sexta-feira, 22 de julho de 2016

Pão nosso de cada dia e sempre à mão




Já aqui falei dezenas de vezes que cá em casa são poucas as vezes que compramos pão. Não que não se coma bastante, mas porque prefiro, por vários motivos, o pão que fazemos em casa. Um dos motivos é mesmo este, de podermos saber o que leva o nosso pão. Pão é farinha, água, sal e fermento. Todos os aditivos extras que vemos habitualmente no pão (a não ser quando conseguimos comprar verdadeiro pão de fabrico artesanal) são completamente dispensáveis.
Depois porque com a receita certa, fazer pão é a coisa mais simples do mundo, e podemos ir alterando ao nosso gosto pessoal.
Cá em casa, as torradas, sempre ganharam ao pão fresco. E temos sempre preferência por pão de fatia, do que o habitual papo-seco (ou bico ou carcaça ou bijou....)
Durante alguns anos, a máquina de pão foi usada e abusada. Até que um dia descobri a receita que mudou a minha vida.
Nunca mais fiz outra receita de pão. Gostei tanto desta receita que a faço pelo menos duas vezes por semana, e vou apenas variando a segunda farinha: uma vez é com farinha de centeio, outra com farinha integral, ou trigo sarraceno ou ainda espelta, ou aveia ou germen de trigo. Pode ou não levar sementes e até já experimentei colocar nozes. Sempre com a mesma receita e sempre a variar no pão. 
Quem me ensinou esta receita foi a Titá, e é por isso que para mim será sempre o pão da Titá, e é com esse nome que aparece no blogue “As Minhas Receitas”. E sou de tal maneira fã, que tinha mesmo de colocar esta receita no último livro, já com algumas pequenas alterações e simplificações que tornam a receita ainda mais simples e rápida. (Tal como a partilho aqui)
A receita fica bastante económico, principalmente se evitarem as farinhas mais dispendiosas (como a espelta e o trigo sarraceno), e não demora mais de 2 minutos a preparar. Depois é levedar no mínimo 1h, e depois cozer em forno quente cerca de 45 minutos. Aproveito sempre o dia de fazer pão para fazer o jantar ou o almoço também no forno, ou um bolo e assim aproveitar o facto de o forno estar quente.
Depois de arrefecido corto todo o pão em fatias. Deixo algumas no saco de pão para consumir nesse dia e no seguinte, e as restantes fatias congelo porque,  não tendo aditivos nem conservantes, o pão ganha bolores com mais facilidade. Como gostamos dele torrado pela manhã, sai diretamente do congelador para a torradeira.
Quando já estamos nas ultimas fatias é sinal que é altura de fazer mais.
Cá em casa fazem-se em médio 2 por semana!
Quem mais é adepto de pão feito em casa? Como o conservam para ter sempre à mão? 
Se ainda não fazem pão em casa, desafio-vos a fazerem pão para este fim de semana! Tenho a certeza de que vão ficar fãs!

Pão da Titá
Ingredientes:

420g de farinha de trigo normal (sem fermento)
80g de ou farinha integral, ou farinha de centeio ou farinha de trigo sarraceno, ou germén de trigo ou flocos de aveia….
sementes a gosto (opcional)
420ml de água tépida
1 colher de chá de sal fino
1/2 saqueta de levedura seca (cerca de 5g)

Preparação:

