quarta-feira, 14 de junho de 2017

Planear e organizar: Organizar a fruta e os legumes da semana


Das muitas coisas que vão perguntando acerca do meu habitual planeamento e organização semanal das refeições, tem a ver com a maneira como preparo e acondiciono os legumes.
Em primeiro lugar, há que ter atenção em como vão acondicionar os legumes já preparados. Aqui em casa guardam-se ou em sacos do com abertura fácil (e que se podem abrir e fechar várias vezes: eu uso os do IKEA, que têm vários tamanhos) ou em caixas de vidro herméticas.
A excepção é para a alface e outras folhas verdes para salada, que guardo numa saladeira da Borner, à qual dá para retirar o vácuo, e que assim mantém mais tempo as coisas frescas.

Portanto, para acondicionar tudo devidamente, mas principalmente para garantir que aguentam cerca de 1 semana ( não todas, mas as ultimas a ser consumidas...) há que investir em recipientes que permitam acondicionar em perfeitas condições os alimentos.

E como é que eu preparo os legumes e a fruta? Depende dos legumes e da fruta, mas vou tentar explicar para os mais comuns, ou pelo menos para aqueles que consumimos mais nos últimos tempos. Nada disto invalida que se congelem legumes para mais tarde. No entanto, como ultimamente só tenho mesmo abóbora congelada, e tudo o resto compro apenas para a semana - e chega-me fresco todas as semanas, não tenho excesso para congelar.
De uma maneira geral, assim que chega o cabaz, ou que venho das compras preparo logo todos os legumes. Está sempre tudo depois disponível e pronto a usar.

Alface e rúcula - Lavo bem, folha a folha para retirar toda a terra e preparo as folhas de alface cortando-as com as mãos . Seco bem, num secador de saladas e guardo depois na tal saladeira Borner a vacuo. De cada vez que quero salada está pronta a consumir. Tiro a quantidade que vou necessitar para a saladeira e deixo a restante dentro da saladeira a vacuo até à próxima utilização.

Tomate cereja - lavo-os bem e seco-os num pano de cozinha lavado. Guardo-os depois numa caixa de vidro hermética. É só tirar e comer.

Feijão verde - Lavo, retiro as pontas e o fio (se for caso disso) e corto ao meio. Deixo secar num pano de cozinha lavado e guardo num saco com fecho (dos tais do IKEA)

Couve coração, lombarda ou couve roxa - Com uma mandolina ou faca afiada corto bem fininho. Lavo depois em água abundante e deixo secar bem num escorredor e depois num pano de cozinha. Guardo separadamente em sacos com fecho e vou usando consoante as necessidades, seja para salada ou para a sopa.

Batatas - Descasco as batatas que necessito para os acompanhamentos/refeições da semana e guardo-as numa caixa plástica bem cobertas de água e tapada, e já cortadas de acordo com aquilo que vou fazer (em rodelas ou palitos ou cubos...) Depois é só escorrer a água e usar normalmente.

Cebolas - Podem ter sempre algumas cebolas já descascadas , picadas e até cortadas em rodelas no frigorífico para simplificar as refeições da semana. Guardo normalmente em caixas de vidro herméticas, e não convém ter cebolas preparadas para muito tempo.

Alhos - Descascados podem ser guardados em azeite, ou numa caixinha de vidro hermética no frigorífico.

Alho Francês - Corto em rodelas e lavo-o bem para retirar todas as impurezas. Deixo a escorrer num escorredor e depois coloco num pano de cozinha limpo. Guardo num saco com fecho ou em caixas de vidro herméticas.

Brócolos e Couve flor - Separo em raminhos. Lavo bem e deixo a escorrer. Seco com um pano e depois guardo em sacos com fecho. Se for para fazer “couscous” de couve flor, pico logo no robot de cozinha e guardo já picada e pronto a ir para a frigideira numa caixa de vidro hermética.

Cenouras - Lavo-as e descasco todas. Guardo depois num saco com fecho e vou usando consoante as necessidades.

Courgetes - Se for cozinhar alguma coisa com elas durante a semana - preparo-as logo da maneira que as quero usar e guardo numa caixa de vidro hermética. Se for apenas para a sopa corto-as em quadrados e guardo num saco com fecho juntamente com os restantes legumes para essa sopa, de maneira a ser apenas colocar na bimby e juntar sal e água.

Cogumelos - Só os lavo e corto mesmo antes de preparar.

Pimentos - Lavo e corto em tirinhas. Guardo numa caixa de vidro hermética e estão prontos a usar.

Tomate e pepino - São dois legumes que, por serem mais sensíveis só os lavo e preparo mesmo antes de utilizar. Não aguentam muito tempo preparados e perdem muito líquido, apodrecendo/murchando preparados numa caixa.

Morangos - Lavo-os bem e deixo-os a secar num pano de cozinha lavado. Retiro o pé e coloco-os depois numa caixa de vidro hermética. Estão prontos a comer.

