segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Aproveitar móveis antigos


A decisão de mudar de casa coincidiu com a morte da minha avó, e a necessidade de “desmontar” a casa da aldeia dos meus avós. Isso significou que herdei muitas coisas que eram dela e pelas quais nutro um carinho especial.  Para nós também significou podermos aproveitar as coisas de que gostávamos para a nossa nova casa em vez de comprar coisas novas. E confesso que é um orgulho ver alguns dos móveis que eram dos meus avós a decorar a nossa casa e a receberem tantos elogios.
Muitas vezes creio que acabamos a comprar coisas novas usando podíamos aproveitar móveis de família, com história e significado. Quem não tem uma tia, ou uma avó com um sótão ou arrecadação com móveis antigos? Provavelmente existirão coisas a nossa gosto que podemos aproveitar, seja um banco antigo de ferro, ou umas cadeiras, ou ainda alguma arca ou cama.
As circunstâncias da vida acabaram por nos proporcionar imensos móveis por onde escolher.
A nossa nova mesa da sala e da cozinha vieram de casa dos meus avós, bem como as cadeiras que as acompanham. A cama de ferro do sótão e as mesas de cabeceira e uma cómoda onde agora guardo os lençóis e atoalhados de casa. Uns sofás dos anos 60, completamente retro estão na nosso escritório, e o louçeiro pelo qual tenho um fascínio desde miúda é a peça central da minha cozinha. Há também um pequeno móvel anos 60 na entrada, e uma antiga mesa de cozinha, pequenina que será a minha secretária.
Tivemos a sorte de poder adaptar muitos móveis à nova casa, e que se enquadram com o estilo de decoração que eu gosto, uma mistura de novo e moderno com antigo e vintage. Alguns estavam em perfeitas condições, e foi apenas dar-lhes uma boa limpeza, carinho e óleo de cedro. Outros, por serem mais antigos e estarem em muito mau estado tiverem de ser arranjados por alguém competente - foi o caso da nossa mesa ca cozinha, que estava abnodada numa adega e ninguém imagina em que estado e que eu infelizmente nem uma foto tirei. Agora está linda e fica perfeita na cozinha. Valeu a pena o investimento e o trabalho do Sr. Lourenço. A mesa é de madeira maciça de cerejeira e tem mais de 120 anos. Acho que vale a pena recuperar bem coisas assim.
E depois há projectos de DIY para nós. As cadeiras de ferro e a mesa que vão para a varanda e que estão à espera de ser pintadas. A minha futura secretária, antiga mesa de cozinha, que tem de ser decapada, lixada e novamente pintada. A cama de ferro do quarto de hóspedes, que foi pintada e parece outra. Há ainda outros pequenos móveis, bancos e cadeiras à espera de serem transformados.
Aproveitar móveis antigos é uma excelente maneira de decorar a nossa casa, aproveitando móveis de família, e levar para nossa casa uma recordação de gerações e um pedacinho da nossa história familiar. Em muitos casos temos melhor qualidade e um menor custo, principalmente se podermos ser nós a fazer um pouco dessa recuperação.

Quem mais aproveitou móveis antigos para as suas casas? Gostam da mistura do antigo com o moderno? Transformaram-nos? Como fizeram?

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A nova casa


Mudar de casa. Ir de férias. Grávida de 34, quase 35 semanas. Muitas coisas para fazer e pouco tempo para actualizar tudo.
Já estamos comodamente instalados na nova casa. Pode ainda não haver cortinados, nem quadros pendurados nas paredes, e a casa de banho dos miúdos ainda nem sequer ter espelhos, mas faltam apenas alguns pormenores decorativos para a nova casa estar “completa”.
O que interessa está organizado e arrumado. Há apenas alguns caixotes de papelada e antigos equipamentos electrónicos à espera no nosso escritório, mas são coisas que não nos fazem falta - e algumas que nem utilizamos nos últimos anos….
Quanto à decoração, como ainda não me decidi com o que quero fazer na sala e no nosso quarto, essas divisões são para se ir completando calmamente, para encontrar-mos as coisas certas para complementarmos os espaços tal como queremos.
Os quartos dos miúdos são os que estão mais adiantados, e quero mesmo acabar o quarto do António antes dele nascer, e de preferência o do Zé Maria também, pois não quero que ele sinta que há diferenças. Aos poucos tudo é preparado a nosso gosto.