Numa taça coloque as farinhas e as sementes, se usar, e misture. Abra uma cova ao centro e acrescente o sal, a levedura seca e a água. Misture tudo com uma colher de pau. - É só misturar durante uns segundos até tudo estar ligado. Não é preciso amassar. (Atenção que a massa fica mole e húmida, mas é mesmo assim). Tape com um pano limpo e deixe levedar pelo menos uma hora  - (pode ser de um dia para o outro).
Ao fim desse tempo ligue o forno a 200ºC e coloque lá dentro também a aquecer ao mesmo tempo um tacho de barro ou pirex com tampa. (Tem de ter tampa! É um pormenor importante!)
Cuidadosamente retire então o tacho quente do forno e coloque no fundo um pouco de farinha. Verta para dentro do tacho a massa, polvilhe com um pouco mais de farinha e tape o tacho com a tampa voltando-o a colocar no forno quente. Deixe cozinhar cerca de 30/35 minutos. (O facto de cozinhar num tacho previamente aquecido e tapado, vai criar a humidade necessária para formar uma crosta, não sendo necessário borrifar o forno com água para criar essa humidade extra!)
Ao fim desse tempo retire a tampa e deixe cozinhar mais uns minutos para ganhar uma crosta mais dourada.
Retire o tacho do forno, desenforme o pão e deixe arrefecer sobre uma grelha antes de cortar em fatias.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Projeto Decorativo Simples, Rápido e Económico



Sempre gostei de decoração e de fazer eu mesma pequenos projetos decorativos. Tenho, ao longo destes anos, mostrado algumas pequenas coisas que vou fazendo e de soluções simples ao alcance de todos que se podem fazer para tornar a nossa casa verdadeiramente nossa, única e pessoal!
Tenho oferecido duas sardinhas da Bordalo Pinheiro. Uma que me ofereceram como presente da nova casa, e outra como presente de aniversário. Ainda não as tinha colocado na parede com medo que caíssem e se partissem, ficando assim arruinadas.
Entretanto descobri a solução ideal. Colocá-las dentro dos quadros Ribba (23x23cm), do IKEA (juro que não me pagam a publicidade!), mas que também podem encontrar noutros locais, como por exemplo no Leroy Merlin.
Bastou cortar um fundo - usei cartolina branca  - e colar a sardinha com uma espécie de fita cola dupla que aguente o peso da sardinha. (Existem no mercado de várias marcas e algumas que até aguentam vários quilos.) Depois é só montar o quadro.
Gosto muito destes quadros com fundo, pois permitem algumas ideias decorativas com objetos que ficam muito engraçadas. Além das sardinhas fiz também um com um pires “vintage” ao qual acho imensa piada e que, na minha opinião ficou muito engraçada e resulta numa decoração diferente, única e original.


Foi também assim que fiz um quadro para o quarto do António, usando desta vez um papel decorado, para colocar um cavalinho em gesso que lhe tinham dado e que eu adorei. 
Estes quadros com fundo são perfeitos para decorar com objetos que nos são queridos: estão também no quarto dos miúdos com as primeiras roupas, a primeira chupeta, a pulseira da maternidade e os primeiros sapatinhos.
Também já fiz para oferecer, com a letra do nome e até com anjinhos da guarda em gesso.


Uma decoração única e muito fácil de fazer. Não acham?

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Organização e Arrumação de Roupas de Casa e Aproveitamento de Espaço


Desde que mudei de casa - e já fez um ano - muitas são as perguntas acerca da questão da arrumação e organização das roupas. Desde que falei sobre o nosso espaço de lavandaria /sala de sujos, que me têm cada vez mais enviado mails para falar acerca da organização da roupa.
Ora bem. Como vos tinha dito, a roupa depois de seca é separada em 4 cestos: a nossa, a roupa de cada um dos miúdos e a roupa de casa. E depois de passada existem também 4 tabuleiros diferentes onde a roupa é colocada. Tudo isto porque simplifica imenso na hora de arrumar. Levam-se assim cada um dos tabuleiros de roupa para o sitio correspondente para arrumar:
  • o tabuleiro com a roupa passada do Zé Maria para o quarto do Zé Maria onde é arrumada, a do António para o quarto do António onde é arrumada, e a nossa para o nosso quarto onde é arrumada.
E a roupa de casa? Na nossa casa antiga - que apesar de ser um t2 tinha imensa arrumação - tínhamos um armário no hall de entrada, em frente à despensa e onde arrumávamos uma parte da roupa de casa, como toalhas de casa de banho, tapetes de wc e passadeiras de cozinha e toalhas e individuais da mesa de jantar. Os cobertores, edredons e roupa de cama eram arrumados no topo do nosso armário no quarto, e também debaixo na nossa cama, que é um sommier com espaço de arrumação. As toalhas e panos de cozinha, luvas de forno, toalhas e individuais de todos os dias estava tudo no armário despenseiro da cozinha que tinha umas belas gavetas e onde cabia tudo isso.
Com a mudança de casa, e com mais espaço de arrumação, toda a roupa de casa passou a ser arrumada numa das divisões do sotão, a que usamos também como quarto de hóspedes.
Nessa divisão  - que é de excelente tamanho -  existe um armário embutido, obras dos antigos donos. Nós colocamos uma cama, duas mesas de cabeceira, uma arca de viagem e uma cómoda antiga, móveis que herdei da avó, e acabei com uma divisão ainda assim cheia de espaço. 