Mirtilos e Cerejas - Lavo, seco e coloco numa caixa de vidro hermética para estarem prontos a comer.

Melancia, Melão, Meloa, Ananás - Descasco e corto em cubos e guardo numa caixa de vidro hermética.

As restantes frutas estão normalmente na fruteira ou no frigorífico para serem consumidas normalmente.


Alguma fruta ou legumes mais comum que me tenha esquecido de falar? Outras sugestões ou ideias?

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Sobre a minha Cozinha


Há muito que andava a necessitar de dar uma volta à minha cozinha. O espaço é grande, tem imensa arrumação, mas, se de vez em quando não nos dermos a este trabalho de dar uma volta às coisas, de reorganizar, de adaptar, de destralhar, ordenar e limpar, é muito mais difícil de nos orientarmos.

Como já aqui falei, tenho lido muitas coisas acerca do método KONMARIE, (Marie Kondo), e tenho adaptado a algumas coisas aqui em casa. Não acho que seja tudo aplicável - pelo menos para mim não é - mas acho as sugestões e dicas muito interessantes. Na verdade trata-se de ter à nossa volta e nas nossas casas, as coisas que nos fazem felizes - seja roupa, objetos e até recordações - e destralhar ao máximo, principalmente as coisas que já não nos dizem nada. De que vale acumular toda a roupa e sapatos que tivemos, quando sabemos que nunca mais vamos utilizar mais de metade. De que vale agarrarmo-nos a roupas que passaram de moda, que nunca mais nos vão servir, ou que simplesmente não nos ficam bem... A Marie Kondo começa sempre por reorganizar a roupa e daí vai-se passando a outras coisas. Além da parte de nos desfazermos de coisas, há também uma parte muito interessante acerca de manter tudo organizado e arrumado. Na roupa gosto imenso, nas outras coisas, depende... Se gostam do tema, deixo-vos a sugestão de procurarem mais informação na internet ou de comprarem os livros dela.

Mas adiante!
Depois de ter começado com a roupa dos miúdos, passei para a minha - não que houvesse muito para destralhar, que eu não me apego assim muito a roupa e além disso já o tinha feito quando mudamos de casa - e foi mais uma questão de reorganizar.
Mas havia outra coisa que andava a precisar de uma volta. A minha cozinha.

Não que estivesse demasiado desorganizada, que não estava, mas havia coisas que precisavam de ser mais funcionais, e principalmente havia coisas a tirar. A minha ilha estava a ficar atafulhada. Cheia de mil e uma coisas e utensílios, quando na verdade não usava nem metade deles. Era uma prioridade tornar a ilha mais “leve”, com menos coisas, e tornar mais “clean” zona que por aqui chamamos a zona dos pequenos almoços, e onde está a torradeira e a máquina de café.

E como estava com a mão na massa, aproveitei para dar uma limpeza à gavetas das especiarias, ao armário dos frascos de vidro, e ainda reorganizar as gavetas dos têxteis de cozinha.
E, como me andam sempre a pedir dicas de organização da minha cozinha, achei pertinente juntar tudo num só post.



A minha ilha de cozinha é onde está a placa (fogão). Sempre cozinhei a gás, mas quando estávamos a fazer as obras desta casa, uma das coisas que decidimos de imediato é que não íamos ter gás. Para mim o problema de cozinhar não se punha, porque há muito que queria uma placa de indução. E não me arrependo nada. Mas como estava a dizer, na ilha é onde está a placa, sendo que tudo o resto é espaço de bancada e de balcão de refeições.

A arrumação da ilha consiste num módulo de gavetas - onde guardo as especiarias e outras coisas que gosto de ter sempre à mão: balança de cozinha, colheres medidoras, mandolina, ralador de queijo, rolos de papel de alumínio, película aderente, papel vegetal, sacos de congelação, e outras inúmeras coisas. Em algumas gavetas tenho pequenos cestos/divisórias de plástico, que já tinha desde a outra casa, e que ajudam a manter as coisas organizadas por categorias nas gavetas. (E acaba por bater certo com o método da Marie Kondo). Tenho também uma gaveta para aventais e luvas de cozinha.



Além do módulo de gavetas, há dois enormes gavetões, mesmo por baixo da placa onde estão guardadas as panelas, os tachos, as frigideiras, a panela de pressão, o wook, o grelhador de fogão,  a chapa de grelhar, escorredores, tacho de ferro fundido, acessórios da Bimby...e tudo o mais que necessito para cozinhar. Na gaveta de cima tudo o que uso com mais frequencia, assim como os tachos mais pequenos e de uso mais comum, e na gaveta de baixo as coisas que uso com menos frequência e os tachos e panelas maiores.



Finalmente, numa das outras “pontas” da ilha há um pequeno módulo onde guardo os restantes condimentos para cozinhar: sal, azeite, vinagre, molho inglês, picante, molho de soja, molho de peixe, óleo, ....