Mudar de um apartamento com dois quartos, para uma moradia, e para 3 vezes o espaço que tínhamos obriga a muitos ajustes. De repente temos muito espaço, o que é optimo e é o que realmente necessitávamos, mas é obrigatória haver ordem, um local para cada coisa, e ainda mais organização. Uma casa maior obriga também a despender mais tempo a arrumar e limpar. No entanto, se tudo tiver um local certo e específico a tarefa é mais fácil. Acho que o que acontece quando se tem mais espaço, é que muito facilmente acabamos a encher todos os espaços com coisas, e a ter divisões caóticas apenas porque raramente lá vamos e nos podemos dar a esse “luxo”. E isso é tudo o que eu não queria, nem quero que aconteça.
Enquanto decorriam as obras de renovação da nossa nova casa (que tem para aí 24 anos!) houve tempo para pensar nisso tudo. O que iria para cada divisão. Para que serviria cada divisão. Como seria feita a arrumação e organização da casa.
Não creio que haja regras para isso. A organização de uma casa tem de satisfazer as pessoas que lá moram. E têm de servir quem lá vive, independentemente do que os outros possam achar. Algumas da decisões que tomamos na nossa nova casa certamente que não servem para todos. A nossa cozinha é enorme, até porque abdicamos de uma outra divisão, uma copa/escritório para a aumentarmos. E criamos uma cozinha com imensa arrumação mas que também comporta uma sala de jantar, com uma mesa para 10 pessoas. Acredito que não faça sentido para a maioria das pessoas, mas para nós, que recebemos imenso em casa, e onde tudo acaba invariavelmente na cozinha era assim que fazia sentido. Por isso a nossa cozinha é maior do que a nossa sala de estar/jantar, que acabou com uma zona mínima de jantar, com uma mesa pequena que quando aberta leva 6 pessoas mas com duas zonas de estar. Na nossa sala também não há aparadores  com louça  - que está toda na cozinha!, nem estantes com livros, porque temos uma biblioteca/escritório para esse efeito.
A organização foi pensada de acordo com as nossas vivência e experiência e isso é que é importante. Não há casas perfeitas. Mas podemos adaptar a nossa casa ao que é mais adequado para nós. 
Quando visitam a nossa nova casa é engraçado que a maioria das pessoas estranha a nossa cozinha com uma mesa de jantar e a quase ausência de uma sala de jantar mais formal. Nos poucos jantares que cá fizemos em casa, tem sido divertido estarmos a cozinhar e a conviver com os amigos no mesmo espaço. E no fim muito mais simples de arrumar e limpar.
Outra opção que tomamos foi de abdicar de um dos quartos para tornar o nosso quarto maior, com uma casa de banho mais composta e com mais arrumação. De quatro quartos passamos a ter 3, ainda que ainda tenhamos o escritório/biblioteca e uma outra divisão que serve de quarto de hóspedes e de arrumação de roupa de casa. Acho que são divisões a mais, e o quarto que abdicamos em função de espaço e organização não nos fará muita falta.
Estas são certamente as principais “mudanças” da nossa casa e aquilo que a faz tão pessoal e tão adequada a nós.
Ainda me estou a habituar a viver numa moradia, eu que sempre vivi em apartamentos, e nunca tive como “desejo” viver numa casa. Há muito mais que fazer. Há tarefas que nunca estarão acabadas, e há relva para cortar. Mas há um pequeno jardim e espaço para os meus filhos poderem brincar e correr ao ar livre, fazer refeições e churrascos com os amigos e família e até ter um cantinho das aromáticas.

