. Para mim não é nada de novo, uma vez que esse método tem já muitos anos, e eu não sou particularmente fã do seu conceito, pois acho-o muito difícil de concretizar, pelo menos para a maioria das pessoas. 
A poupança das 52 semanas consiste numa poupança crescente anual. O ano tem 52 semanas e portanto na primeira semana colocamos 1 euro de lado, na segunda semana 2 euros, na terceira semana 3 euros e assim sucessivamente até chegarmos à semana 52 onde colocamos de lado 52 euros. Se não é fácil consegui colocar de lado 52 euros numa semana, mais difícil se torna nas semanas anteriores colocar 51, 50 e 49 euros respetivamente. O que significa que no último mês do ano se teria de colocar de lado 202€. Pergunto-me quantas famílias conseguem colocar de lado 200€ num mês? Esta poupança  - se concretizada até ao fim - dá a quantia de 1378€ no final. Que, se dividirmos por meses dá em média 115€ mensais para colocar de lado. Mais uma vez me pergunto? Quantas pessoas conseguem mesmo colocar de lado 115€ sem que isso lhes altere os orçamentos mensais? Acredito que haverá quem consegue. Mas a grande parte das pessoas que gostariam de colocar algum dinheiro de lado terão provavelmente alguma dificuldade em atingir este valor. Claro que os primeiros meses custam muito pouco, mas mais para a frente começa a pesar mesmo no orçamento.
Mas há muitas mais formas de colocara algum dinheiro de lado. Principalmente se pensarem em abdicar de algo e realmente colocar esse dinheiro de lado.
Dou-vos um exemplo pessoal, que me vai fazer poupar cerca de 300 euros este ano. Eu posso dizer que comecei o ano a poupar!
Quando mudamos de casa, em Julho de 2015, tive de pedir a transferência do serviço de televisão por cabo, internet e telefone fixo para a nova morada. Ao pedir esse serviço, reviram-me o contrato e, além de ter descido um pouco a prestação mensal dos 3 serviços, ainda acresceu um telemóvel com chamadas “ilimitadas” e 1 giga de internet sem custos extras. No entanto a minha fidelização com a minha operadora de telemóvel só acabaria em Dezembro.
Assim que a fidelização acabou, em  Dezembro de 2015, que pude finalmente rescindir o contrato de telemóvel com a antiga operadora e ter finalmente o pacote televisão + internet + telefone fixo + telemóvel. Sendo assim, o valor de cerca de 25€ que pagava mensalmente só para gastos com o telemóvel, passou a estar incluído no pacote da televisão, internet e telefone fixo, sem mais custos, sem ser um pacote promocional, e exatamente com os mesmos benefícios que tinha com o anterior pacote de telemóvel.
São menos 25€ que gasto. Mas na minha opinião, se não os colocar de lado todos os meses, eles acabam por se diluir nas outras despesas, e não temos noção de que estamos mesmo a poupar.
Portanto optei por todos os meses colocar esse valor num mealheiro (daqueles que só se podem abrir com abre latas). E assim começar esta minha “conta-poupança”.
Há outras formas de fazer o mesmo: se o vosso objectivo para o início do ano foi deixar de fumar, há que arranjar um mealheiro e colocar lá o valor diário que gastavam em tabaco. Ou se deixaram de ir ao ginásio. Ou se conseguiram baixar um valor de um seguro, ou se deixaram de pagar a prestação de alguma coisa… Arranjem um mealheiro e coloquem lá o dinheiro religiosamente, como faziam quando tinham de pagar a despesas que agora eliminam. De outra forma terão dificuldade em “ver a poupança”.
Além do mealheiro para o dinheiro da poupança do telemóvel, cá em casa existe ainda outro mealheiro onde vamos colocando aleatoriamente dinheiro. Pode ser umas moedas ou uma nota, mas não tem regra de valor, apenas que temos de colocar lá alguma coisa todas as semanas - eu e o Miguel.
E depois há o mealheiro dos projetos. Em vez de comprarmos coisas a prestações e pagar juros de cartões de crédito ou crédito ao consumo, ou de gastar de uma vez só uma fatia da nossa poupança, colocamos num mealheiro, mensalmente, o que poderá ser equivalente a uma prestação para algo que queremos comprar. Foi assim que comprei a minha Bimby. Num mealheiro fui colocando um valor todos os meses e quando tinha o valor total da Bimby é que a comprei. Curiosamente faço isto desde miúda e com as mais variadas coisas, e é talvez por isso que acabo por dar um valor diferente a algumas coisas. Lembro-me de poupar o dinheiro da mesada para comprar livros e alguma coisa de marca que queria muito ter. E tinha orgulho me comprar alguma coisa com o que conseguia poupar, em vez de pedir aos meus pais para me comprarem algo…
Este ano há um mealheiro para a decoração do nosso quarto e do que falta na nossa sala nova. Porque assim custa-me menos. E muitas vezes não tem a ver com não poder gastar o dinheiro numa compra destas por não o ter… É porque assim não gasto a “poupança” e quase sem dar por ela poupei o valor para estas pequenas coisas.

Em suma, o que é importante é fazer escolhas acertadas:
Colocar de lado até ter o valor do que se quer comprar, em vez de comprar no imediato a prestações e com juros altos.
Deixar de ter um encargo, mas continuar a por de lado essa quantia (ou uma parte dela)
Tentar colocar sempre alguma coisa de lado. Por muito pouco que seja é sempre alguma coisa que pode ajudar nas férias, na compra dos livros escolares ou com uma despesa que não se estava a contar.


E vocês? Têm alguma técnica de poupança? Acham importante? Não conseguem de todo colocar dinheiro de lado?