Mas a principal desordem estava em cima da ilha. Quando cozinho, gosto de ter as coisas que vou necessitando à mão. Então havia inúmeros recipientes cheios de facas, colheres e outras talheres, utensílios como espátulas, pincéis, batedores, ... E havia ainda um daqueles cepos onde se guardam facas, mas cujas facas não cabiam nos respetivos locais uma vez que já são outras facas...

A decisão foi tirar tudo e separar. Ficar só com as facas que realmente uso, e não com as que estão só a fazer número, e que não gosto. E o mesmo para tudo o resto. Porque havia coisas que estavam só ali por estar, porque eu nunca as usava porque não gostava delas. Se ia lavar a minha faca preferida em vez de tirar outra faca, não havia justificação para ter ali coisas que não estava a usar. Ou seja: passei de 5 recipientes cheios de coisas para 3. E retirei o cepo das facas que não fazia sentido. E de imediato ganhei espaço de banca na ilha e esta ficou muito mais leve.
Primeiro ponto estava tratado!



Depois foi a vez de passar para a zona dos pequenos almoços: na ponta da bancada de cozinha encostada à janela estava a torradeira e a máquina de café e ainda um tabuleiro onde estava a manteiga e o café e sempre uma data de coisas sempre à vista e que tornavam o espaço qianda que arrumado sempre com ar de “desordem”. Solução: Retirar esse tabuleiro de tralha e arranjar uma maneira de poder continuar a ter essas coisas à mão, mas sem se verem. Foi só preciso reorganizar o armário mesmo por cima deste local da banca para ficar com a prateleira disponível. Mais uma vez as coisas continuavam à mão mas agora “escondidas”. Ganhei espaço na bancada, pois além de ter tirado o tabuleiro, mudei a posição da torradeira e ainda despachei para outro lugar uns livros de cozinha que estavam a ocupar algum espaço.
Segundo ponto tratado.

Mas depois, no meio disto tudo acabei por continuar a “destralhar”. Passei para as gavetas dos panos de cozinha, e separei os mais velhos e gastos - para usar na churrasqueira - e deixei ficar os restantes. E aproveitei para dar uma volta no meu armário de canto, onde tenho a grande maioria das minhas louças. (Não dei nenhuma, porque todas me dão grande alegria!), bem como no armário onde guardo as formas e tabuleiros de bolos.



O resto da cozinha não tinha nada para alterar. Os armários despenseiros, desde que lhes dei a volta por altura do natal que estou bastante satisfeita com o resultado e é simples mantê-los organizados e arrumados.
E os locais onde guardo a restante louças - como pratos, copos e chávenas, também mantêm desde sempre a sua ordem natural, pelo que não era necessário fazer nada.

Convém no entanto frisar que esta cozinha foi pensada para ter imensa arrumação. Ale´m dos armários feitos à medida, tenho ainda um louceiro antigo, e um outro móvel de arrumação. Tudo isto foi pensado para que toda a louça, talheres e afins, estivessem num espaço só, e não espalhados por aparadores entre cozinha e sala de jantar. Tanto que na nossa sala de jantar só existe mesmo um pequeno móvel bar (uma antiga cristaleira) com copos e bebidas, e um aparador pequenino onde guardo a minha colecção de louça natalicia, porque só a uso um pequeno periodo por ano, e faz sentido estar noutro local.

E também faz sentido para nós ter toda a louça concentrada num só espaço, porque quase todas as nossas refeições a sós ou com amigos e restante família se fazem na cozinha, que é ao mesmo tempo sala de refeições. E é por isso que o espaço e a organização do mesmo foi pensada assim.

(Tenho mais louça para uso na churrasqueira, no jardim, mas isso poderá ser tema para um outro post, até porque é também por uma questão de se tornar mais pratico que optamos por isso, uma vez que a cozinha não dá para o jardim e é preciso subir um andar inteiro com toda a louça e acessórios, de todas as vezes que quisemos comer no jardim!)


E assim se organiza a nossa cozinha. Alguma coisa que não tenha falado e que gostassem de saber mais? Como fazem em vossas casas? Vão retirando as coisas que não usam, ou são mais de acumular? Também gostam de reorganizar as coisas? Outras dicas e sugestões úteis?

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Arrumação e Roupas no Quarto dos Miúdos


O calor começa a chegar e é tempo de reorganizar a roupa dos miúdos. Ir buscar a caixa da roupa de verão do Zé e ver o que dá para aproveitar do ano passado. Ir buscar a caixa das roupas de verão mais pequenas do Zé já guardadas, para voltar a lavar e ter tudo disponível para o António.
Retirar a roupa de inverno. Separar a que o António já não vai vestir, lavar e guardar na respetiva caixa. Guardar a que já não serve ao Zé para depois o António vestir.
Aproveitar esta tarefa e arrumar - mais ou menos segundo o método KonMarie (saibam mais e vejam os videos no YouTube!) 
Descobrir que se tem muito mais espaço do que contávamos, porque este método maximiza o espaço que temos. Conseguir assim visualizar muito mais facilmente a roupa disponível e mais facilmente perceber o que é necessário comprar (O Zé precisa de calças e o António de mais T-Shirts de manga comprida). 