Tenho muito que aprender nesta nova casa. Ainda cá estamos há pouco tempo, mas apenas quero ser feliz aqui.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Ementa Semanal #39


Apesar de já estar muita gente de férias, há quem ainda esteja a trabalhar. E a ajuda para as ementas semanais é sempre bem vinda. Aqui ficam algumas sugestões para esta semana:

2ª feira dia 20 de Julho

Salada de Espinafres com Pêra Rocha, Nozes e Gorgonzola

3º feira dia 21 de Julho

Febras com Queijo Amanteigado e Cebola

4ª feira dia 22 de Julho

Robalo Salteado com Esparguete Nero

5ª feira dia 23 de Julho

Salteado de Porco com Ananás

6ª feira dia 24 de Julho

Cataplana de Raia

Bolo de Canela com Nutella

Sábado dia 25 de Julho

Fishcacakes

Frango Assado com Ervas Frescas


Domingo dia 26 de Julho

Crepes de Bacalhau

Semiffredo Rápido de Natas e Frutos Silvestres

Salada de Camarão, Tomate e Feta


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Mudar de Casa


A minha ausência dos últimos dias prende-se exatamente com uma mudança de casa.
A família cresce, mas a casa não estica e se para três já sentíamos alguma necessidade de espaço, com o quarto elemento a caminho, mudar de casa era também um projeto a curto tempo.
E assim foi. Com a vinda do António uma nova casa. 4 meses de obras e a mudança.
E mudar de casa nem sempre é fácil, principalmente quando se carrega uma barriga de quase 30 semanas e nos fazemos acompanhar de outra criança ainda pequena. Mas com calma e aos pouco lá conseguimos, e estamos finalmente na nova casa.
Acho que percebem agora, todos os posts e textos que por aqui passaram acerca de arrumação, e organização. Era o início de todo este processo. E talvez por isso, gostaria de deixar aqui algumas ideias - que para mim foram muito importantes - de como nos podemos organizar melhor ao mudar de casa.

Não leve o que não necessita:
As arrumações ao mudar de casa não são muito diferentes das arrumações normais que fazemos. A diferença é que temos de empacotar e depois desempacotar tudo. Mas a ideia principal é ao arrumar, separar as coisas que não queremos, não usamos, não gostamos ou que estão estragadas. Acho que se torna mais simples separar e levar para a nova casa apenas o que vamos usar, e não “lixo” de que não precisamos.
E isto é válido para tudo o que se arruma - as roupas, o calçado, a roupa de casa, as louças, os tachos as panelas e até os artigos decorativos e alguns móveis.
Por aqui tudo foi separado. O que era lixo. O que podia ser dado a instituições, o que separei para a quermesse dos cunhados. Não levei nada que não quiséssemos usar. Acabei a descobrir coisas que nem me lembrava que tinha e muitas coisas de casa foram dadas para os Vicentinos da minha paróquia, que eu sei que as distribuíram por quem mais precisa. Foi o caso de alguns lençóis, cortinados, roupa e coisas de casa.

Empacote uma divisão de cada vez:
Outra coisa que achei muito mais simples, foi de ir empacotando divisão a divisão. Isto tornou mais simples duas coisas. Perceber o que realmente não necessitava, separar mais facilmente porque tudo estava logo no mesmo lugar, e ter uma noção do espaço e móveis que iria necessitar para arrumar tudo o que estava naquela divisão na casa nova.

Planear a arrumação:
Os meus caixotes cheios de coisas, principalmente os da cozinha, estavam devidamente identificados mas, principalmente eu já sabia para que armário iria cada coisa. Para isto ajuda ter uma foto ou um plano 3D ca cozinha, para que possam planificar como pretendem arrumar tudo, onde ficam os copos, os talheres, os pratos e as panelas. Podem logo tornar a cozinha mais funcional. É que não há nada pior do que arrumar tudo e no fim perceber que afinal os copos não deviam estar ali, e as taças também têm de mudar de lugar. Passam a ser dois ou mais trabalhos.

Leve a roupa nas gavetas:
No caso de cómodas, ou mesas de cabeceiras, depois de separar tudo, não creio que exista necessidade de tirar tudo da gaveta - a não ser que não vá levar os móveis. Se os móveis também estão a ser mudados, retire as gavetas com as roupas e embale-as bem com película aderente (existem uns rolos grandes próprios para o efeito) e assim poupa algum tempo na altura de arrumar.