O sotão tem um pé direito excelente, e acabamos por decidir que a parede com o pé direito mais baixa merecia a todo o seu comprimento, uma fileira de armários com gavetas para arrumar a roupa de casa, e assim ficar tudo junto, separando apenas as coisas por módulos.
Depois de alguns orçamento, colocar gavetas a todo aquele comprimento (estamos a falar de pouco mais de 6 metros) não iria ficar nada barato.
Como sabem sou grande fã do IKEA e fui procurar outra solução, que rapidamente se tornou a minha favorita.  No quarto dos miúdos temos cómodas brancas simples, de 4 gavetas brancas, do modelo Malm. Decidimos (por causa da altura do pé direito e ter espaço para mexer bem nas gavetas) comprar algumas cómodas iguais, também brancas, mas de 3 gavetas, e colocá-las a todo o comprimento. No total leva 8 cómodas, o que dá um gasto de cerca de 400€, bastante menos do que pedir ao carpinteiro para fazer algo “à medida”, com a vantagem de a qualquer altura as pudermos mudar de local e alterar novamente o espaço.
Não investimos os 400€ todos de uma vez. E estamos a comprar as cómodas aos poucos. (Neste momento já temos 6, mas ainda nos faltam duas para terminar todo o comprimento do sótão).
Custa menos assim, e vamos comprando de cada vez que temos de nos deslocar a Lisboa ou ao Porto. É certo que se houver espaço vem sempre uma cómoda...



E o que tenho arrumado por lá? As toalhas de casa de banho, os tapetes, as passadeiras da cozinha, os lençóis, cobertores e edredons, colchas, toalhas de mesa para as ocasiões especiais (as bordadas e com rendas que apenas uso ocasionalmente). 
Portanto, tudo o que é roupa de casa vai no tabuleiro correspondente para o sotão e é arrumado nas gavetas correspondentes.
O armário embutido que lá existe é onde guardo os fatos do Miguel, e os vestidos dos casamentos, roupa que raramente uso, e que escusa de estar a ocupar espaço no closet. Guardo depois dentro de capas plásticas proprias, uma vez que é roupa que estou meses (se não anos) sem usar.
A cómoda antiga também tem espaço. Uma das gavetas é para os “hóspedes” poderem guardar a sua roupa ou outros objectos pessoais, e as restantes é onde tenho algumas peças bordadas pela minha avó - que eu herdei e raramente uso, bem como toalhas de ws bordadas, que podem ser muito bonitas, mas são coisas que actualmente mal de usam.
Nas cómodas de arrunação há ainda espaço para guardar outras coisas que não se usam com frequência e até coisas dos miúdos.
Há no entanto algumas excepções que não são arrumadas no sótão, mas sim na cozinha por razões obvias e práticas: os panos e toalhas de cozinha, os individuais e toalhas de todos os dias, aventais e luvas de forno.
O que é certo é que antes de subir ao sotão, o cesto da roupa de casa faz uma paragem na cozinha....