Foi quase um dia inteiro para conseguir organizar tudo, mas fiquei mais do que satisfeita com o resultado final. Se acho que o método de guardar a roupa deles, por idade e/ou estação em caixas de arrumação devidamente identificadas não poderia ter sido o mais correto e o mais prático. Sempre que muda a estação ou a idade, e é preciso de ir buscar roupa antiga do Zé para o António, basta pegar na caixa correspondente, e nada de andar a virar sacos ou gavetas ou caixas desorganizadas. (Abençoado o dia em que pela primeira vez arrumei a roupa do Zé pequenino e decidi logo arrumar tudo separado e organizado. Mal sabia eu o jeitão que isso ia dar!) Já aqui tinha falado sobre a roupa deles e as caixas de arrumação.

E desde que me dediquei a organizar as roupas segundo o método KonMarie - da Marie Kondo, que percebi que tenho ainda mais espaço, e que é muito mais simples decidir o que lhes vestir, porque tenho logo uma visão de tudo assim que abro as gavetas.
Optei por continuar a organizar alguns itens mais pequenos nos separadores de gavetas - como as meias, as cuecas, os pijamas e os interiores.

No entanto, a restante roupa está agora devidamente dobrada, separada por categorias nas gavetas. Tanto na cómoda do António, como na cómoda do Zé. As camisas e os casacos de inverno assim como alguns fatinhos de 1 peça do António continuam pendurados no armário. Mas tudo o resto está separado na cómoda.
Cada um deles tem no seu quarto 1 cómoda de 4 gavetas.
Optei por ter a primeira gaveta para interiores, meias, calções de banho, chapéus/gorros e cachecois e no caso do António as fraldas.
A segunda gaveta tem os pijamas, e roupa mais de “casa” como calças de fato treino e afins.
Tanto a primeira como a segunda gavetas, nos dois casos, têm mesmo assim a roupa separada em separadores próprios.
Na terceira gaveta há 4 filas de roupa: calções, t-sirts, polos e t-shirts de manga comprida, calças
Na quarta gaveta há camisolas, polares, polos de manga comprida, casacos de malha. sweats de capuz.... - em ambas as gavetas estão tanto agasalhos para dias mais frescos de verão como coisas de outono/inverno que vão estar a uso na próxima estação. 

Optei por agora só passar a guardar a roupa que deixa de servir, porque com esta organização tenho mais espaço nas gavetas e não preciso assim de estar todas as estações a por e a tirar roupa. Quando a estação voltar a mudar, saberei exatamente quais são as faltas para o Zé e, depois de acondicionar a roupa antiga lavada que era do Zé para agora o António usar, saberei logo se necessito ou não de comprar mais alguma coisa.


E por aí? Como fazem esta gestão e organização da roupa dos miúdos?

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Cantinho das Aromáticas


Era um dos meus “desejos”. Além de ter galinhas, era ter um pequeno cantinho com ervas aromáticas, para poder usar nos meus cozinhados.
E muitas perguntas me têm feito acerca das minhas ervas aromáticas. Se as semeei todas, se comprei em vasos, como as “trato”...
Como sabem eu não sou grande jardineira, nem tenho grande jeito para tratar de plantas, mas vou-me esforçando, e o que é certo é que não me tenho saído muito mal na questão das aromáticas.
Já num post anterior tinha explicado mais ou menos como fiz. Aproveitamos um canteiro que já existia no jardim e colocamos um pouco de substrato. Cobri depois com tela e casca de pinheiro.
Tirando a salsa e os coentros, que vou semeando (a partir das próprias sementes que deixo secar e guardo), tudo o resto foi plantado a partir de vasos de aromáticas - daqueles que se compram em qualquer supermercado. Ficam já a saber que se dão lindamente em vasos e não são apenas para durar uma semana em casa...
No meu caso, e como a Aromáticas Vivas costuma oferecer vasos das suas ervas aromáticas para distribuir pelos participantes de alguns dos meus workshops - e envia também alguns para eu usar em workshops - a maioria das ervas aromáticas que eu plantei, foi a partir dessas mesmas plantas. E há que notar  que estas ervas aromática são biológicas.
Tirando o tomilho que eu já tinha, oferecido há muitos anos atrás pela minha avó Cila e que viveu vários anos num vaso na minha casa antiga, e que gostou muito de ser passado de um vaso para a terra e cresceu a olhos vistos, todas as outras ervas, vieram pequeninas num pequeno vaso e agora, algumas ao fim de quase dois anos, é o que se vê.
Além da chuva - rega natural - regamos normalmente as plantas quando regamos o resto do jardim, o que acontece só quando o verão e o calor começam. Até lá, e estando na rua, a humidade e a chuva têm sido suficientes.
Claro que vou apanhando ervas consoante as minhas necessidades, e a salsa e os coentros vou semeando algumas vezes. Mas se deixar-mos estar a semente, ela vai caindo e dando com alguma regularidade.
No entanto fiz três coisas erradamente que agora estou a tentar retificar.
A primeira foi semear a salsa e os coentros quase lado a lado. Disseram-me que não o devia fazer, pelo que agora semeei salsa noutro local do jardim e longe das restantes aromáticas. Vamos a ver como corre.
Outra coisa foi colocar a hortelã na terra, juntamente com as outras aromáticas. O que acontece é que estou sempre a arrancar hortelã (tenho 3 variedades diferentes) porque elas são muito invasoras e quando dou conta estão a dominar o canteiro todo. Neste momento coloquei-as em vasos para ver se pegam. Se pegarem vou arrancar toda a hortela que ficou no canteiro das aromáticas. A ver se assim as consigo controlar.
A terceira coisa que fiz mal - e aqui se vê como sou apenas uma curiosa da coisa - foi deixar ficar o manjericão na rua durante o inverno. É muito delicado e não aguenta o frio. Tenho plantado um novo todo o início de primavera. Este ano já plantei um novo, mas a ver se quando o frio voltar, ou lhe faço uma pequena estufa no canteiro, ou se o coloco num vaso dentro de casa... Ainda atentar ver qual a melhor opção.