Separe por divisões:
Ao levar tudo para a nova casa, coloque os caixotes logo no sítio onde os vai desempacotar. Evite acumular tudo numa divisão. Torna-se muito mais difícil conseguir encontrar depois o que necessita e terá de voltar a andar a transportar caixotes de um lado para o outro.

Arrume antes de se mudar - se possível
No nosso caso foi possível, e foi talvez o que tornou a mudança mais calma. Sem pressão para entregar a casa onde vivemos nos últimos anos, tornou-se mais simples fazer uma mudança aos poucos. Todos os dias o Miguel levava um carrego de caixotes e todos os dias se arrumavam essas mesmas coisas. Neste caso, e durante 15 dias tivemos duas casas em “pantanas”, principalmente a nossa antiga casa, mas tudo se tornou mais simples no dia em que efetivamente mudamos, porque tudo estava praticamente arrumado… Apesar de isso significar uma semana sem cómoda, sofá, ou outras coisas que podemos considerar mais essenciais.

Tenha uma divisão para o “caos”:
Todas as pessoas necessitam de ter uma divisão para estar desarrumada. No nosso caso é o escritório. Ainda nem sequer começamos a desfazer os caixotes dos papeis e dos dossiers, dos cabos eletricos e do equipamento electrónico. 

Prepare o essencial:
A cozinha montada e organizada para que possa começar a cozinhar sem se preocupar onde estão as facas ou as tábuas de cozinha.
As suas roupas arrumadas para que se possa vestir e vestir os filhos, caso os tenha sem que para isso repitam a mesmo roupa 2 dias seguidos.
A máquina da roupa a funcionar, assim como os restantes equipamentos essenciais como o frigorífico, o formão ou o forno.
Ter luz, água, gás, televisão por cabo, internet….. 
Pensar que não precisa de ter tudo arrumado numa semana. Uma casa, um lar, é para se ir montando e organizando. Sem pressa, para que tudo sirva os propósitos que quem lá mora.


Mais alguma dica essencial que me tenha esquecido?

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Ementa Semanal #38

Panacota de Coco com Cerejas

Vamos lá então preparar a ementa para a próxima semana. Estas são as minhas sugestões.
Espero que vos inspirem nas vossas escolhas.

2ª feira dia 6 de Julho

Esparguete com Molho de Tomate e Beringela
http://paracozinhar.blogspot.pt/2015/06/esparguete-com-molho-de-tomate-e.html

3º feira dia 7 de Juho

Filetes de Peixe Espada no Forno à “Bulhão Pato”
http://paracozinhar.blogspot.pt/2015/06/filetes-de-peixe-espada-bulhao-pato-no.html

4ª feira dia 8 de Julho

Salada de Frango e Abacate com Molho Rosa de Iogurte
http://paracozinhar.blogspot.pt/2015/05/salada-de-frango-com-abacate-tomate-e.html

5ª feira dia 9 de Julho

Polvo no Forno com Crumble de Broa de Milho
http://paracozinhar.blogspot.pt/2015/04/polvo-no-forno-com-crumble-de-broa-de.html

6ª feira dia 10 de Julho

Carne de Porco com Batatinhas na Frigideira
http://paracozinhar.blogspot.pt/2015/06/carne-de-porco-com-batatinhas-na.html

Bolo de Iogurte com Laranja e Água de Rosas (Bolo da semana)
http://paracozinhar.blogspot.pt/2015/06/bolo-de-iogurte-com-laranja-e-agua-de.html

Sábado dia 11 de Julho

Panadinhos de Frango com Coentros e Parmesão
http://paracozinhar.blogspot.pt/2015/03/panadinhos-de-frango-com-coentros-e.html

Estufado de Lulas com Camarão
http://paracozinhar.blogspot.pt/2014/12/estufado-de-lulas-com-camarao.html


Domingo dia 12 de Julho

Frango Assado com Laranja e Batata Doce
http://paracozinhar.blogspot.pt/2015/03/frango-assado-com-laranja-e-batata-doce.html

Pannacota de Coco e Cerejas
http://paracozinhar.blogspot.pt/2015/06/pannacota-de-coco-com-cerejas.html

Cachorro Quente

http://paracozinhar.blogspot.pt/2015/05/cachorro-quente-versao-oficial-ca-de.html

terça-feira, 30 de junho de 2015

Em que utilizar fruta congelada?