Acabamos a aproveitar uma divisão para algo mais que um simples quarto de hóspedes - que diga-se de verdade é apenas usado ocasionalmente - e temos assim, sem interferir com outros usos, imenso espaço para arrumar separadamente e organizadamente a roupa de casa e outras coisas menos usadas.
A vantagem das cómodas é, como já disse, em qualquer altura poderem ser reorganizadas noutro espaço e com outra utilidades, se e quando me der na cabeça mudar a disposição que a casa tem atualmente. 
Cada um com a sua mania de organização (principalmente em função do espaço disponível). E em vossas casas, como é que organizam as roupas? Sugestões são sempre bem vindas. Deixem-nas na caixa de comentários.


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Um projeto de DIY - Estacionamento para Carrinhos


A ideia não é minha. Vi numa partilha, daquelas que se fazem pelo facebook, de várias sugestões para guardar os carrinhos, e ao mesmo tempo para brincar. Havia algumas mais elaboradas do que outras, mas a que meia me encheu s medidas é uma semelhante a esta sugestão que vos trago hoje. Creio que a original seria com materiais mais elaborados, como tubos de pvc cortados à medida, mas achei a ideia tão engraçada, que decidi criar um estacionamento para os carrinhos do Zé Maria, usando apenas coisas que habitualmente desperdiçamos.
Comecei por guardar os rolos de papel higiénico durante algumas semanas, e uma caixa de papel grosso, daquelas de 2kg de morangos ou cerejas, fez o resto.
E o resto é muito simples.: Umas canetas coloridas, dois paus de espetadas e um agrafador. Não mais de 10 minutos e um estacionamento que tem dado horas de brincadeiras e pôr e a tirar carrinhos.
Optei por não colar os rolos à caixa, pois eles encaixaram bem e ficam presos uns aos outros, depois de a caixa estar completa. Podem optar por colocar um pouco de cola, mas o meu filho mais velho, como é meio destruidor, facilmente se punha a arrancar tudo, e eu optei assim por não colar.
Depois foi escrever um letreiro com canetas de feltro numa folha de papel branco - podem sempre melhorar e fazer no computador, mas pessoalmente acho que para o efeito, e para mãos pequeninas e ainda muito destruidoras, não é de todo necessário.  Agrafei as pontas onde fiz passar um pau de espetadas cortado ao meio - um de cada lado - que depois espetei na parte de cima da caixa.
Depois é só ir buscar os carrinhos e passar horas a tirar e a pôr, a inventar histórias e cenários.
Este estacionamento tem dado horas de brincadeiras cá em casa.

Fica a sugestão para, quem sabe, colocar em prática numa tarde de férias ou num destes fins de semana!

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Caixa de Medicamentos: a pequena farmácia que deve ter em casa


Em qualquer casa tem de haver um “cantinho” para guardar os medicamentos. E alguns medicamentos sempre à mão.
Graças a Deus que por aqui, e por enquanto, só há coisas básicas, como benuron, brufen e uns kompensan para os excessos...
De qualquer maneira, a partir do momento em que existem crianças em casa é sempre importante que o local que temos para guardar os medicamentos seja acessível, mas ao mesmo tempo longe do alcance dos miúdos.



Há quem goste de guardar os medicamentos na casa de banho, ou no quarto. Aqui por casa guardam-se na cozinha, dentro de uma caixa onde há de tudo (o que nós necessitamos) um pouco. A caixa está guardada na parte de cima dos armários, alto e longe deles, para evitar ao máximo os acidentes.
Os medicamentos estão dentro de uma caixa de arrumação, daquelas transparentes e baratas (2,5€) do IKEA e lá dentro há tudo aquilo que nós habitualmente necessitamos 8ou temos necessitado).
E que medicamentos devemos ter em casa? Fora os medicamentos que temos de usar caso tenhamos alguma doença crónica ou estejamos a fazer alguma espécie de tratamento, há coisas que todos devemos ter:
  • Termómetro
  • pensos rápidos
  • pomada desinfectante para arranhões e queimaduras
  • betadine
  • antipiréticos e antiinflamatórios para febres e dores (como benuron e brufen) - caso tenham crianças a versão para eles em xarope ou supositório, de preferência
  • creme ou gel anti-histaminico para picadas de insectos
  • um anti-acido ou outra coisa do género para os excessos alimentares
  • soro fisiológico
  • água do mar
  • gase esterilizada
  • Se tiver crianças, o arnidol é presença obrigatória para aliviar as nódoas negras das pancadas e das cabeçadas
  • um medicamento para a diarreia, também não é má ideia