A propósito de hoje ser o Dia Mundial da Hipertensão , a Aromáticas Vivas desafiou-me a fazer uma receita em que se abusa das ervas aromáticas como tempero para se reduzir o consumo de sal (podem ver a receita hoje no blogue As Minhas Receitas) e enviou-me umas variedades novas  - e outras como a salva que eu ainda não tinha - que eu aproveitei para colocar no meu cantinho das aromáticas.
Passei portanto uma parte de sábado a tratar do meu canteiro das aromáticas. A limpar, a semear salsa e coentros, a plantar o novo manjericão, a salva, a salva ananás e a mostarda. E a tentar limpar o canteiro das maravilhosas mas “demoniacas” hortelãs.
Neste momento, o meu cantinho de aromáticas tem, além de salsa e coentros:

  • Tomilho
  • Tomilho limão
  • oregãos
  • poejos
  • cebolinho
  • hortelã chocolate
  • hortelã menta
  • hortelã ananás
  • erva principe
  • malagueta
  • salva
  • salva ananás
  • manjericão
  • rucula
  • stevia
  • alecrim

E só porque hoje é o Dia Mundial da Hipertensão, e nem todos sabem usar ervas aromáticas nos seus cozinhados, deixo uma pequena lista de usos para as diferentes ervas, para que não tenham receio de arriscar e assim também consigam ficar mais sensibilizados a reduzir o consumo excessivo de sal (e até de açúcar) na vossa alimentação.

Tomilho: Delicioso com cogumelos salteados, carne de porco ou frango assado e em bolos de limão

Tomilho Limão: No leite creme, em carnes assadas como frango, em marinadas para dar sabor

Oregãos: Polvilhar oregãos frescos em massas e pizzas e também em legumes no forno e em pão de alho

Poejos: No ensopado de borrego e em sopas alentejanas e na sopa de tomate

Cebolinho: Adoro nas omoletes ou nos ovos mexidos, e fica delicioso com salmão fumado e queijo creme e em maioneses e saladas frescas

Hortelã chocolate e hortelã ananás: Nas sobremesas para decorar e dar cor e sabor e nos sumos naturais e limonadas

Hortelã Menta: Nas bebidas como a sangria, mas também em sumos naturais de ananás e na limonada. Nas sobremesas. Na salada de couve com maçã e hortelã. Como molho para acompanhar borrego. Adoro uma pernada na canja de galinha.

Erva principe: Uso essencialmente para chá e refrescos durante os meses de verão

Salva: Como tempero de bifes de frango ou até de carne de porco

Manjericão: Para fazer pesto. Com a salada de tomate. Em limonada ou sumo natural de meloa ou morango. Nas sobremesas  - mousse de limão com manjericão por exemplo. Para sobremesas, massas e pizzas. Casa lindamente com queijo mozarella.


Alecrim: Para temperar carnes de porco ou frango. Para assados de carne ou legumes.

Quais as vossas ervas aromáticas preferidas? Usam muito ou pouco? Têm em casa, na varanda, jardim ou parapeito da janela?

terça-feira, 16 de maio de 2017

#2 Planeamento das Refeições da Semana


Mais uma semana que começou, e mais um frigorífico com preparado e devidamente acondicionado para que os jantares semanais decorram sem demais preocupações.
Depois da ementa semanal definida e das compras feitas, ontem - segunda feira - de manhã, foi altura de pré-preparar tudo!