Deliciosos morangos biológicos da minha horta (Terra Fresca)

Como sabem, a arca congeladora cá de casa tem sempre muito uso. Essencialmente para guardar/aproveitar os excessos de frutas e hortícolas. Se bem que agora, por força das circunstâncias e da idade já não há produtos caseiros de casa dos avós, a minha horta Terra Fresca, algumas ofertas e produtos que se compram na época acabam por rechear a arca congeladora com produtos que vou depois utilizando.
Mas há sempre algumas dúvidas sobre como utilizar a fruta congelada, e as sugestões são enormes. Para além de se poderem utilizar para fazer coulis, principalmente no caso dos frutos vermelhos que acompanham gelados, fazem coberturas de cheesecakes ou de bolos, as restantes frutas que costumo congelar, como pêssegos, bananas, morangos, manga, abacaxi,… têm muitas outras utilidades.
A minha utilização favorita é sem dúvida para preparar sumos naturais de frutas, ou smothies e batidos. Basta para isso uma boa varinha mágica, um liquidificado ou um robot de cozinha.
Fruta congelada previamente partida em pedaços pequenos, um pouco de açúcar se acharem necessário, ervas aromáticas a gosto, Basta triturar bem até obterem uma polpa fina e depois juntarem  água ou leite ou leite e um pouco de iogurte, consoante queiram preparar um sumo natural, um batido ou um smoothie.
Outra alternativa fresca e perfeita para o verão é fazerem gelados instantâneos recorrendo ao uso de fruta congelada. Basta juntarem a fruta a gosto, um pouco de iogurte ou natas (não precisam de serem batidas) e triturar até obterem uma consistência de gelado. O único inconveniente é que tem de ser consumido de imediato.
Fora estas sugestões, podem utilizar as bananass por exemplo para fazer bolo de banana (banana bread), os frutos vermelhos para usarem depois de descongelarem uns minutos juntamente com o iogurte e granola caseira para um snac ou pequeno almoço e podem ser usados em problema para adicionarem a massa de bolos e afins, conforme vos faie à dias num post.
Todas as frutas congeladas podem também ser usadas para fazer compotas, apesar de demorarem mais tempo a atingirem o ponto e, de na minha opinião não ficarem tão saborosas.
E por aí, costumam congelar fruta? que destino lhe dão?