O que é importante é não ter medicamentos fora do prazo, e ir dando uma volta de vez em quando, levando para a farmácia os medicamentos fora do prazo ou que já não use. 
E não se esqueça que xaropes dos miúdos, como o benuron e brufen só têm validade de um ano depois de abertos


Quem também tem uma pequena farmácia assim em casa? Se ainda não tem, aqui fica a sugestão!

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Sofás de Paletes e a Zona “Lounge” do Jardim



Dá imenso jeito ter em casa um marido habilidoso, que gosta de fazer bricolage e que tem paciência para aturar as nossas ideias. Aqui por casa, muitas das coisas que foram sendo feitas ao longo deste (quase, quase )1 ano que  cá estamos, foram feitas por nós. Pendurar quadros, cortinados, prateleiras, espelhos. Pintar mesas e bancos e paredes. Fazer canteiros e até pequenas instalações elétricas para o jardim... Um sem número de coisas que ocupam o nosso tempo livre, e que dão razão a todos os que sempre nos disseram que “uma casa dá muito trabalho”. Dá, mas nós gostamos assim!
Outra das coisas que nós - ou melhor ele -  fizemos, foram sofás de paletes para o nosso “lounge” no jardim. O que anteriormente era um canil de cão e um espaço de arrumo exterior (completamente desaproveitado), foi aproveitado para fazer o que nós agora chamamos de “lounge” uma zona de relax no nosso jardim, que poderá ser utilizada de verão e também em dias mais frios e chuvosos. Para isso deitamos abaixo a parte do canil que tinha rede e um murete, e uniformizamos o chão, colocando depois o mesmo revestimento de tijoleira que já tínhamos. (Não é aquilo que eu escolheria de origem, mas era o que já existia e tentamos manter o estilo!) Para essa pequena obra tivemos a ajuda preciosa do Sr. Lúcio, o nosso encarregado de obras de todo esta aventura de transformar uma casa com 24 anos numa casa à nossa medida (se precisarem contacto dele para obras digam-me - de completa confiança!), mas a pintura das paredes já foi feita por nós (mais uma vez eu não pintei nada, só fui comprar a segunda lata de tinta....)



Depois disso foi decorar o espaço. E para isso nada melhor do que uns sofás de paletes. No nosso caso foi um verdadeiro aproveitamento. As paletes (que tínhamos várias!) foram aproveitadas das entregas de materiais das obras cá em casa e guardámo-las já com esta ideia em mente. 
Cada sofá é feitos com 3 paletes do mesmo tamanho: duas são usadas uma sobre a outra para o assento, e foram depois bem aparafusadas uma a outra. A terceira palete é colocada para formar as costas e mais uma vez aparafusada às restantes. Em 30 minutos fazem os sofás, se tiverem tudo em casa! 
A mesa é uma só palete na qual colocamos 4 rodas, uma em cada extremidade (de preferência com travão, senão têm a mesa a andar por tudo e por nada!) Também vi mesas sem rodas, feitas com 2 paletes sobrepostas e com um vidro por cima, mas pessoalmente prefiro esta versão.
Numa pesquisa pelo google e youtube, podem ver muitas sugestões de sofas de paletes e muitas outras coisas feitas com paletes, bem como um passo a passo de como os fazer, para quem se entende melhor visualmente do que com a minha explicação.
Depois tivemos sorte. Os colchões que formam as bases dos sofás foram um aproveitamento de uns colchões que eram mesmo à medida e que tinham sobrado de umas obras, mas conseguem comprar almofadões já próprios para o efeito, em lojas de artigos de cada e jardim. As almofadas decorativas vieram do IKEA (where else!) mas encontram facilmente em qualquer loja de artigos de casa e jardim.
O resto da “decoração” fomos usando o que já cá tínhamos. Lanternas e velas decorativas, vasos com plantas que vieram da casa antiga, e um pote que herdei de casa da avó e que gosto bastante de ver ali, apesar de ter algumas ideias para o finalizar melhor, como colocar um vidro e arranjar um candeeiro de exterior. Com calma...
Temos também uns antigos pés de ferro de uma máquina de costura com um tampo de mármore que um destes dias vai acabar em bar exterior, mas ainda não nos dedicamos a isso.