Ementa Semanal:

2ª feira: Caril Rápido na Frigideira de Filetes e Ervilhas + Arroz Basmati + Salada (jantar)
3ª feira: “Empadão” Gratinado de Carne Picada e Couve flor + salada (jantar)
4ª Feira: Peito de Frango Marroquino Grelhado + Salada de Couve, cenoura e Maçã  + batata doce assada (almoço)
Polvo À Lagareiro (com batata)  + salada (jantar)
5ª feira: Espetadas de Porco com Tomate cereja, Pimentos Padron e Cebola + espargos salteados + arroz (jantar)
6ª feira: Misto de Porco Preto no Churrasco + Pimentos de padon salteados + salada variada + batatas temperadas no forno + ananás grelhado


(Se, tal como eu, tem as coisas congeladas, deixe a descongelar de véspera no frigorífico).
Comecei por colocar o polvo a cozer. Enquanto o polvo cozia, descasquei e preparei os legumes para a sopa e não só: descasquei a batata doce e cortei-a em pedaços assim como a cenoura. Cortei a courgete com casca em pedaços, e preparei a couve flor em raminhos. (A abóbora tenho congelada em cubos e foi só tirar uns quantos). Cortei também a couve coração em juliana fina e lavei bem, e preparei os espargos para cozer a vapor.

No copo da Bimby coloquei os ingredientes para a base da sopa: cenoura + batata doce + couve flor + courgete + abóbora. Na parte de cima da mesma - o cesto de cozinhar a vapor (Varoma) -coloquei metade da couve em juliana para a sopa, e no outro tabuleiro os espargos. Liguei a Bimby.
Entretanto coloquei a outra metade da couve em juliana já lavada e bem seca numa caixa de vidro hermética, e juntei 1 cenoura ralada (acompanhamento de 4º feira ao almoço - depois só é necessário juntar a maçã ralada e temperar antes de ir para a mesa). Cortei o peito de frango em tiras grandes e temperei com sal, sumo de limão e 1 colher de sopa de tempero marroquino (Ras al Hanout). Guardei numa caixa hermética de vidro no frigorífico assim como a salda de couve. (Quarta feira bastará grelhar o frango e assar um pouco de batata doce, e acabar a salada)

Temperei depois a carne de porco em cubos com vinho branco, sal, pimenta, louro, massa de pimentão e alho picado (jantar de quinta feira). Coloquei também numa caixa de vidro hermética e guardei no frigorífico. (Na quinta feira só será necessário “montar” as espetadas e grelhar)
Preparei também a alface - lavei, arranjei e sequei bem - e guardei-a depois pronta a comer num recipiente próprio, da Borner, ao qual se retira o excesso de ar, e que permite que a salada fique em perfeitas condições até a final da semana. É só retirar para a saladeira, temperar e comer.
Entretanto a sopa ficou pronta. Foi só retirar os espargos (acompanhamento de 5º feira) para uma caixa de vidro hermética e regar com um pouco de azeite, temperar de sal e guardar no frigorífico.
Triturei a sopa e misturei a couve também já cozinhada. Coloquei-a também numa caixa de vidro e é só guardar no frigorífico.

A outra metade da couve flor, que não tinha ido para a sopa, cozi a vapor  - agora no microondas com a Micro gourmet (porque não valia a pena ligar novamente a Bimby só para cozer a vapor) e cozi-a a vapor para fazer o empadão. (Jantar de 3º feira).
Enquanto a couve flor coze a vapor no microondas (super rápido e pratico), preparo as batatas em quartos para assar com o polvo À lagareiro e guardo-as num recipiente com água no frigorífico. Preparo também, num tabuleiro pirex a mistura para depois de cozer colocar o polvo: alhos laminados, louro, cebola em meias luas e generoso azeite.

Tempero depois o filetes de pescada (jantar de segunda feira) com sal e pó de caril e pico uma cebola. Levo uma frigideira ao lume com azeite e a cebola e deixe refogar um pouco. Junto depois os filetes temperados, um pouco de leite de coco, ervilhas e tapo deixando cozinhar em lume brando.
Entretanto a couve flor está cozida. Retiro e trituro até estar em puré e tempero com um pouco de sal, pimenta e noz moscada. À couve flor em puré misturo a carne bolonhesa que já tinha sido feita há algum tempo e estava congelada em caixinhas pronta a usar. Misturo bem e acrescento também um pouco de queijo ralado. Coloquei depois num prato de forno, cobri com um pouco mais de queijo ralado e cobri com película aderente antes de guardar no frigorífico. (Jantar de terça feira)

Entretanto o polvo já estava cozido, retirei da água de cozedura, separei os tentáculos e coloquei no tabuleiro com o azeite, alho, cebola e louro. Envolvi bem e juntei umas pedrinhas de sal. Tapei e guardei também no frigorífico. (Na quarta feira ao jantar é só colocar no forno para assar e pré cozer as batatas antes de as juntar ao polvo).
Lavei uns tomates cereja que guardei numa caixinha para estarem prontos a comer pelos mais pequenos que adoram!