terça-feira, 23 de junho de 2015

Enxoval de bebé


Há uns tempos perguntavam-me acerca do enxoval de bebé, de listas, do que é necessário, do que não vale a pena comprar, do que é absolutamente indispensável.
Sei que antes do Zé Maria nascer, coloquei aqui no blogue uma lista da chamada puericultura pesada, das coisas que eu achava essenciais (http://economiacadecasa.blogspot.pt/2013/08/um-bebe-caminho-lista-de-puericultura.html). Hoje, quase 2 anos passados, ao olhar para essa mesma lista, não me arrependo de nada. Todas aquelas coisas foram para mim essenciais. Não senti falta de mais nenhuma e continuo a achar que a maior parte das pessoas - principalmente no primeiro filho - acaba a comprar coisas absolutamente desnecessárias, e que há outras que podem ou não ser importantes, mas que acaba a ter a ver com a dinâmica familiar e até com o tipo de bebé.
Dois anos depois, grávida outras vez, e já de 26 semanas - o António vai nascer quase em cima do aniversário de 2 anos do Zé Maria, acabo a pensar que não preciso de comprar quase nada.
Aqui está a grande diferença quando se tem um segundo filho. Já temos berço, cama de grades, carrinho, ovo, banheira e roupas. No meu caso, tenho ainda a sorte de ter outro rapaz e de poder aproveitar a roupa toda, até porque acabam por nascer (prevê-se) no mesmo mês, portanto nem há casos de diferenças de estação.
No nosso caso não tivemos praticamente nada emprestado quando o Zé Maria nasceu, e compramos tudo, com o gosto e orgulho de um primeiro filho. (E porque todos os nossos amigos e familiares com filhos estavam ainda a necessitar destes equipamentos, ou já os tinham emprestado a irmãos e sobrinhos…) Deixo só um pequeno conselho, que vale o que vale. Mas quando compramos a pensar que vamos ter mais filhos, e que portanto a puericultura pesada como o carrinho, o ovo e esse tipo de coisas, vai ser usada por mais do que uma criança, compensa apostar na qualidade e funcionalidade. (O quem não quer dizer, o mais caro). Procurem informações em fóruns, pois por vezes há carrinhos que pensamos serem práticos e descobrimos imensos pais a queixarem-se e arrependerem-se da decisão de compra. Façam alguma pesquisa.
E depois outra coisa que nós apostamos e a qual aconselho a toda a gente com carros que o permitam, é o isofix. Tanto o ovo, como a nova cadeira do Zé Maria têm isofix. São além de mais seguros, na sua maioria, muito mais práticos e cómodos. Nada de cintos de segurança do carro a passar por aqui e por ali. E o tempo que se poupa de cada vez que os colocamos e retiramos do carro, principalmente no ovo é uma enorme e confortável vantagem.
E depois da puericultura pesada  (http://economiacadecasa.blogspot.pt/2013/08/um-bebe-caminho-lista-de-puericultura.html)- que podem consulta na lista que coloquei há dois anos e da qual não mudo nada, dois anos passados e não acrescento nada, pois não necessitei de mais nada, seguem-se as outras coisas.
O que é então necessário para o enxoval dos bebés?
Mais uma vez cada mãe terá uma visão das coisas - esta é a minha opinião e são as minhas sugestões e sejam muito bem vindos a acrescentar, na caixa de comentários, tudo o que acharem necessário e que eu não tenha incluído.
Para a higiene do bebé:
  • tesoura de pontas redondas ou corta unhas de bebé (aconselharam-me o corta unhas, mas eu não me adaptei e pessoalmente prefiro a tesoura)
  • Escova e pente (dependendo do cabelo do bebé, ao fim de algum tempo o pente é mais útil que a tesoura)
  • produtos de higiene (gel lavante e hidratante - há imensas marcas e preços)
  • creme de muda de fralda (convém ter, mas nada de cair no erro de colocar em todas as mudas de fralda. Só deve ser usado se o bebé efetivamente estiver com alguma vermelhidão ou assadura. Tive a sorte de, até ao momento, raramente ter usado)
  • soro fisiológico (para limpar os olhos e o nariz do bebé, se por caso tiverem algum entupimento do canal lacrimal, limpar o nariz se estiver um pouco entupido e afins - é de evitar o desentupidor nasal, pelo menos no meu caso foi-me desaconselhado o uso, só em eventual caso pontual, e nunca cheguei a usar até ao momento
  • Compressas ou discos desmaquilhantes grandes, para lipar o rabanho do bébé em vez de usar toalhitas. (limpar com um pouco de água tépida ou águas lavantes)
  • Fraldas - mais uma vez há imensas marcas e uma variedade enorme de preços. Para recém nascido as melhores são sem dúvida as Libero (só há à venda em farmácias, mas conseguem ser quase ao mesmo preço de marca branca e mais baratas que muitas marcas conhecidas. Pessoalmente também acho um mito não experimentar marca brancas com medo das alergias. Devemos obviamente estar atentos pois claro que pode acontecer,e nesse caso não compramos mais, mas se não acontecer nada qual é o problema? O Zé Maria usou nos primeiros meses fraldas da Libero e marca continente que eram muito mas muito melhores do que as de uma marca bem conhecida e que eu detestei!)
  • Cotonetes (podem comprar e usar para limpar a parte exterior das orelhinhas. Não achei grande utilidade - ainda tenho a mesma caixa e sempre lhe limpei as orelhas com a ponta da toalha.)
  • Água do mar (mais crescidinho achei essencial para limpar o nariz quando estava constipado. Ele não gostava muito, mas é muito mais eficaz para limpar as vias nasais quando estão entupidos)