Mais alguém usou paletes para este ou outro efeito? Outras ideias para aproveitar zonas de jardim?

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Compras Fraccionadas (e aproveitar fruta mais madura que se comprou a um bom preço!)


Provavelmente não sou a única pessoa que se tem debatido com isto, mas, nos últimos tempos cada vez faço menos compras em supermercados. Ou melhor, quase que deixei de comprar os frescos nos supermercados. Por vários motivos, sendo que o principal é que acho que encontro produtos de melhor qualidade e a melhor preço fora das grandes superfícies.
Com a horta Terra Fresca e com as minhas idas semanais ao mercadinho biológico, já comprava cada vez menos frutas e legumes no supermercado. (Principalmente legumes.) E depois havia dias em que ficava realmente desiludida com algumas das compras no supermercado. Muita fruta e legume importados - e eu tento comprar sempre produtos nacionais e de época - muita fruta “bonita” por fora, mas com pouco sabor. Aos poucos comecei a procurar outros sítios onde conseguisse encontrar fruta e legumes de melhor qualidade que colmatassem as falhas do que posso comprar habitualmente no mercadinho biológico e do que conseguia trazer da horta.
Com isto não quero dizer que deixei de comprar nas grandes superfícies, até porque por há alguns produtos que são mais difíceis ou até impossíveis de comprar nos mercados, mas passei a comprar cada vez menos coisas e com menor frequencia.
Nos ultimos tempos passei a frequentar uma “pequena” frutaria de bairro,perto de casa dos meus pais, com imensos produtos nacionais, bons preços, e principalmente com aquela fruta que por ter um calibre mais pequeno é muitas vezes “rejeitada” pelas grandes superfícies. Claro que também há as frutas exóticas, importadas, mas na fruta e legumes da época, nos produtos nacionais, há normalmente bons preços e boa qualidade.
Outro dos motivos que me leva a gostar bastante deste género de comercio mais tradicional, é o facto de, quando a fruta está mais madura, fazerem preços mais baixos. Coisas que as grandes superfícies normalmente não fazem, e que muitas vezes desperdiçam ou deitam fora.
Esta semana que passou consegui comprar banana da madeira a menos de 0,80€ por quilo. Realmente estava madura - mas mesmo no ponto que os meus filhos gostam, e quando está perfeita para bolos, batidos, gelados e smothies. O melhor de tudo foi trazer mais de 2 quilos e aproveitar para congelar banana nacional para gelados e smothies. E o mesmo com os morangos, que por já estarem mais escolhidos estavam com um preço mais simpático, e que estão no ponto para congelar para os batidos e gelados que vamos fazendo aqui por casa nesta altura do ano.

Actualmente acabo mesmo por ir ao supermercado para mercearias, fraldas, papel higiénico e produtos de higiene e limpeza. Cada vez mais fracciono as minhas compras mas, curiosamente não gasto mais tempo, porque sei exatamente o que quero de cada sítio, e tenho uma enorme vantagem de ter todos estes locais muito perto de casa e num raio de 2 ou 3 quilómetros.

Quem mais faz as compras fraccionadas e prefere o comercio mais tradicional e os mercados para os produtos frescos? Que locais aconselham nas vossas cidades? (Podem sempre ser útil para outros esta informação!)