Assim que os filetes estão prontos guardo-os também num recipiente no frigorífico. (Jantar de segunda feira)
Fiz também um tacho de arroz (jantar de segunda feira) que guardo numa caixa hermética até porque provavelmente dá para acompanhamento de outra refeição durante a semana, e ainda fiz um bolo que cozeu enquanto acabava de arrumar a cozinha e lavar a louça.
Na quinta feira à noite deixo a descongelar a carne para o jantar de sexta feira.
Cerca de 2 horas de cozinha “a todo o vapor” e tudo encaminhado para refeições nutritivas e completas para toda a semana.

Obviamente que durante a semana vou ter de voltar a fazer sopa - lá para quarta ou quinta feira. E que há fruta aqui em casa a todas as refeições.

Notas: 
Devidamente acondicionado a comida pré-preparada aguenta perfeitamente 3 dias. Não estamos a falar de alimentos com maior risco de se estragarem, como marisco, por exemplo.
A carne temperada aguenta provavelmente até mais tempo, principalmente a carne de porco - e se repararem é o que vai mesmo estar mais tempo no frigorífico até ser preparado. Carnes assadas ou grelhadas ficam sempre mais saborosas se marinarem durante algum tempo - dias até. Até os filetes de pescada ou de outro peixe podem ser temperados com 1 ou 2 dias de antecedência.
A salada, desde que bem seca, e numa caixa ou saco hermético aguenta quase uma semana.
De uma maneira geral, comemos tudo acabado de fazer - o que eu opto por fazer (e isto é a minha forma de organizar e que funciona maravilhosamente cá em casa) é ter tudo adiantado, de forma a ser apenas colocar no forno, na panela... Há algumas coisas que já estão preparadas - esta semana é o caso do empadão - mas preparo na segunda para comermos na terça. E essa é uma questão que tem de ser pensada quando preparam a ementa e se organizam assim... deixara para “mais tarde” as coisas que sabem que aguentam mais tempo. Se fizer peixe assado, por exemplo, e estiver congelado ,retiro-o apenas na véspera do dia em que vou assar. Não me ocorre ter o peixe 3 dias no frigorífico para assar até porque o peixe é mais delicado. No caso da carne ganha em sabor por estar temperada alguns dias no frigorífico - a vinha de alhos. 
E os filetes temperados de um dia para o outro ficam muito mais saborosos do que quando não têm tempo de marinar.


Por aqui faz-se assim. Mais alguém já se rendeu? Ou não gostam de “pré- preparar” as coisa e preferem fazer tudo do início todos os dias?

terça-feira, 9 de maio de 2017

Onde estão os brinquedos? Arrumar e Organizar


Eu sou uma pessoa que gosta de ver tudo organizado e arrumado. Aliás, eu sou uma pessoa que gosta de organizar e, consequentemente arrumar.
Estou sempre a referir que, mudar para uma casa maior trouxe-me mais espaço para conseguir ter cada coisa arrumada num local específico, sem necessitar de ter tudo atafulhado. Mas para isso também é necessário, aos poucos e poucos ir “destralhando” e não deixar acumular.
Quando se tem duas crianças ainda pequenas e, em relação aos  brinquedos, isto parece uma tarefa quase impossível.

Os meus filhos, apesar de a mãe e o pai raramente lhe comprarem brinquedos, têm uma bela de uma colecção, oferecida pelos avós, tios e os nossos amigos. E como outras crianças acabam a ter coisas a mais e algumas repetidas. O ano passado aproveitamos o natal para oferecer brinquedos a instituições, a maioria novos ou quase novos e ainda nas caixas de origem - alguns porque não tinham talão de troca, mas ainda bem porque certamente que puderam fazer alguns miúdos felizes. Depois do natal ficamos também com novos e demasiados brinquedos por aqui. Eu e o Miguel, no meio de tanta coisa, e entre presentes abertos em casa dos avós maternos e paternos e ainda outros cá em casa, optamos por guardar uma grande parte desses brinquedos ainda por abrir. De vez em quando, lá vem um, e é uma alegria, porque é uma coisa nova, com a qual estão entretidos durante algumas horas porque é uma novidade.

Outra coisa que fazemos é ir “rodando” os brinquedos entre vários espaços. Os meus filhos ainda são pequenos (19 meses e 3 anos e meio) e portanto não brincam longe da nossa presença. É impossível eu estar na sala ou na cozinha, e eles a brincarem no quanto, no andar de cima e muito menos no sótão. Portanto há uma “station” de brinquedos na sala, há brinquedos no sótão, e há brinquedos numa caixa na garagem para brincar no jardim. O que acontece é que vamos mudando esses brinquedos para irem brincando com coisas diferentes em diferentes espaços, adaptando as brincadeiras aos brinquedos que têm disponíveis.

No nosso caso específico, não guardamos grandes brinquedos nos quartos deles. Apenas livros, arca/caixa onde habitam alguns peluches e bonecos, e um ou outro carro ou brinquedo mais “preferido”. 