Roupinhas - depende do gosto de cada pai. A minha sugestão é que não vale a pena ter muita roupa numa fase inicial, porque deixa tudo de servir com alguma rapaidez, apesar da velocidade com que eles sujam roupa seja alucinante. No entanto, há sempre coisas básicas que convém ter em alguma quantidade, e depende da altura do ano em que nascem as crianças e se são menino ou menina. A minha experiência enquanto mãe com meninas é nula, pelo que as roupas aqui sugeridas são mais para os meninos…
  • babygrows (uso-os como pijamas apenas, ou para estarem em casa e convém ter, enquanto pijamas, um mínimo de 1 por noite)
  • interiores ( de preferência de abrir à frente, apesar de a mim nunca me ter feito muita confusão vestir e despir recém nascidos pela cabeça. Um mínimo de 2 por dia para 1 semana - ou então vão passar a vida a lavar interiores…)
  • collans (confesso que prefiro os collans às calcinhas interiores para colocar por dentro dos fatos e dos babygrows. As calcinhas só as uso como parte de ratinhos com os collans por baixo - quando está tempo mais frio)
  • interiores com golinhas (porque fazem logo uma roupa bonita e eu não saio à rua com filhos de pijama - babygrow. Não condeno, ninguém, claro está, mas eu pessoalmente não gosto)
  • fatinhos de malha de algodão (adoro e é o que o Zé Maria mais tinha para vestir nos primeiros meses de vida)
  • fofos (outro dos indispensáveis do guarda roupa do Zé Maria. Há quem adore e quem deteste!)
  • casaquinhos de lá e algodão
  • botinhas e meias
  • Calças de ganga, camisas, polos, t-shirt, calções e afins - só começou a usar mais tarde. Nos primeiros 3 meses creio que nunca lhe vesti nada do género. Mas o meu filho nasceu em Setembro e não fez o verão recém nascido. Nesse caso creio que teria calções e t-shirts para lhe vestir.
  • fraldas de pano (muitas, quase todas feitas e bordadas pelas avós. São práticas para quase tudo e vale a pena terem várias)
  • babetes (depende se o bebé se baba muito ou pouco, mas antes de começarem a comer papas e sopas acho que não vale a pena ter babetes muito grandes. No entanto convém sempre ter alguns)
  • Toalhas de banho (4 ou 5, sendo que há quem defenda que no iníco devem ser trocadas de cada vez que o bebé toma banho9
  • Mantinhas (por aqui foram quase todas presentes e feitas por quem as ofereceu. Tinha várias, o que dá jeito para ter uma em cada canto)
  • Lencois e cobertor e colcha (convém ter lencois para a alcofa ou berço, e para a cama de grades. Não são precisos muitos conjuntos, mas lençóis de baixo com elástico são muito mais práticos. Por aqui compraram-se os lençóis de baixo e os de cima foram maioritariamente bordados e peitos pelas avós, mas há coisas muito bonitas à venda em todo o lado)
  • Saco de muda de fraldas (essencial de cada vez que saímos com o bebé!)
  • biberão (mesmo que o leite adaptado não faça parte dos vossas planos, ter pelo menos um biberão em casa pode ser essencial no caso de uma emergência. Além disso, mais tarde, o bebé vai sempre necessitar de um biberão nem que seja para beber água. Acho que vale a pena prevenir!)
  • Chupetas 
Acho que não me esqueci de nada importante. Se por acaso estiver alguma coisa esquecida, por favor façam o favor de me lembrar.
Dou apenas uma outra sugestão que acho útil. Assim que as roupas forem deixando de servir ao bebé, lavem-nas e arrumem em caixas plásticas com tampas. Por aqui tudo foi logo arrumado à medida que não servia em caixas que depois foram identificadas em 0 a 3 meses, 3 a 6 meses, 6 a 12 meses, 12 a 18 meses…. Agora que vão voltar a ser precisas facilita muito a tarefa, para além de não andar roupa que não serve pelas gavetas e armários.

Quanto a brinquedos e afins, acho que não vale a pena comprar. Acaba por ser algo que as pessoas oferecem bastante, e eles nos primeiros meses não ligam mesmo.