Se no sótão e na garagem(jardim) é relativamente simples manter os brinquedos em caixas/cestos, na sala de estar/jantar - a que eu chamo de sala de família -  não é tão simples, porque além de um espaço onde eles possam brincar à vontade, também é um espaço onde recebemos a nossa família e os nossos amigos, e é um espaço que gostamos de ver arrumado e organizado. 

Queríamos uma solução onde os brinquedos estivessem ao dispor dos miúdos, mas ao mesmo tempo que nos permitissem ter uma sala cuidada e organizada, que fosse uma solução rápida de arrumar, e que também teria de permitir ter várias coisas de forma a não termos de andar constantemente a ir buscar brinquedos a todo o lado, até porque é aqui que brincam mais regularmente durante a semana.
Tivemos várias soluções, desde 1 caixa/cesto só com imensos brinquedos, desde vários cestos juntos, mas que parecia sempre tudo desorganizado.... Até que compramos um móvel/aparador (sim, não é preciso dizer que é do IKEA!) que colocamos atrás do sofá e que tem com 8 divisórias. Quatro onde estão cestos cada um com uma categoria de brinquedos: legos, jogos, carros, instrumentos musicais. As restantes 4 divisórias têm livros, uma caixa com carrinhos pequenos, a mala de médico e a garagem dos carros. Está tudo devidamente encaixado e fica com um aspeto organizado e arrumado quando eles não estão a brincar. O mais velho, já sabe brincar e arrumar no final - muitas vezes também com anosa ajuda -  e já sabe que cada caixa tem um determinado tipo de brinquedos como na escola. O mais novo é ainda muito pequenino para isso, mas vai ajudando arrumar. O móvel é aberto para que seja mais fácil eles brincarem quando querem, sem necessitarem de nos chamar para abrir, ou chegar aos brinquedos.

De tempos a tempos vou substituindo os livros, os jogos e outros brinquedos. Trago alguns do sótão e levo estes para cima, e eles parecem gostar de ir recordando alguns brinquedos, e parece que não os vendo todos os dias, tiram mais partido até de algumas brincadeiras.
Mas claro, de vez em quando lá tenho eu de ir buscar um determinado carro ou jogo que se lembram... mas de uma maneira geral é raro acontecer. (Acontece mais com livros do que com brinquedos!)

Assim, consigo um espaço que agrada a todos, e que dá todo o sentido à nossa sala de família.



E vocês? Como fazem?

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Sofás Estofados e Prateleira com Arte Infantil


Depois de muito ponderar lá nos decidimos a dar também uma nova vida aos sofás dos anos 50/60 em napa verde que herdei dos avós. Este não era um trabalho para nós. Além de necessitarem de ser estofados, os dois sofás individuais também necessitavam de um jeito nos pés de madeira e de uma reparação nas molas dos acentos, que não os tornava muito confortáveis.

Atualmente este tipo de serviço custa quase tanto como comprar uns sofás novos. No nosso caso acho que conseguimos um preço bastante simpático - face a outros preços que nos indicaram - e foi uma empresa de Pombal que fez a este trabalho. Sim, com o valor que pagamos poderiamos facilmente ter comprado uns sofás novos em locais como o IKEA, e há que ponderar se vale ou não a pena mandar arranjar. No nosso caso, além do valor sentimental, era inequívoca a qualidade dos sofás, pelo que avançamos. Não me arrependo nem um bocadinho, pois acho que ficaram maravilhosos e parecem efetivamente sofás de “qualidade”.

A ideia sempre foi mandar arranjar/estofar e colocá-los na nossa sala de estar. E agora cá estão eles. 
Finalizamos a decoração com umas simples almofadas que já havia cá em casa. Tanto umas como as outras são da KASA, do Continente, sendo as que têm a frase me custaram 1,75€ /cada (as capas) numa promoção.
E aproveitei a “desculpa” dos novos sofás para continuar com as decorações da sala. Na parede por cima do local onde colocamos os sofás - que estava completamente sem nada -  está agora uma simples prateleira do IKEA (Mosslanda - http://www.ikea.com/pt/pt/catalog/products/40291766/#/90292103). 

Decidimos decorar a prateleira com algo muito simples. Os primeiros trabalhos que o Zé Maria fez na escola: o desenho da família que me deu no dia da mulher, e o desenho do pai, que ofereceu no dia do pai. Além de outras pequenas coisas que já cá existiam em casa. 
A escolha pode não agradar a todos, mas faz sentido para nós. É a nossa “sala de família”. E, a seu tempo também o António terá os seus trabalhos expostos. Não vamos obviamente fazer isto com tudo o que eles trazem da escola, mas há um encanto com estas primeiras coisas que foram, efetivamente, feitas por eles. Acho que no contexto funciona bem, e adoro o nosso novo cantinho na sala, que, apesar de ainda não estar “completa”, vai ganhando vida e caracter aos poucos. E sim, é a nossa cara.


Espero que gostem da sugestão, e que vos inspire. 
E já agora também têm trabalhos dos vossos filhos expostos?